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Venezuela

Venezuela, oficialmente República Bolivariana da Venezuela, é um país localizado na porção norte da América do Sul, constituído por uma parte continental e inúmeras pequenas ilhas no Mar do Caribe. Possui uma área de 916 445 km², sendo o 32.º maior país no mundo em território, e sua capital e maior aglomeração urbana é a cidade de Caracas. Suas fronteiras são delimitadas a norte com o Mar do Caribe, a oeste com a Colômbia, ao sul com o Brasil e ao leste com a Guiana, com quem mantém disputas territoriais. Através das suas zonas marítimas, tem soberania sobre 71 295 km² de mar territorial, 22 224 km² na zona contígua, 471 507 km² do Mar do Caribe e o Oceano Atlântico sob o conceito de zona econômica exclusiva, e 99 889 km² de plataforma continental. Esta área marinha faz fronteira com treze estados soberanos, sendo Trinidad e Tobago, Granada, São Vicente e Granadinas, Santa Lúcia e Barbados alguns deles. Sua população é estimada em 28 067 000 habitantes e a capital nacional é Caracas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Etimologia

Segundo a versão mais popular e aceita, em 1499, uma expedição liderada por Alonso de Ojeda visitou a costa venezuelana. As casas sobre palafitas na área do Lago Maracaibo lembraram ao navegador italiano, Américo Vespúcio, a cidade de Veneza, na Itália, por isso ele deu à região o nome de Veneziola, ou "Pequena Veneza". A versão espanhola de Veneziola é Venezuela. Martín Fernández de Enciso, membro da tripulação de Vespucci e Ojeda, fez um relato diferente. Em sua obra Suma de Geographia, ele afirma que a tripulação encontrou povos indígenas que se autodenominavam veneciuela. Assim, o nome “Venezuela” pode ter evoluído da palavra nativa.

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História

Período pré-colombiano

Existem evidências de habitação humana na área hoje conhecida como Venezuela há cerca de 15 mil anos. Ferramentas foram encontradas nos altos terraços fluviais do rio Pedregal, no oeste da Venezuela. Artefatos de caça do Pleistoceno tardio, incluindo pontas de lanças, foram encontrados em uma série semelhante de locais no noroeste da Venezuela; segundo a datação por radiocarbono, eles datam de 13.000 a 7.000 a.C. Não se sabe quantas pessoas viviam na Venezuela antes da conquista espanhola; estima-se que fosse um milhão de habitantes. Além dos povos indígenas conhecidos hoje, a população incluía grupos como os galibis, auaké, caquetio, mariche e timoto–cuicas, esta última a sociedade mais complexa da Venezuela pré-colombiana, com aldeias permanentes pré-planejadas, cercadas por campos irrigados e em socalcos. Suas casas eram feitas de pedra e madeira com telhados de palha. Eles eram pacíficos e dependiam do cultivo de plantações. As culturas regionais incluíam batatas e ullucos. Eles deixaram arte, particularmente cerâmica antropomórfica, mas nenhum monumento importante. Eles fiavam fibras vegetais para tecer tecidos e esteiras para moradias. Eles são creditados por inventarem a arepa, um alimento básico na culinária venezuelana.

Colonização espanhola

Cristóvão Colombo chegou ao litoral venezuelano em 1498, durante sua terceira viagem à América. Batizou a região de Venezuela (“pequena Veneza”), em razão das palafitas sobre o Lago de Maracaibo, que se assemelhavam à cidade italiana. No início, a Espanha não teve grandes interesses nessa área, limitando-se à caça de escravos e pesca de pérolas. O primeiro assentamento espanhol permanente, Cumaná, foi fundado em 1523. Logo depois, a família banqueira Welser, da cidade alemã de Augsburgo, comprou os direitos de exploração e colonização da costa noroeste da Venezuela. No entanto, os colonizadores alemães não conseguiram se fixar nem encontrar metais preciosos e, com isso, os espanhóis retomaram o comando das terras dos Welser em 1546.

