The Coca-Cola Company
The Coca-Cola Company é uma empresa multinacional estadunidense fundada em 1892 e conhecida por produzir o xarope do refrigerante Coca-Cola. A empresa da indústria de bebidas também fabrica, vende e comercializa outros concentrados e xaropes de bebidas não alcoólicas e alcoólicas. As ações da empresa estão listadas na NYSE e fazem parte do DJIA e dos índices S&P 500 e S&P 100.
Origens e expansão
Em julho de 1886, o farmacêutico John Stith Pemberton, da cidade de Columbus, na Geórgia, inventou a bebida original Coca-Cola, que foi colocada à venda em drogarias como bebida medicinal anunciada como útil no alívio de dores de cabeça. Pemberton fez muitos experimentos de mistura e atingiu seu objetivo durante o mês de maio, mas o novo produto ainda não tinha nome nem era carbonatado. O contador de Pemberton, Frank Mason Robinson, foi o responsável por nomear o produto e criar seu logotipo. Robinson escolheu o nome "Coca-Cola" por causa de seus dois ingredientes principais (folhas de coca e nozes de cola) e por ser uma aliteração. Pemberton deixou Robinson responsável por fabricar, promover e vender o produto por conta própria, o que ele conseguiu fazer, apesar do baixo orçamento que tinha disponível.
Aquisições
A Coca-Cola adquiriu a Minute Maid em 1960 por um valor não revelado. Em 1982, adquiriu o estúdio de cinema Columbia Pictures por 692 milhões de dólares. A Coca-Cola lançou então uma série de aquisições de entretenimento, principalmente a Merv Griffin Enterprises e a Embassy Communications em meados dos anos 1980, formando o Entertainment Business Sector, que mais tarde se fundiria com a TriStar Pictures para iniciar a Columbia Pictures Entertainment, com a CPE detendo uma participação na empresa. Em 1989, a Coca-Cola vendeu a Columbia para a Sony por 3 bilhões de dólares. Em 1986, a Coca vendeu dois ativos, a Presto Products e a Winker-Flexible Products, a um grupo de investimentos pelo valor de 38 milhões de dólares.
No Brasil, a Coca-Cola chegou em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial. A empresa fabricou no Recife, em Pernambuco, os seus primeiros refrigerantes em solo brasileiro, visando atender às Forças Armadas dos Estados Unidos, que utilizavam a cidade como base militar. Em 1942 foi instalada no Rio de Janeiro a primeira fábrica própria. Em 1943, abre em São Paulo uma filial e em 1945 a segunda fábrica carioca é inaugurada. Neste ano o sistema de franquia é iniciado no país. Em 1974 ocorreu a primeira iniciativa para trazer a Coca-Cola para Portugal. Essa tentativa foi falhada apesar de já quase todos os países terem acesso à Coca-Cola incluindo as colónias portuguesas. Foi só no ano de 1976 que se deu uma nova tentativa, quando o empresário Sérgio Geraldes Barba reuniu-se em Paris, juntamente com o presidente da Coca-Cola Espanha, construindo as bases para a criação da Refrige (Sociedade Industrial de Refrigerantes, S.A.), que iria ser a concessionária da Coca Cola em Portugal.
Produtos e marcas
Em 2020, a empresa oferecia mais de 500 marcas em mais de 200 países diferentes. Em setembro de 2020, a empresa anunciou que cortaria mais da metade de suas marcas em decorrência dos efeitos econômicos causados pela pandemia de COVID-19. Em 1982, a empresa comprou a Columbia Pictures devido ao baixo valor do estúdio na época. Foi o primeiro e único estúdio de propriedade da Coca-Cola. Durante a gestão da empresa, a Columbia lançou muitos filmes populares, como Ghostbusters, Stripes, The Karate Kid e alguns outros. No entanto, dois anos após o fracasso comercial e de crítica do filme Ishtar, de 1987, a Columbia foi desmembrada e, 19829, vendida para a Sony, empresa com sede em Tóquio.
Engarrafadores
Em geral, a Coca-Cola Company e suas subsidiárias produzem apenas o xarope concentrado, bem como se abastecem de bebidas base, incluindo grãos de café, folhas de chá, sucos, etc, que são então vendidos a vários engarrafadores espalhados ao redor do mundo e que detêm uma franquia local da Coca-Cola. As engarrafadoras da Coca-Cola, que possuem contratos de exclusividade territorial com a empresa, produzem o produto acabado em embalagens a partir do xarope concentrado, em combinação com água filtrada e adoçantes. Os engarrafadores então vendem, distribuem e comercializam o produto Coca-Cola para lojas de varejo, máquinas de venda automática, restaurantes e distribuidores de serviços de alimentação.
Receita e vendas
De acordo com o relatório anual de 2005 da Coca-Cola Company, a empresa havia vendido bebidas em mais de 200 países diferentes naquele ano. O mesmo relatório afirma ainda que dos cerca de 50 bilhões de porções de bebidas de todos os tipos consumidas no mundo diariamente, 1,3 bilhão ostentam marcas registradas de propriedade ou licenciadas para a Coca-Cola. Destas, as bebidas com a marca “Coca-Cola” representaram cerca de 55% do total de vendas de galões da empresa. Em 2010, foi anunciado que a Coca-Cola havia se tornado a primeira marca a ultrapassar 1 bilhão de libras esterlinas em vendas anuais de alimentos no Reino Unido. Em 2017, as vendas da marca caíram 11% em relação ao ano anterior devido ao abandono do gosto dos consumidores em geral por bebidas açucaradas.
