Adélaïde de Souza
Adélaïde-Marie-Émilie Filleul, conhecida como Adélaïde, condessa de Flahault de La Billarderie, depois Adélaïde de Souza, ou Madame de Flahault, e Madame de Souza foi uma escritora, moralista e salonnière francesa.
Sua mãe, Marie Irène Cathérine de Buisson, filha do Senhor de Longpré, perto de Falaise, casou-se com um burguês daquela cidade chamado Charles François Filleul. Foi relatado, embora nenhuma prova seja apresentada, que Madame Filleul foi amante de Luís XV, tendo com ele uma filha, Marie-Françoise Julie Constance Filleul, conhecida como Julie Filleul (1751–1822), embora nunca reconhecida. Marie Irène Filleul tornou-se amante de um agente de coleta de impostos dos fazendeiros, Étienne-Michel Bouret, que, segundo Jean Orieux, era o verdadeiro pai de Adélaïde; segundo outros (incluindo seu neto Charles de Morny), seu pai também era o rei. Aos dezesseis anos, Julie Filleul casou-se com Abel-François Poisson de Vandières, Marquês de Marigny e irmão de Madame de Pompadour. Conforme Charles Augustin Sainte-Beuve, ela perdeu os pais ainda muito jovem, sendo educada em um convento, cenário de alguns episódios de seus romances. Marie Irène Filleul morreu em 1767, e Adélaïde Filleul foi acolhida por sua meia-irmã.
Adélaïde de Souza escreveu inúmeros romances, sendo o mais importante Adèle de Senange. Chénier disse que ela era uma daquelas mulheres "que figuram com maior distinção entre os romancistas modernos". Sainte-Beuve publicou uma edição de suas obras em 1843; Liev Tolstói menciona seus romances várias vezes em Guerra e paz.