Grã-Colômbia e independência

A primeira rebelião contra o domínio espanhol ocorreu em 1749. No entanto, os primeiros movimentos separatistas na Venezuela surgiram apenas nas últimas décadas daquele século. Em 1797, um grupo de membros da elite venezuelana proclamou a independência, mas falhou. Em 1806, o militar caraquenho Francisco de Miranda, profundamente influenciado pelas ideias iluministas e veterano nas lutas das Revoluções Americana e Francesa, tentou desembarcar no litoral venezuelano com mercenários contratados em Nova York, para por em prática sua ideia de criar um país pan-hispânico na América, mas tal ação não deu certo, devido à falta de apoio da elite, temerosa de que a metrópole fosse alterada da Espanha para o Reino Unido.

Século XIX

Com a independência de fato da Venezuela, o novo país passou a ser governado pelos caudilhos, que permanecem no cargo por um século. Em 1830, foi promulgada a primeira constituição do país, de caráter centralista, escravagista e conservador. Entre 1830 e 1848, a política venezuelana esteve nas mãos dos conservadores, cuja principal figura foi José Antonio Páez, presidente duas vezes (1831–35 e 1839–43) e importante figura política. Nesse período, houve uma estabilidade política e progresso econômico, a Igreja perdeu a isenção tributária e o monopólio educacional e o Exército, sua autoridade e a economia, devastada por anos de guerra, foi reconstruída. Em 1840, Antonio Leocadio Guzmán fundou o Partido Liberal, antiescravagista e pena de morte e favorável à extensão do direito ao voto, a primeira grande oposição aos conservadores. Na década de 1840, houve uma queda no preço das commodities venezuelanas e isso fortaleceu a oposição liberal.

Século XX

Em 1908, Cipriano, cujo governo foi caracterizado por uma política externa agressiva, foi forçado a deixar a presidência devido a sua saúde e foi substituído por Juan Vicente Gómez, que governou a Venezuela até sua morte, em 1935. Seus 27 anos no cargo foram caracterizados pelo autoritarismo, corrupção, cerceamento às liberdades individuais e de imprensa e eleições fraudulentas. Por outro lado, foi no governo de Gómez, pouco antes da Primeira Guerra Mundial, que as gigantescas reservas de petróleo venezuelanas foram descobertas e o início da sua exploração trouxe grandes lucros, permitindo ao Estado fazer obras de infraestrutura, subsidiar a agricultura e pagar a dívida. No entanto, a riqueza era desigual, a maioria da população vivia na pobreza e houve pouquíssimos investimentos estatais na saúde ou educação.

Revolução Bolivariana

Nas eleições de 1998, no contexto da desconfiança aos partidos políticos tradicionais, Chávez foi eleito presidente, prometendo combater os grandes problemas que o país vivia na época, como a corrupção e altas taxas de pobreza, tomando posse no início do ano seguinte. Meses depois, uma Assembleia Constituinte, com predominância chavista, foi eleita e redigiu uma nova constituição, por meio da qual o nome do país foi alterado para República Bolivariana da Venezuela, o mandato presidencial foi ampliado de cinco para seis anos e o Legislativo se tornou unicameral. Esse foi o início da chamada "Revolução Bolivariana". Em abril de 2002, um golpe de Estado derruba Chávez, após manifestações populares de seus opositores, mas ele voltou ao poder depois de dois dias, com a ajuda de apoiadores militares e populares. Chávez também se manteve no poder depois de uma greve geral nacional, que durou mais de dois meses (de dezembro de 2002 a fevereiro de 2003), além de uma greve na companhia estatal de petróleo Petróleos de Venezuela (PDVSA). Os movimentos grevistas produziram um problema econômico grave, sendo que o PIB do país caiu 27 por cento durante os primeiros quatro meses de 2003 e custou à indústria petrolífera 13,3 bilhões de dólares. A fuga de capitais, antes e durante a greve, levou à reinstituição de controles cambiais (que tinha sido abolida em 1989), gerido pela agência CADIVI.

