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Administração da Armênia Ocidental

A Administração da Armênia Ocidental foi um governo provisório armênio na região autônoma estabelecida originalmente em torno do lago de Vã, após a Resistência de Vã, ocorrida durante a Campanha do Cáucaso sob a liderança de Aram Manougian, da Federação Revolucionária Armênia. Originalmente o território era conhecido por Vaspuracânia Livre; após um início conturbado, em agosto de 1915, a administração foi restabelecida em junho de 1916 com o nome de "Administração da Armênia Ocidental", em plena zona de guerra. A partir de dezembro de 1917 passou para o controle do Comissariado Transcaucasiano, com Hakob Zavriev como Comissário e, durante os primeiros estágios do estabelecimento da República Democrática da Armênia, foi incluida, juntamente com os outros conselhos nacionais armênios numa Armênia brevemente unificada.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 01/07/2026
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História

Formação (1915)

O conflito se iniciou em 20 de abril de 1915, com Aram Manougian como líder da resistência, e durou dois meses. Em maio, forças armênias e russas entraram em Vã e expulsaram o exército otomano da cidade. Após dois meses de auto-governo, sob a liderança de Manougian, a batalha se voltou contra a milícia armênia. Cerca de 250 mil armênios recuaram para a fronteira russa. O exército otomano, sob Paşa Kerim, lançou um contra-ataque na região do lago de Vã e derrotou os russos na batalha de Manzicerta. Os russos recuaram de Kara Kilise para Bayburt. Durante este contra-ataque, Manougian e Sampson Aroutiounian, presidente do Conselho Nacional Armênio de Tiblíssi, ajudaram os refugiados da região a chegar em Valarsapate. Além da fome e da fadiga, os refugiados sofriam com as doenças, especialmente a disenteria. Em 29 de dezembro de 1915, o dragomano do Vice-Consulado em Vã, de acordo o bispo ortodoxo armênio de Erevã e outras fontes, teria auxiliado os refugiados do Cáucaso a abandonar a região.

Expansão (1916)

Com a chegada do ano de 1916, os refugiados armênios que tentaram retornar para os seus lares encontraram barreiras colocadas pelo governo russo. Durante 1916–17, de 8 000 a 10 000 armênios conseguiram a permissão de viver em Vã. "Os homens estão indo para lá em grandes números; caravanas daqueles que retornam à pátria estão entrando por Igdir. A maioria dos refugiados na província de Erevã voltaram para Vã." O governo confiscou a propriedade dos russos, transformando-as em fazendas comunais e as dividindo entre os armênios adultos do sexo masculino. Cerca de 40% da população de Vã abandonou a cidade para trabalhar nestas fazendas. O governo armênio também começou uma indústria de armas e munições, aproveitando-se das minas russas para os projetos de construção em Vã; também tentou-se implementar um sistema de coleta de impostos, sem grande sucesso.

A colonização (1917)

Aproximadamente 150 000 armênios foram transferidos para as províncias de Erzurum, Bitlisse, Muxe e Vã em 1917. Os armênios começaram a construir casas e cultivar a terra, preparando-se para a colheita no outono daquele ano. A perspectiva de um novo estado autônomo parecia favorável para o governador provisório Aram Manougian, com a sede administrativa localizada, de maneira favorável, no meio do caminho entre a Rússia e o Império Otomano. Embora as linhas de frente militares estivessem relativamente estáveis, o ano de 1917 estava marcado pela Revolução Russa. Armen Garo e outros pediram que soldados armênios que estavam no teatro de guerra europeu fossem transferidos para as linhas de batalha no Cáucaso, uma medida que tinha como intenção aumentar a estabilidade do governo provisório.

A retirada e a resistência (1918)

O líder do Comitê de Auxílio ao Oriente Médio em Vã era Kostin Hambartsumian, que conseguiu retirar cerca de quinhentos órfãos da Casa de Crianças de Vã para Gyumri em 1917. Uma nova fronteira foi traçada pelo tratado de Brest-Litovski, assinado entre a República Socialista Federalista Soviética da Rússia e o Império Otomano em 3 de março de 1918. O tratado colocou a província de Vã, juntamente com as regiões de Carse, Ardacane e Batum sob controle otomano. O tratado também estipou a independência da República Democrática da Transcaucásia. Os representantes do Congresso Armênio dos Armênios Orientais (CAAO) na Duma se juntaram aos seus colegas na declaração da independência do Transcáucaso da Rússia.

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Reconhecimento

O tratado de Brest-Litovski, entre o Império Otomano e a República Socialista Federativa Soviética da Rússia, incluía o estabelecimento da Armênia na Armênia russa. A Administração da Armênia Ocidental sofrera um revés com o tratado de Batum, que empurrara as fronteiras armênias para dentro da Armênia russa. A Diáspora Armênia por sua vez argumenta que esta expansão das fronteiras para o controle armênio foi um acontecimento natural, uma vez que desde a Revolução Russa a região vinha sendo controlada por unidades voluntárias armênias, e, posteriormente, pela própria Armênia. O governo provisório armênio usou, como argumento principal, a "habilidade de controlar a região". A maioria da população passou a ser de armênios, à medida que os habitantes turcos da região se mudaram para as províncias ocidentais; este se tornou um argumento secundário. Com a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial, as potências da Entente Tripla tentaram determinar o futuro da Anatólia. Durante a Conferência de Londres, David Lloyd George encorajou o presidente americano Woodrow Wilson a aceitar um mandato para a Anatólia, especialmente com o apoio da Diáspora Armênia, nas províncias sob o comando da Administração da Armênia Ocidental durante a sua maior extensão, em 1916. A chamada "Armênia wilsoniana" tornou-se parte do tratado de Sèvres.

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Fontes consultadas

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