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Aeroporto de Campos dos Goytacazes

O Aeroporto de Campos dos Goytacazes, oficialmente denominado Aeroporto Bartolomeu Lisandro, é um aeroporto público localizado em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, no estado do Rio de Janeiro, Brasil. No cadastro de aeródromos civis públicos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), consta sob o código RJ0006 e com a denominação Bartolomeu Lisandro.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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História

O aeroporto foi inaugurado em 19 de outubro de 1952, em área adquirida pela prefeitura municipal. Segundo registro histórico da Infraero, sua implantação esteve associada à atuação do então deputado federal Bartolomeu Lysandro de Albernaz, também ligado à atividade açucareira local. A denominação oficial foi estabelecida pela Lei n.º 3.862, de 24 de dezembro de 1960, que deu o nome de Aeroporto Bartolomeu Lisandro ao então Aeroporto Municipal de Campos. Em 1987, a Infraero assumiu a administração do aeroporto por determinação do então Ministério da Aeronáutica. Em 11 de outubro de 2013, a União transferiu a administração do aeroporto à Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes por meio de convênio de delegação. De acordo com o Plano Aeroviário do Estado do Rio de Janeiro, a delegação à prefeitura foi prevista por 35 anos, e a Infraero permaneceu à frente da gestão durante a fase de transição.

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Infraestrutura

O aeroporto está situado em Campos dos Goytacazes e possui pista de pouso e decolagem 07/25, com 1 544 metros de comprimento e 45 metros de largura, pavimentada em asfalto. Relatório de gestão aeroportuária publicado pelo governo federal em 2016 apontava a existência de terminal de passageiros com área de 540 metros quadrados, estacionamento com capacidade para 50 veículos e acesso por rodovia pavimentada de pista simples. As informações aeronáuticas do DECEA indicam operação em regras de voo visual e por instrumentos, além de instalações de comunicação associadas à Rádio Campos. Em 2016, o aeroporto era classificado pela ANAC como Classe II-B, apesar de apresentar movimentação anual inferior a cem mil passageiros no período analisado; o relatório atribuiu a classificação à complexidade operacional e a fatores de segurança operacional considerados pela agência.

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Operações e aviação comercial

A operação do Aeroporto Bartolomeu Lisandro tem relação com a aviação regional, executiva e offshore. Em 2019, a Prefeitura de Campos dos Goytacazes informou que a movimentação diária do aeroporto era de cerca de 450 pessoas, a maior parte ligada a embarques e desembarques offshore, e que a unidade havia recebido empresas como CHC, Shell e Líder Táxi Aéreo durante o processo de modernização iniciado em 2017. Em março de 2020, a prefeitura anunciou a implantação de voos entre Campos dos Goytacazes e São Paulo, com operações anunciadas pela VoePass e pela Azul Linhas Aéreas. Em janeiro de 2025, a revista Aero Magazine noticiou que a Azul suspenderia voos para Campos dos Goytacazes e Cabo Frio a partir de 10 de março daquele ano, citando custos operacionais, disponibilidade de frota e ajustes de oferta e demanda como fatores apresentados pela companhia. Em novembro de 2025, a prefeitura informou que a retomada dos voos comerciais em Campos havia sido discutida em reunião no Ministério de Portos e Aeroportos. Na ocasião, a administração municipal afirmou que a Azul havia oficializado o encerramento das operações no município em agosto de 2025. Em janeiro de 2026, reportagem do jornal O Dia também registrou que os voos comerciais estavam encerrados desde agosto de 2025 e que havia articulações para retomada das operações.

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Segurança operacional

Em 2024, o aeroporto e o Heliporto Farol de São Tomé, ambos administrados pela Infra Operações Aeroportuárias, firmaram parceria com a Prefeitura de Campos dos Goytacazes para ações voltadas à segurança das operações aéreas e à preservação ambiental do entorno. Segundo a prefeitura, as medidas incluíam cooperação com a Defesa Civil e com a Subsecretaria de Limpeza Pública para reduzir riscos associados a descarte irregular de resíduos, presença de fauna e obstruções no perímetro operacional.

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Fontes consultadas

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