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Geografia

Com cerca de 2 800 km de litoral, a Venezuela é um país localizado no norte da América do Sul, na fronteira com o mar do Caribe. É delimitada ao sul pelo Brasil, a oeste pela Colômbia e a leste pela Guiana. O país tem uma área total de 916 445 km², dos quais 882 050 km² são de terra, cerca do dobro do tamanho do estado da Califórnia, nos Estados Unidos. A forma de seu território se assemelha aproximadamente à de um triângulo invertido. O país possui uma variedade de paisagens. As extensões da cordilheira dos Andes vão do extremo nordeste até o noroeste da Venezuela e continuam ao longo da costa norte do Caribe. O Pico Bolívar, o ponto mais alto da nação com 4 981 m de altura, encontra-se nesta região. O centro do país é caracterizado pelos llanos, que são extensas planícies que se estendem desde a fronteira colombiana ao extremo oeste do delta do rio Orinoco, no leste. No sul, a região Guayana contém a região norte da Bacia Amazônica e o Salto Ángel, a maior cachoeira (cascata, em Portugal). O Orinoco, com seus ricos solos aluviais, se liga ao maior e mais importantes sistema de rios, que se origina em uma das maiores bacias hidrográficas da América Latina. O Caroni e o Apure são outros grandes rios. Do sistema deltaico, que forma um triângulo cobrindo o Delta Amacuro, projeta-se para o nordeste em direção ao Oceano Atlântico.

Clima

Embora a Venezuela esteja inteiramente situada nos trópicos, o clima varia de planícies úmidas de baixa altitude, onde as temperaturas médias anuais variam de tão elevadas como 28 °C, às geleiras e regiões montanhosas com uma temperatura média anual de 8 °C. A precipitação anual varia entre 430 mm na porção semiárida do noroeste até 1 000 mm no delta do rio Orinoco do extremo oriente do país. A maioria das quedas de precipitação entre junho e outubro (época das chuvas ou "inverno"); o restante mais seco e mais quente do ano é conhecido como "verão", embora a variação da temperatura ao longo do ano não seja tão pronunciada como em latitudes temperadas.

Biodiversidade

A Venezuela se encontra dentro da região neotropical, e grandes porções do país são originalmente cobertas por florestas húmidas de folhagem larga. Isso classifica a Venezuela como um dos dezessete países megadiversos. No país, os habitats vão desde as montanhas dos Andes até o oeste da Bacia Amazônica, através de extensas planícies e a costa do Caribe, no centro e no delta do rio Orinoco, no leste. Estes incluem cerrados no extremo noroeste e litoral e florestas de mangue no nordeste. Suas florestas de baixa altitude e tropicais são particularmente ricas. A fauna da Venezuela é diversa e inclui espécies pouco conhecidas como o peixe-boi, preguiça de três dedos, preguiça-de-coleira, boto-cor-de-rosa e crocodilo-do-orinoco, que podem atingir até 6,6 m de comprimento. A Venezuela abriga um total de 1 417 espécies de aves, 48 das quais são endémicas. Aves importantes incluem o íbis, diversos tipos de águias, maçaricos e o turpial, a ave nacional da Venezuela. Os ​​mamíferos mais notáveis são o tamanduá-bandeira, onça-pintada e a capivara, o maior roedor do mundo. Mais de metade das espécies de aves e mamíferos venezuelanos são encontradas nas florestas da Amazônia e ao sul do rio Orinoco.

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Demografia

A Venezuela está entre os países mais urbanizados da América Latina; a grande maioria dos venezuelanos vive nas cidades do norte, especialmente na capital Caracas, que também é a maior cidade do país. Cerca de 93% da população vive em áreas urbanas no norte da Venezuela; 73% vivem a menos de 100 quilômetros da costa Embora quase metade da área terrestre do país esteja ao sul do Orinoco, apenas 5% dos venezuelanos vivem lá. A maior e mais importante cidade ao sul do Orinoco é Ciudad Guayana, que é a sexta conurbação mais populosa.

