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Adrasteia

Adrasteia, também conhecida como Júpiter XV, é uma das menores luas de Júpiter e a segunda mais próxima do planeta. Descoberta em 1979 pelas imagens da sonda Voyager 2, ela se destaca por ter sido a primeira lua descoberta com o auxílio de uma sonda interplanetária, e não por telescópios. Seu nome é uma homenagem a uma figura da mitologia grega. Uma característica notável de Adrasteia é que ela orbita Júpiter em um tempo menor do que a rotação do planeta. Ela está localizada na borda do anel principal de Júpiter e acredita-se que seja a principal fonte de material para esses anéis.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 22/06/2026

Pontos-chave

  • Adrasteia é a segunda lua mais próxima de Júpiter e a menor do Grupo Amalteia.
  • Foi a primeira lua descoberta por uma sonda interplanetária (Voyager 2, 1979).
  • Orbita Júpiter em um período menor que a rotação do planeta.
  • É considerada a principal fonte de material para o anel principal de Júpiter.
  • Possui forma irregular e tamanho estimado em 20×16×14 km.
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Descoberta e Observações

A descoberta de Adrasteia ocorreu em 8 de julho de 1979, a partir de fotografias tiradas pela sonda Voyager 2. A descoberta foi anunciada oficialmente em 23 de novembro de 1979, após publicação na revista Science, recebendo a designação provisória S/1979 J 1. Embora aparecesse apenas como um ponto, foi um marco por ser a primeira lua descoberta por uma nave interplanetária. Pouco depois, outras luas interiores de Júpiter, como Tebe e Métis, foram identificadas em imagens anteriores da Voyager 1. Em 1998, a sonda Galileu conseguiu capturar imagens que permitiram determinar a forma do satélite, apesar da baixa resolução. Oficialmente, Adrasteia recebeu seu nome em 1983, em homenagem à ninfa grega filha de Zeus.

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Características Físicas

Imagem: Reggie Martell · BY-NC-SA · Openverse

Adrasteia apresenta uma forma irregular, com dimensões aproximadas de 20×16×14 km, o que a torna a menor das quatro luas interiores de Júpiter. Sua composição e massa exatas não são conhecidas. No entanto, se sua densidade média for semelhante à de Amalteia (cerca de 0,86 g/cm³), sua massa pode ser estimada em torno de 2×10¹⁵ kg. A densidade de Amalteia sugere uma composição de gelo de água com alta porosidade (10-15%), e Adrasteia pode ter características semelhantes. Detalhes sobre sua superfície não são conhecidos devido à baixa resolução das imagens disponíveis.

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Órbita de Adrasteia

Imagem: Following Hadrian · BY-SA · Openverse

Adrasteia é a segunda lua mais próxima de Júpiter e a menor do grupo Amalteia. Ela orbita o planeta a uma distância de aproximadamente 129.000 km (equivalente a 1,806 raios de Júpiter), posicionando-se no lado externo do anel principal. Adrasteia é uma das poucas luas no Sistema Solar (junto com Métis e Fobos, a lua de Marte) que completa uma órbita em torno de seu planeta em um tempo inferior à duração do dia planetário. Sua órbita é quase circular, com uma excentricidade de apenas 0,0018, e uma inclinação muito pequena de cerca de 0,03° em relação ao equador de Júpiter. Devido ao acoplamento de maré, Adrasteia possui rotação síncrona, o que significa que sempre apresenta a mesma face para Júpiter. Seu eixo mais longo está alinhado com o planeta, uma configuração de mínima energia.

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Contribuição para os Anéis

Adrasteia é considerada a principal fonte de material para os anéis de Júpiter. Esse material provém, em grande parte, da superfície das quatro luas interiores, que é ejetado por impactos de meteoritos. Devido à baixa densidade dessas luas e à proximidade com a borda de suas esferas de Hill, o material ejetado facilmente se perde no espaço e não retorna à lua. A alta densidade do material do anel próximo à órbita de Adrasteia reforça a ideia de que ela é a maior contribuinte. Sua órbita está localizada bem na margem externa do anel principal. A visibilidade do material do anel pode variar com o ângulo de fase das imagens: em dispersão de luz, Adrasteia parece estar fora do anel principal, mas em retrodispersão, que revela partículas maiores, um pequeno anel é observado além de sua órbita.

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Fontes consultadas

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