Lista de medalhas brasileiras nos Jogos Olímpicos
A relação abaixo é uma lista de medalhas brasileiras nos Jogos Olímpicos.
Após estrear nos Jogos Olímpicos da Era Moderna na Antuérpia 1920 conquistando três medalhas, uma de cada cor, o país passou as edições seguintes sem nenhum pódio, até a edição da Londres 1948 quando, a partir dali, sempre houve pelo menos uma conquista. Até Barcelona 1992 o Brasil nunca havia conquistado um número significativo de medalhas, na casa de dois dígitos. Los Angeles 1984 foi o máximo desse período, com oito pódios. A partir da Atlanta 1996 sempre aconteceram, no mínimo, dez pódios. Na Atenas 2004 o Brasil superou a Argentina e desde então é a 1.ª força da América do Sul e a 4.ª força das Américas, atrás apenas de Estados Unidos, Canadá e Cuba, ocupando após a Paris 2024 a 32.ª colocação no Verão, após a Milão Cortina 2026 a 42.ª colocação no Inverno e a 32.ª colocação geral. O recorde em número de medalhas ocorreu na Tóquio 2020, com 21 conquistas brasileiras, quando também terminou com a melhor colocação da história dos Jogos, 12.ª posição. O recorde de medalhas de ouro, sete, aconteceu na Rio 2016, se repetindo nos Jogos seguintes, na Tóquio 2020. O recorde de medalhas de prata se estabeleceu na Paris 2024, com sete vices. O maior número de medalhas de bronze se deu na Pequim 2008, dez conquistas, feito que se repetiu em Paris.
(*) Os suplentes do futebol (André Cruz, Giovanni Silva, Paulo Jamelli e Rogério Ceni) não receberam medalhas, pois não houve necessidade de serem acionados e integrados ao grupo, mas figuram na lista do COI como DNS, apenas para registro histórico. (*) Algumas publicações não registram as participações de Guilherme Rodrigues e Luís Benvenuti que foram suplentes no grupo que conquistou a medalha de bronze em 1948, mas não entraram em nenhuma partida da campanha e aparecem nos informativos como DNS apenas como registro histórico.
Tóquio 2020
(*) A jogadora de voleibol Tandara Caixeta tem uma conquista sob júdice, uma vez que participou da Londres 2012 e da Tóquio 2020, respectivamente ouro e prata. Desta última, a atleta foi cortada devido doping antes das semifinais e figura nestas relações apenas com o título de 2012 até o momento, embora a súmula da edição de 2020 liste a jogadora como medalhista.
Rio 2016
(*) Os suplentes do futebol (Felipe Vizeu, Gustavo Henrique, Jean Paulo e Wanderson Valdívia) não receberam medalhas, pois não houve necessidade de serem acionados e integrados ao grupo. Fernando Prass era titular, foi cortado por lesão e substituído pelo suplente Weverton. Mas todos figuram na lista do COI como DNS, apenas para registro histórico.
Londres 2012
(*) Os suplentes do futebol (Carlos Casemiro, Giuliano de Paula, Marquinhos Aoás e Rafael Cabral) não receberam medalhas, pois não houve necessidade de serem acionados e integrados ao grupo, mas figuram na lista do COI como DNS, apenas para registro histórico.
Pequim 2008
(*) Os reservas dos revezamentos (Ana Cláudia Lemos, Nilson Andrè e Rafael da Silva Ribeiro) não receberam medalhas por não terem participado de nenhuma etapa da competição, mas figuram na lista do COI como DNS apenas para registro histórico.
Além da medalha olímpica tradicional, um brasileiro, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima, também recebeu a Medalha Pierre de Coubertin, honraria de exceção outorgada pelo Comitê Olímpico Internacional, devido ao seu espírito esportivo, após ser atacado há 7 km da linha de chegada pelo ex-padre Cornelius Horan quando liderava com grande dianteira a maratona da Atenas 2004 e, mesmo perdendo o ritmo e as primeiras posições, ainda retomou a corrida e conquistou a medalha de bronze. Já na Los Angeles 1932, outro corredor brasileiro, Adalberto Cardoso, teve de desembarcar do navio no porto de San Francisco, percorreu parte do trajeto até Los Angeles a pé e depois de carona, só chegando ao Los Angeles Memorial Coliseum 10 minutos antes de iniciar a corrida de 10.000 m. Sem ter dormido por 18 horas, sem ter se alimentado direito e perdido a mochila com seu equipamento durante o trajeto, precisou usar um uniforme emprestado de outro atleta brasileiro e, sem muito tempo para se vestir, Cardoso teria competido descalço, segundo algumas publicações, e terminou a prova no último lugar, à frente apenas de oito adversários que desistiram. Caiu diversas vezes durante o percurso, recusou-se a receber ajuda e persistiu, sendo apelidado pelo locutor do estádio como "Iron Man". Foi aplaudido pelo público e ganhou uma medalha de bronze honorífica em reconhecimento pelo seu esforço e espírito olímpico. Seria a primeira vez que um atleta competiu descalço nos Jogos Olímpicos.