Idiomas

Embora a maioria dos moradores fale apenas espanhol, a língua oficial do país, muitas línguas são faladas na Venezuela. Além do espanhol, a Constituição reconhece mais de trinta línguas indígenas, incluindo wayuu, warao, pemón e muitas outras para o uso oficial dos povos indígenas, a maioria com poucos falantes – menos de 1% da população total. Wayuu é a língua indígena mais falada, com 170 mil falantes. Os imigrantes, além do espanhol, falam suas próprias línguas. Chinês (400 mil), português (254 mil) e italiano (200 mil) são as línguas mais faladas depois do espanhol. O árabe é falado pelas colônias libanesas e sírias na Ilha de Margarita, Maracaibo, Punto Fijo, Puerto la Cruz, El Tigre, Maracay e Caracas. O português é falado não apenas pela comunidade portuguesa de Santa Elena de Uairén, mas também por grande parte da população devido à sua proximidade com o Brasil. A comunidade alemã fala sua língua nativa, enquanto o povo de Colonia Tovar fala principalmente um dialeto alemão chamado alemán coloniero. O inglês é a língua estrangeira mais amplamente utilizada e procurada, sendo falado por muitos profissionais, acadêmicos e membros das classes alta e média, como resultado da exploração de petróleo por empresas estrangeiras, além de sua aceitação como língua franca. Culturalmente, o inglês é comum em cidades do sul, como El Callao, e a influência nativa da língua inglesa é evidente nas canções folclóricas e de calipso da região. O inglês foi trazido para a Venezuela por imigrantes de Trinidad e Tobago e de outras Índias Ocidentais Britânicas. Uma variedade do crioulo antilhano é falada por uma pequena comunidade em El Callao e Paria.

Religiões

De acordo com uma pesquisa de 2011 (GIS XXI), 88% da população é cristã, principalmente católica romana (71%), e os 17% restantes são protestantes, principalmente evangélicos (na América Latina, os protestantes são geralmente chamados de "evangélicos"). Cerca de 8% dos venezuelanos são irreligiosos (2% de ateus e 6% de agnósticos ou indiferentes). Quase 3% da população segue outra religião (1% dessas pessoas pratica a santería). Existem pequenas, mas influentes comunidades muçulmanas, drusas, budistas e judaicas. A comunidade muçulmana de mais de 100 mil está concentrada entre pessoas de ascendência libanesa e síria que vivem no estado de Nueva Esparta, Punto Fijo e na área de Caracas. A comunidade drusa é estimada em cerca de 60 mil e concentrada entre pessoas de ascendência libanesa e síria (um ex-vice-presidente é druso, mostrando a influência do pequeno grupo).

Composição étnica

A Venezuela é um país bastante miscigenado e grande parte de sua população é multirracial, como resultado do contato entre espanhóis, indígenas e africanos no período colonial. Segundo o censo populacional de 2011, a composição étnico-racial da população venezuelana, segundo autoidentificação, é a seguinte: 49,9%: multirraciais (de qualquer tipo), 42,2% brancos, 3,5% afrodescendentes e 2,7% ameríndios. Segundo a Encyclopædia Britannica, a população venezuelana é assim dividida: 63,7% mestiços indígenas-europeus ou mestiços indígenas-africanos-europeus, 23,3% brancos, 10,0% negros, 1,3% indígenas e 1,7% outros. Já Francisco Lizcano estimou a composição étnica do país sul-americano dessa forma: 37,7% mestizos (mestiços indígenas-europeus), 37,7% mulatos (mestiços africanos-europeus), 16,9% brancos, 2,8% negros, 2,7% ameríndios e 2,2% asiáticos (na maioria, descendentes de árabes).

