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Madame Max Adolphe

Madame Max Adolphe, nascida Rosalie Bosquet e também conhecida como Max Rosalie Auguste, foi uma figura proeminente no Haiti, servindo como braço direito do ex-presidente François Duvalier, o "Papa Doc". Em 1961, ela fez história ao se tornar uma das primeiras deputadas do Haiti, eleita para o Parlamento ao lado de Aviole Paul-Blanc.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 04/08/2026

Pontos-chave

  • Madame Max Adolphe foi uma figura chave no regime de François Duvalier no Haiti.
  • Ela se destacou como uma das primeiras mulheres eleitas para o Parlamento haitiano em 1961.
  • Adolphe ocupou posições de poder, incluindo a direção do Forte Dimanche e a chefia das Fillettes Laleau.
  • Sua gestão no Forte Dimanche foi marcada por relatos de tortura e interrogatórios violentos de presos políticos.
  • Após a queda da dinastia Duvalier, seu paradeiro tornou-se desconhecido, embora sua filha permaneça ativa na política haitiana.
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Ascensão e Poder

Rosalie Bosquet, mais tarde conhecida como Madame Max Adolphe, chamou a atenção de François "Papa Doc" Duvalier após um atentado contra sua vida. Sua bravura, enquanto servia como oficial de baixo escalão nos Tonton Macoute, impressionou o presidente, que a promoveu para dirigir o Forte Dimanche. Na prisão, ela demonstrou lealdade ao governo, sendo conhecida por seus interrogatórios brutais de opositores. Sua influência cresceu, e após se casar com o Ministro da Saúde, Max Adolphe, ela adotou o nome completo do marido. Ela desenvolveu uma reputação sinistra em Fort Dimanche, associada a torturas criativas, incluindo torturas sexuais. Posteriormente, foi elevada a Chefe Suprema das Fillettes Laleau, o braço feminino dos Tonton Macoutes. Relatos indicam que ela supervisionava a tortura de crianças e idosos, mantinha gravações dos abusos e gostava de portar uma submetralhadora Uzi. Adicionalmente, recebia pagamentos mensais das Forças Especiais dos EUA pelo uso do local.

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Queda e Desaparecimento

Com a morte de "Papa Doc" em 1971 e a ascensão de seu filho, Jean-Claude Duvalier, Madame Max Adolphe foi afastada da direção do Forte Dimanche. Em maio de 1972, ela assumiu a prefeitura de Port-au-Prince, focando em questões de saneamento. Antes da queda da dinastia Duvalier em 1986, ela previu um futuro perigoso para os membros da milícia, antecipando a fuga de Jean-Claude e derramamento de sangue. De fato, muitos ex-milicianos que se reportavam a ela foram mortos por haitianos vingativos. Em 10 de fevereiro de 1986, um soldado relatou que ela estava detida em um quartel militar próximo ao palácio nacional. Em fevereiro de 1986, ela deixou o Haiti, e seu paradeiro atual é desconhecido. Sua filha, Magalie Racine (nascida Adolphe), vive no Haiti e é casada com Georges Racine, ex-secretário de Estado e presidente do Partido Haitiano Tèt Kale. Magalie serviu como Ministra da Juventude e Esportes em 2013-2014, em um governo com simpatias neo-duvalieristas.

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