Há ainda os medalhistas em esportes de demonstração, ou esportes de exibição, em que seus resultados não são computados pelo COI para o quadro geral de medalhas, porém os atletas que vão ao pódio são agraciados com medalhas de modelo idêntico ao da edição, porém em tamanho reduzido, com 3/4 das dimensões das medalhas oficiais. É o caso do tênis nos Jogos Olímpicos de Verão de 1968, com a brasileira Suzana Petersen Gesteira que competiu nas duplas com a equatoriana María Eugenia Guzmán e com o soviético, nascido na Geórgia Teimuraz Kakulia, conquistando três medalhas de bronze ao terminar na terceira posição nas três modalidades (simples, duplas feminino e duplas misto) No caso específico do voleibol de praia nos Jogos Olímpicos de Verão de 1992, as duplas brasileiras do masculino, Eduardo Garrido e Roberto Moreira, conquistaram a medalha de prata e André Lima Perlingeiro e Guilherme Marques a de bronze. No feminino, a dupla Roseli Ana Timm e Rose Barcellos terminou com a medalha de bronze ao derrotar a dupla Isabel Salgado e Jaqueline Silva na partida decisiva. Os torneios nessa edição não foram considerados diretamente como demonstração ou exibição e sim, foram torneios paralelos que valeram como etapas do Circuito Mundial de Vôlei de Praia de 1992, nas areias de Almería e tiveram o respaldo da organização dos Jogos para, embora organizados pela FIVB, servirem como demonstração para que, às vistas do COI, fosse avaliada a possibilidade de incluir o esporte como disciplina no programa olímpico, o que aconteceu oficialmente nos Jogos seguintes, na Atlanta 1996.
A tabela abaixo lista todos os esportes que conquistaram medalhas para o Brasil, seguindo a ordem ouro-prata-bronze. Contudo, as colunas "total de medalhas" e "posição" ordenam os esportes de acordo com o total de medalhas conquistadas. Em caso de igualdade, o critério de desempate se dá pela modalidade ou esporte mais antigo na programação olímpica. Com 28 medalhas, o judô é o esporte que mais medalhas trouxe para o Brasil, seguido pelo voleibol com 26 conquistas (12 na quadra e 14 na praia), pelo atletismo com 21 pódios e pela vela com 19 êxitos. O voleibol (quadra e praia) é o esporte com mais medalhas de ouro, total de 9 títulos, seguido pela vela com 8. O vôlei também é o esporte mais prateado. Foram 7 na praia e 4 na quadra, superando o futebol com 6. Já os esportes mais bronzeados são o judô com 19, o atletismo com 12 e a natação com 10.
Bicampeões
O Brasil tem 16 bicampeões Olímpicos: Adhemar Ferreira da Silva (atletismo), Kahena Kunze, Marcelo Ferreira, Martine Grael, Robert Scheidt e Torben Grael (vela), Giovane Gávio, Maurício Lima e Sérgio Dutra (voleibol masculino), Fabi Alvim, Fabiana Claudino, Jaqueline Carvalho, Paula Pequeno, Sheilla Castro e Thaísa Daher (voleibol feminino) e Rebeca Andrade (ginástica artística), listados abaixo em ordem alfabética.
Técnicos recordistas
Não-oficialmente, por não receber medalhas, já que o pódio é só para os atletas, há um brasileiro tricampeão olímpico, o técnico de voleibol José Roberto Guimarães, que liderou ao ouro a equipe masculina na Barcelona 1992 e a equipe feminina na Pequim 2008 e na Londres 2012. Zé Roberto ainda conquistou uma prata e um bronze com o time feminino, respectivamente na Tóquio 2020 e na Paris 2024. Com essas cinco conquistas olímpicas, ele fica atrás apenas do também treinador de voleibol Bernardinho Rezende em número de pódios. Bernardinho detém seis medalhas como treinador, duas de cada cor: Ouro na Atenas 2004 e na Rio 2016; Prata na Pequim 2008 e na Londres 2012; Bronze na Atlanta 1996 e na Sydney 2000, além de uma prata como jogador na Los Angeles 1984.