Criminalidade

Na Venezuela, uma pessoa é assassinada a cada 21 minutos. Os crimes violentos são tão frequentes na que o governo já não produz dados sobre a criminalidade. Em 2013, a taxa de homicídios foi de aproximadamente 79 por 100 mil habitantes, uma das mais altas do mundo, tendo quadruplicado nos últimos 15 anos, com mais de 200 mil pessoas assassinadas. Em 2015, tinha aumentado para 90 por 100 mil habitantes. A capital Caracas tem uma das maiores taxas de homicídios de qualquer grande cidade do mundo, com 122 homicídios por 100 mil habitantes. Em 2008, as sondagens indicaram que a criminalidade era a principal preocupação dos eleitores. Tentativas de combate ao crime, como a Operação Libertação do Povo, foram implementadas para reprimir áreas controladas por gangues, mas, dos atos criminosos denunciados, menos de 2% são processados. Em 2017, o Financial Times observou que algumas das armas adquiridas pelo governo nas duas décadas anteriores foram desviadas para grupos civis paramilitares e sindicatos criminosos.

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Governo e política

A Venezuela é uma república federal presidencialista governada pela Constituição de 1999. Esta constituição consagrou a existência de cinco poderes: executivo, legislativo, judiciário, cidadão e eleitoral. O poder executivo recai sobre o presidente da República, eleito por sufrágio universal para um mandato de seis anos, podendo ser reeleito infinitamente, após referendada a emenda constitucional, por voto popular. Ele é simultaneamente chefe de Estado e chefe de governo. É também o Comandante Supremo das Forças Armadas. Nomeia o vice-presidente da República e os ministros.[carece de fontes?] O parlamento venezuelano unicameral é a Assembleia Nacional. O número de membros é variável – cada estado e o distrito da capital elegem três representantes mais o resultado da divisão da população do estado por 1,1% da população total do país. Três assentos são reservados para representantes dos povos indígenas. Para o período de 2011-2016 o número de assentos é de 165. Todos os deputados cumprem mandatos de cinco anos. A idade para votar na Venezuela é 18 anos. O voto não é obrigatório.

Forças armadas

A Força Armada Nacional da República Bolivariana da Venezuela (Fuerza Armada Nacional, FAN) são as forças armadas da Venezuela. Ela inclui mais de 129 150 homens e mulheres, nos termos do artigo 328 da Constituição, em cinco componentes de terra, mar e ar. Os componentes das Forças Armadas Nacionais são: o Exército venezuelano, a Marinha venezuelana, a Força Aérea venezuelana, a Milicia Nacional Bolivariana da Venezuela e a Milícia Nacional da Venezuela. Em 2008, cerca de 600 000 soldados foram incorporados em um novo ramo, conhecido como Reserva Armada. O presidente da Venezuela é o comandante em chefe das forças armadas do país. As principais funções das forças armadas são defender o território nacional soberano da Venezuela, o espaço aéreo, as ilhas, a luta contra o narcotráfico, busca e salvamento e, no caso de um desastre natural, a proteção civil. Todos os homens que são cidadãos da Venezuela têm o dever constitucional de se inscrever nas forças armadas na idade de 18 anos, a idade de maioridade na Venezuela.

Relações exteriores

Durante a maioria do século XX, a Venezuela manteve relações amistosas com a maioria das nações latino-americanas e ocidentais. As relações entre a Venezuela e o governo dos Estados Unidos pioraram em 2002, após a tentativa de golpe de estado venezuelano de 2002, durante a qual o governo dos EUA reconheceu a curta presidência interina de Pedro Carmona. Em 2015, a Venezuela foi declarada uma ameaça à segurança nacional pelo presidente dos EUA, Barack Obama. A Venezuela busca uma integração hemisférica alternativa por meio de propostas como a Alternativa Bolivariana para as Américas e a recém-lançada rede de televisão latino-americana teleSUR. É uma das cinco nações do mundo — com Rússia, Nicarágua, Nauru e Síria — que reconheceram a independência da Abecásia e Ossétia do Sul na Geórgia. A Venezuela foi um dos proponentes da decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de adoptar a sua Convenção Anticorrupção. Em 26 de abril de 2017, no entanto, a Venezuela anunciou a sua intenção de se retirar da OEA.

