Adelaide de Orleães
Eugênia Adelaide Luísa de Orleães foi uma princesa francesa. Era filha de Luís Filipe II, Duque de Orleães, também conhecido como "Philippe Égalité", com sua esposa a princesa Luísa Maria Adelaide de Bourbon, e irmã do rei Luís Filipe I de França.
Adelaide foi criada de acordo com os princípios liberais de sua governanta, Madame de Genlis, princípios que também se tornaram sua própria convicção política. Ela recebeu uma excelente, mas também muito dura e árdua educação. Ela estava profundamente ligada a sua governanta, e a exigência de sua mãe de que Madame de Genlis fosse substituída, embora sem sucesso, era supostamente motivo de grande preocupação para ela. Cogitou-se a possibilidade de Adelaide casar-se com o duque de Angoulême, mas os planos foram impedidos pela rainha Maria Antonieta, que estava a arquitetar o casamento entre o duque de Angoulême e sua filha, a princesa Maria Teresa Carlota. Mais tarde, também foi cogitado o casamento entre Adelaide e o duque de Berry, que também não veio a concretizar-se. Durante a Revolução Francesa, seu pai pediu a Madame de Genlis para levar Adelaide até a Inglaterra para a sua segurança. No ano seguinte, ele as convocou de volta para impedir que o nome de Adelaide fosse colocado na lista de emigrados. Quando chegaram, no entanto, Madame de Genlis descobriu que Adelaide já estava na lista e que seu pai, cuja situação política se tinha deteriorado, pediu-lhe para tomar Adelaide fora do país novamente. Em 1792, deixou a França com Madame de Genlis em direção aos Países Baixos Austríacos e depois para a Suíça, onde foi colocada num convento em Bremgarten. Durante o período do terror seu pai foi guilhotinado, e sua mãe exilada na Espanha. Em 1794, Adelaide mudou-se para a casa de sua tia, a princesa de Conti. Elas se mudaram para a Baviera em 1798 e depois para Bratislava, e em 1801, ela se juntou a sua mãe em Barcelona, na Espanha.


