Conde de Vermandois
O Condado de Vermandois foi originalmente, um senhorio feudal francês que tomou forma durante o período do Império Carolíngio, já após a queda da dinastia merovíngia, nos alvores do Reino de França. O Condado esteve sempre na posse de nobres de sangue real: primeiro os nibelúngidas, depois os Herbetinos e, por fim, os capetos. Na Alta Idade Média a posse do Condado e as suas próprias limitações territoriais e estatuto jurídico eram mais voláteis. Com a cristalização do modelo feudal, contudo, a situação alterou-se. O primeiro conde hereditário de Vermandois é Herberto I no século X. O território associado ao título estava inicialmente organizado em torno de dois burgos fortificados: Saint-Quentin e Péronne.
Em 1077, o último conde da primeira casa de Vermandois, Herberto IV, havia desposado Alice de Crépy e recebeu o condado de Valois graças a uma ligação dupla. Seu filho, Otto foi deserdado pelo Conselho de Barões da França, e o condado foi dado a sua irmã Adelaide, cujo primeiro marido foi Hugo, apelidado de Hugo o Grande, irmão do rei Filipe I de França e filho de Henrique I de França e Ana de Quieve. Hugo foi também um dos líderes da Primeira Cruzada e morreu em 1102 em Tarso, na Cilícia. O filho mais velho de Hugo e Adela foi Raul I (c. 1120 - 1152), que se casou com Alice de Aquitânia, irmã da rainha Eleonor Sob os termos do tratado celebrado em 1185 com o rei Filipe II da França, o Conde de Flandres Filipe da Alsácia ficou com o condado de Vermandois até sua morte em 1191. Nessa data, um novo acordo deu a Eleonora (morta em 1214) um usufruto vitalício sobre a parte oriental de Vermandois (Saint-Quentin), e o título de condessa de Vermandois, ficando o resto do condado (Péronne) ao cargo do rei.