Direitos humanos

Organizações de direitos humanos como a Human Rights Watch e a Anistia Internacional têm criticado cada vez mais a Venezuela, com a primeira organização a notar em 2017 que o governo de Chávez e, posteriormente, o governo de Maduro concentraram cada vez mais o poder no poder executivo, corroeram as proteções constitucionais dos direitos humanos e permitiram que o governo perseguisse e reprimisse os seus críticos e a oposição. Outras preocupações persistentes, conforme apontado pelo relatório, incluem as más condições das prisões, o assédio contínuo da mídia independente e dos defensores dos direitos humanos pelo governo. Em 2006, a Economist Intelligence Unit classificou a Venezuela como um “regime híbrido” e o terceiro regime menos democrático da América Latina no Índice de Democracia, mas o país foi rebaixado para um regime autoritário em 2017 por conta dos comportamentos cada vez mais ditatoriais do governo Maduro.

Corrupção

A corrupção na Venezuela é alta para os padrões mundiais e foi assim durante grande parte do século XX. A descoberta de petróleo agravou o problema. No final da década de 1970, a descrição do petróleo como “excremento do Diabo” feita por Juan Pablo Pérez Alfonso tornou-se uma expressão comum na Venezuela. O Índice de Percepção da Corrupção classificou o país como um dos mais corruptos desde que a pesquisa começou em 1995. O ranking de 2010 colocou a Venezuela na posição 164, entre 178 países classificados em transparência governamental. Em 2016, a classificação aumentou para 166 de 178. O World Justice Project classificou a Venezuela em último lugar entre os 99 países inquiridos no seu Índice do Estado de Direito de 2014.

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Divisão administrativa

A Venezuela é uma república federal dividida em 23 estados, um Distrito Capital (que compreende a cidade de Caracas e a sua área metropolitana), as Dependências Federais (formada por 72 ilhas e ilhotas na sua maioria sem população humana) e um território em reivindicação com a Guiana (Guayana Esequiba). Os estados da Venezuela encontram-se agrupados em nove regiões administrativas, que foram criadas a partir de um decreto presidencial de 1980.

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Economia

Em 2020, o país foi o 76.º maior exportador do mundo (US$ 16,4 milhões em mercadorias, 0,1% do total mundial). Já nas importações, em 2016, foi o 63.º maior importador do mundo: US$ 33,6 bilhões. Na agricultura, a Venezuela produziu, em 2019: 4,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar; 1,9 milhões de toneladas de milho; 1,4 milhão de toneladas de banana; 760 mil toneladas de arroz; 485 mil toneladas de abacaxi; 477 mil toneladas de batata; 435 mil toneladas de óleo de palma; 421 mil toneladas de mandioca; 382 mil toneladas de laranja; 225 mil toneladas de melancia; 199 mil toneladas de mamão; 194 mil toneladas de melão; 182 mil toneladas de tomate; 155 mil toneladas de tangerina; 153 mil toneladas de coco; 135 mil toneladas de abacate; 102 mil toneladas de manga (incluindo mangostim e goiaba); 56 mil toneladas de café; além de produções menores de outros produtos agrícolas. Devido aos problemas econômicos e políticos internos, a produção de cana-de-açúcar caiu de 7,3 milhões de toneladas em 2012 para 3,6 milhões em 2016. A de milho caiu de 2,3 milhões de toneladas em 2014 para 1,2 milhão em 2017. A de arroz caiu de 1,15 milhão de toneladas em 2014 para 498 mil toneladas em 2016. Na pecuária, a Venezuela produziu, em 2019: 470 mil toneladas de carne bovina, 454 mil toneladas de carne de frango, 129 mil toneladas de carne suína, 1,7 bilhões de litros de leite de vaca, entre outros. A produção de carne de frango caiu progressivamente, ano a ano, de 1,1 milhão de toneladas em 2011 para 448 mil toneladas em 2017. A de carne de porco caiu de 219 mil toneladas em 2011 para 124 mil em 2018. A produção de leite de vaca caiu de 2,4 bilhões de litros em 2011 para 1,7 bilhões em 2019.

