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Adalbert Stifter

Adalbert Stifter foi um escritor, poeta, pintor e pedagogo austríaco, cujos romances de pureza quase clássica exaltam as virtudes humildes e sólidas de uma vida simples.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Vida e obra

Imagem: visitlinz · BY-NC-ND · Openverse

Stifter matriculou-se como estudante de Direito em Viena, mas não se formou. Em 1840, após vários anos de vida precária como um preceptor, artista e escritor, Stifter começou a publicar suas obras. Suas primeiras coletânea de contos incluíram Der Condor (1840), Feldblumen (1841 - Flores silvestres) e Die Mappe meines Urgrossvaters (1841-42 - A pasta de meu bisavô). Em Brigitta (1844) o elemento básico de suas obras maiores começou a emergir: uma unidade interna de paisagem e personagem que moldaria seus contos. As coletâneas de contos revisados Studien (1844-50 - Estudos), em seis volumes, e Bunte Steine (1853 - Pedras coloridas), trouxeram-lhe a fama. No importante prefácio a este último livro, expôs sua doutrina da “lei da gentileza” como princípio duradouro. Sua maior obra, o romance Der Nachsommer (1857 - sem tradução portuguesa), um dos três maiores romances de formação da literatura em língua alemã do século XIX – os outros dois são Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister de Goethe e Der grüne Heinrich (Henrique, o Verde, sem tradução portuguesa), de Gottfried Keller) – retrata em primeira pessoa o desenvolvimento do jovem Heinrich na paisagem rural tão cara a Stifter. Embora o título do livro costume ser traduzido como "O veranico", neste contexto tem o sentido de "fim de verão" (Verano Tardio em espanhol e Indian Summer em inglês), em alusão ao romance do Freiherr von Risach – proprietário do Rosenhaus (casa das rosas) e mentor de Heinrich – com Mathilde, frustrado na juventude e que só se concretizou tardiamente na vida (daí o "fim de verão"), e só revelado no final do livro. O livro é conhecido pelo esteticismo próprio do estilo Biedermeier, com longas descrições e ausência de emoções, que por vezes cansam o leitor moderno, e foi incluído entre os 1001 Livros para Ler Antes de Morrer, onde lemos: “As recompensas desse romance não estão em revelações súbitas ou conflitos dramáticos, mas nos frutos do trabalho diligente como aquele a que Risach se dedica: cultivando rosas, restaurando móveis antigos.” Em sua monumental História da Literatura Ocidental, Otto Maria Carpeaux assim se refere à obra: "O seu romance Nachsommer [...] é rebento de Wilhelm Meister, romance de uma educação para os ideais da beleza e bondade, do serviço à humanidade." (pág. 1515)

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