Campeões como atletas e como técnicos
Dois brasileiros integram este grupo. Torben Grael, detentor de 5 medalhas olímpicas, dentre as quais os títulos na Atlanta 1996 e na Atenas 2004, também alcançou o feito como treinador das velejadoras Kahena Kunze e Martine Grael na Rio 2016 e na Tóquio 2020, o que faz dele não-oficialmente o único tetracampeão olímpico brasileiro. Nesse grupo também está a judoca Sarah Menezes, campeã como atleta na Londres 2012 e como técnica de Beatriz Souza na Paris 2024.
Multimedalhistas em edição única
Nove atletas brasileiros conquistaram mais de uma medalha em uma mesma edição dos Jogos: Os atiradores Afrânio da Costa e Guilherme Paraense ganharam duas medalhas cada, logo na primeira participação olímpica do Brasil na Antuérpia 1920. Tal feito só se repetiu na Atlanta 1996 com o nadador Gustavo Borges e depois só na Pequim 2008 com o também nadador César Cielo. O canoísta Isaquias Queiroz foi o primeiro brasileiro a ganhar três medalhas em uma única edição dos Jogos, feito conseguido durante a Rio 2016. Conquistas estas superadas pela ginasta Rebeca Andrade durante a Paris 2024, quando ganhou quatro medalhas. Rebeca já havia entrado para o grupo dos bimedalhistas em uma edição na Tóquio 2020 e ampliou ainda mais seu feito se isolando como a maior medalhista brasileira de todos os tempos em números de medalhas ao somar seis pódios nas edições de 2020 e 2024. Em Paris, mais três atletas conseguiram duas medalhas em edição única, os judocas Beatriz Souza, Larissa Pimenta e Willian Lima.
Recordistas por número de medalhas
115 brasileiros foram medalhistas olímpicos em mais de uma oportunidade. A tabela a seguir lista os atletas com essas conquistas, seja em competições individuais ou em equipe. A relação prioriza a maioria de medalhas de ouro, depois o maior número de medalhas de prata e em seguida a maior quantidade de medalhas de bronze. Em caso de empate, a organização segue a ordem alfabética.
Medalhistas múltiplos por edição
A lista abaixo enumera os mesmos 115 atletas da tabela anterior, especificando as cores das medalhas conquistadas em cada edição ou edições. A ordem de classificação segue os seguintes critérios:
A skatista Rayssa Leal é a mais jovem atleta brasileira medalhista em Olimpíadas, feito conseguido aos 13 anos, 6 meses e 22 dias de idade na Tóquio 2020. Na edição de Paris 2024 Rayssa ainda se tornou a atleta mais jovem do mundo a conquistar 2 medalhas olímpicas, feito conseguido quando ela estava com 16 anos, 6 meses e 24 dias de idade. Com esses feitos, Rayssa figura no top 1 e 2 da lista das brasileiras mais jovens medalhadas. A voleibolista Ana Cristina de Souza também aparece 2 vezes na lista, com conquistas nas mesmas edições quando tinha 17 anos, 4 meses e 1 dia em Tóquio e 20 anos, 4 meses e 3 dias em Paris. Assim, ambas superaram a corredora Rosângela Santos, que liderava a lista das mais jovens desde a Pequim 2008 quando tinha 17 anos, 8 meses e 2 dias. A voleibolista Thaísa Daher aparece duas vezes na relação, mas em situações diferentes: Aos 37 anos, 2 meses e 23 dias conquistou um bronze na Paris 2024, assumindo a quarta posição entre as mais velhas e também como a vigésima medalhista mais nova, aos 21 anos, 3 meses e 8 dias, quando conquistou o ouro na Pequim 2008 e ainda é a mais jovem campeã olímpica brasileira entre as mulheres.
Nota (*) - As medalhas no hipismo e algumas medalhas na vela foram conquistadas em eventos abertos para ambos os gêneros, não obrigatoriamente mistos, mas todas foram conquistadas, seja em equipes, duplas ou individuais por atletas do gênero masculino.
A tabela a seguir apresenta o número de medalhistas olímpicos por estado de nascimento na federação, considerando tanto provas individuais quanto competições por equipe. Diferentemente da contagem oficial do quadro de medalhas — que atribui apenas uma medalha por equipe —, aqui cada atleta medalhista é contabilizado individualmente. As únicas unidades federativas que ainda não produziram diretamente medalhistas olímpicos são: Amapá, Rondônia e Tocantins.
A tabela a seguir contabiliza treze atletas medalhistas brasileiros nascidos em solo estrangeiro que escolheram representar o Brasil, seja por naturalização ou cidadania herdada de seus pais.