Escassez

A escassez na Venezuela tem sido predominante após a promulgação de controle de preços e outras políticas durante a política económica do governo de Hugo Chávez. Sob a política econômica do governo de Nicolás Maduro, ocorreu maior escassez devido à política do governo venezuelano de reter dólares americanos de importadores com controle de preços. A escassez ocorre em produtos regulamentados, como leite, vários tipos de carne, café, arroz, óleo, farinha, manteiga e outros bens, incluindo necessidades básicas como papel higiênico, produtos de higiene pessoal e até mesmo medicamentos. Devido à escassez, os venezuelanos têm de procurar alimentos, esperar em filas durante horas e, por vezes, prescindir de certos produtos.

Petróleo e outros recursos

A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo e gás natural do mundo, e era classificada consistentemente entre os dez maiores produtores mundiais de petróleo. Porém, em 2020, o país havia caído para o posto de 26.º maior produtor de petróleo do mundo, extraindo 527 mil barris/dia. A Venezuela registrou uma queda acentuada na produção após 2015 (onde produziu 2,5 milhões de barris/dia), caindo em 2016 para 2,2 milhões, em 2017 para 2 milhões, em 2018 para 1,4 milhões e em 2019 para 877 mil, por falta de investimentos e por conta da política do país. Em 2019, o país consumia 356 mil barris/dia (39.º maior consumidor do mundo). O país foi o 13.º maior exportador de petróleo do mundo em 2018 (1,2 milhões de barris/dia), quando a produção ainda não havia despencado para 527 mil barris/dia em 2020. Em 2015, a Venezuela era o 28.º maior produtor mundial de gás natural, 26 bilhões de m³ ao ano. Em 2017 o país era o 28.º maior consumidor de gás (37,6 bilhões de m³ ao ano) e era o 45.º maior importador de gás do mundo em 2010: 2,1 bilhões de m³ ao ano. Na produção de carvão, o país foi o 41.º maior do mundo em 2018: 0,3 milhões de toneladas (em 2014 a produção era de 1,2 milhões de toneladas e vem caindo desde então).

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Infraestrutura

Educação

A educação na Venezuela está estruturada em quatro níveis: pré-escolar, primário, secundário e superior. É regulamentado pela Lei Orgânica de Educação, que dá a ela um caráter obrigatório e gratuito do pré-escolar ao nível secundário (6 a 15 anos) e nas universidades administradas diretamente pelo Estado ao nível de graduação. Em este assunto o Estado tem o poder de criar os serviços relevantes para facilitar e manter o acesso a todos os tipos de educação. De acordo com dados oficiais, entre 2005 e 2006 um total de 1 010 946 crianças foram matriculadas na educação pré-escolar. A educação primária e secundária teve um registro de 4 885 779 matrículas no mesmo período, enquanto nos níveis superior e técnico havia 671 140 estudantes registrados. O país detinha 25 835 escolas e unidades educacionais para estes três níveis. A taxa líquida de matrícula na escola primária era de 91% em 2005, enquanto a taxa líquida de escolarização secundária estava em 63% em 2005. A Venezuela também tem várias universidades, das quais a mais prestigiosa são da Universidade Central da Venezuela (UCV), fundada em Caracas em 1721, a Universidade de Zulia (LUZ), fundada em 1891, a Universidade dos Andes (ULA), fundada no estado de Mérida, em 1810, e a Universidade Simón Bolívar (USB), fundada no estado de Miranda, em 1967.

Saúde

A Venezuela detém um sistema nacional de saúde universal. O país criou um programa de ampliação do acesso à saúde denominado Misión Barrio Adentro, embora sua eficiência e condições de trabalho tenham sido criticadas. Foi relatado que muitas clínicas da Misión Barrio Adentro foram fechadas em dezembro de 2014, estimando-se que 80% dos estabelecimentos do Barrio Adentro na Venezuela estão abandonados. A mortalidade infantil na Venezuela estava em 16 mortes a cada 1 000 nascimentos em 2004, muito mais baixo do que a média da América do Sul. Má nutrição de crianças atinge 17%, com Delta Amacuro e Amazonas tendo os piores índices. Conforme as Nações Unidas, 32% dos venezuelanos não possuem saneamento adequado, principalmente aqueles vivendo em áreas rurais. As doenças variam desde febre tifoide, febre amarela, cólera, hepatite A, hepatite B e hepatite D, presentes em todo o país. Apenas 3% dos doentes são tratados; a maioria das grandes cidades não tem instalações de tratamento suficientes. 17% dos venezuelanos não possuem acesso a água potável.

