Adília Lopes
Adília Lopes, pseudónimo literário de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira, foi uma poeta, cronista e tradutora portuguesa.
Filha de uma bióloga assistente de Botânica na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e de um professor do ensino secundário, Adília Lopes estudou na licenciatura de Física da Universidade de Lisboa, curso que abandonou, quase no final, devido a uma psicose esquizoafectiva, doença da qual sempre falou abertamente, fosse na sua poesia, crónicas, conferências ou entrevistas a meios de comunicação social. Deixou de estudar por conselho médico e começou a escrever com o intuito de publicar. Concorre em 1983 a um Prémio de Prosa da Associação Portuguesa de Escritores, para o qual um amigo lhe sugere o pseudónimo por que ficará conhecida, e envia poemas para a editora Assírio & Alvim, que remete dois deles para o seu Anuário de Poetas não Publicados de 1984. Começa uma nova licenciatura, de Literatura e Linguística Portuguesa e Francesa (1983-1988), na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e publica o seu primeiro livro de poemas em edição de autor, Um jogo bastante perigoso (1985).
Foi homenageada pela Companhia Nacional de Bailado, em 2016. Em 2023, foi lançado o Prémio Literário Adília Lopes, no Colóquio ‘Ir à escola com a Adília’, que decorreu na Biblioteca Nacional de Portugal. Aquando da sua morte, a Ministra da Cultura, Dalila Rodrigues, emitiu uma nota de pesar, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, homenageou-a no site da Presidência da República. Em 2025, Ricardo Neves-Neves encenou o espetáculo "Estar em Casa" a partir da obra da autora.