Ações
Desde 1919, a Coca-Cola é uma empresa de capital aberto. Suas ações estão listadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque com o símbolo "KO". Uma ação comprada em 1919 por 40 dólares, com todos os dividendos reinvestidos, teria valido 9,8 milhões dólares em 2012, um aumento anual de 10,7% ajustado pela inflação. Um banco antecessor do SunTrust recebeu 100 mil dólares pela subscrição da oferta pública da empresa em 1919; o banco vendeu essas ações por mais de 2 bilhões de dólares em 2012. Em 1987, a Coca-Cola tornou-se mais uma vez uma das 30 ações que compõem o Dow Jones Industrial Average, que é comumente referenciado como um indicador do desempenho do mercado de ações; anteriormente tinha sido uma ação da Dow entre os anos de 1932 e 1935. A Coca-Cola paga dividendos desde 1920 e, até 2019, havia aumentado os pagamentos durante 57 anos consecutivos.
Envolvimento cívico
Depois que Martin Luther King Jr. ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 1964, os planos para um jantar de comemoração interracial na ainda segregada cidade de Atlanta não foram inicialmente bem apoiados pela elite empresarial local até a intervenção da Coca-Cola. J. Paul Austin, o presidente e CEO da Coca-Cola, e o prefeito Ivan Allen convocaram os principais líderes empresariais de Atlanta para o refeitório do Clube Comercial no décimo oitavo andar, onde Austin lhes disse categoricamente: 'É constrangedor para a Coca-Cola estar localizada em uma cidade que se recusa a homenagear o seu vencedor do Prêmio Nobel. Somos uma empresa internacional. A Coca-Cola Company não precisa de Atlanta. Todos vocês precisam decidir se Atlanta precisa da Coca-Cola Company. Duas horas após o final da reunião, todos os ingressos para o jantar foram vendidos.
Publicidade e patrocínios
A publicidade da Coca-Cola é considerada uma das “mais prolíficas da história do marketing”, com um impacto notável e importante na cultura popular e na sociedade como um todo. A empresa gasta cerca de 4 bilhões de dólares anuais em todo o mundo para promover suas bebidas ao público. As despesas com publicidade da Coca-Cola representaram 3.256 bilhões de dólares em 2011. A Coca-Cola faz anúncios publicitários por meio de marketing direto, mídia web, redes sociais, texto e promoções de vendas. A empresa também comercializa via mobile marketing em mensagens de texto, por exemplo, campanhas de marketing viral. O engajamento dos fãs da marca abrange 86 milhões de pessoas ao redor do mundo através de canais de mídia social: interação on-line e eventos sociais, culturais ou esportivos.
Desde o início dos anos 2000, as críticas sobre o uso dos produtos da empresa, bem como sobre a própria marca, aumentaram com preocupações sobre os efeitos nocivos na saúde, questões ambientais, testes em animais, práticas comerciais predatórias e questões trabalhistas. A empresa enfrentou vários processos judiciais por conta dessas várias críticas.
Poluição
A Coca-Cola produz mais de 3 milhões de toneladas de embalagens plásticas todos os anos, o que inclui 110 bilhões de garrafas plásticas. A empresa já foi referida como “a pior poluidora de plástico do mundo”, produzindo cerca de 200 mil garrafas plásticas por minuto. Também surgiram problemas em lugares como Samoa, na Oceania, onde a Coca-Cola trocou as garrafas de vidro reutilizáveis por garrafas de plástico descartáveis. Desde a implementação da medida, os cidadãos locais observaram um aumento na poluição plástica. Alternativas ao plástico, como o alumínio, também foram negligenciadas depois que a marca lançou uma nova garrafa de plástico um pouco maior que o tamanho de uma lata. Em 2019, a revista Forbes classificou a Coca-Cola como a marca mais poluente do mundo. No entanto, o presidente-executivo global da empresa na época afirmou que "a Coca-Cola não tem planos de reduzir o uso de garrafas plásticas" e se opõe à legislação sobre garrafas.
Utilização de água
A Coca-Cola também tem sido criticada por esgotar as fontes de água onde atua devido ao alto uso desse recurso natural na fabricação dos seus produtos. A entrada da Coca-Cola na região de Kaladera, no Rajastão, Índia, intensificou a redução das fontes de água na área. Documentos do Ministério das Águas do governo local revelam que os níveis de água permaneceram estáveis entre 1995 e 2000. Quando a Coca-Cola entrou em operação pela primeira vez, os níveis da água caíram quase dez metros durante os cinco anos seguintes. Outras comunidades na Índia que estão localizadas em torno das fábricas de engarrafamento da Coca-Cola estão enfrentando escassez de água, bem como danos ambientais que afetam pesadamente as colheitas e secam os poços de abastecimento.
Discriminação racial
Em novembro de 2000, a Coca-Cola fez um acordo para pagar 192,5 milhões de dólares para resolver uma ação coletiva por discriminação racial e prometeu mudar a forma como gere, promove e trata os trabalhadores pertencentes a minorias raciais nos Estados Unidos. Em 2003, manifestantes presentes na reunião anual da Coca-Cola alegaram que os funcionários afro-americanos continuavam sub-representados na liderança da empresa, recebiam menos do que os empregados brancos e eram despedidos com mais frequência. Em 2004, após os protestos, Luke Visconti, cofundador da DiversityInc, entidade que avalia as empresas pelos seus esforços de diversidade, afirmou: "A Coca-Cola foi forçada a implementar práticas de gestão que colocaram a empresa no top 10 em termos de diversidade."