Transportes

A Venezuela está ligada ao mundo principalmente por via aérea (os aeroportos venezuelanos incluem o Aeroporto Internacional Simón Bolívar em Maiquetía, perto de Caracas, e Aeroporto Internacional de La Chinita, perto de Maracaibo) e pelo mar (com os principais portos marítimos em La Guaira, Maracaibo e Puerto Cabello). No sul e no leste, na região da floresta amazônica, o transporte transfronteiriço é limitado; no oeste, há uma fronteira montanhosa de mais de 2 213 km compartilhada com a Colômbia. O rio Orinoco é navegável por navios de até 400 km no interior do país e se conecta a principal cidade industrial de Ciudad Guayana no Oceano Atlântico.

Energia

Em torno de 68,13% da energia elétrica é produzida em instalações hidrelétricas. A estatal Corporación Venezolana de Guayana/Electrificación del Caroni desenvolve em Bolívar a Hidrelétrica de Guri, sendo está a maior do país, contribuindo com mais de 70% da produção de energia elétrica nacional nos últimos anos. A empresa estatal Compañía Anónima de Administración y Fomento Eléctrico vem operando o Complexo Uribante Caparo desde a década de 1970. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatísticas da Venezuela (INE), em 2005 foram gerados 99,2 milhões de KWh de eletricidade no país. Conforme dados de 2011, da CIA World Factbook, o consumo de eletricidade na Venezuela naquele ano foi de 85,05 bilhões kW.

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Cultura

A cultura da Venezuela é um caldeirão que integra fundamentalmente três famílias distintas: a indígena, a africana e a europeia. As duas primeiras, por sua vez, tinham culturas diferenciadas conforme as tribos. A transculturação e a assimilação, próprias de um sincretismo cultural, condicionaram a cultura venezuelana atual, semelhante em muitos aspectos ao resto da América Latina, embora o meio natural faça com que existam diferenças importantes. A influência indígena se limita a algumas palavras do léxico e à gastronomia. A influência africana se reflete em instrumentos musicais como o tambor. A influência espanhola foi mais importante, especialmente das regiões da Andaluzia e Extremadura, de onde vieram a maioria dos colonos na zona das Antilhas durante a época colonial. Exemplos disso são as edificações, parte da música, a religião católica e o idioma. Uma influência espanhola evidente são as touradas e certos aspectos da gastronomia. A Venezuela também se enriqueceu com outras correntes de origem antilhana e europeia no Erro de expressão: Palavra "xix" não reconhecida, especialmente de procedência francesa. Em etapa mais recente, nas grandes cidades e regiões petrolíferas, surgiram manifestações de origem norte-americana e da nova imigração de origem espanhola, italiana e portuguesa, aumentando o já complexo mosaico cultural. Assim, por exemplo, dos Estados Unidos chega a influência do gosto pelo beisebol e pelas construções arquitetônicas modernas.

Literatura

A literatura venezuelana começou a se desenvolver a partir da época colonial, com alocuções às novas terras e seus habitantes originários. As crônicas e vários estilos de poesia foram as principais manifestações literárias durante o Erro de expressão: Palavra "xviii" não reconhecida. Nesse primeiro período, destaca-se a figura de Andrés Bello, poeta, filólogo, gramático e educador de renome universal. Bello desenvolveu obras como Alocução à Poesia (1823) e Silva à Agricultura da Zona Tórrida (1826), precursoras da temática americanista que se desenvolveria posteriormente em outras partes do continente. Simón Rodríguez é outro exemplo de renome em todo o continente, com obras como Sociedades Americanas (1828), Defesa de Bolívar (1830), Observações sobre o terreno de Vincocaya (1830) e Luzes e virtudes sociais (1834).

Música

A música venezuelana caracteriza-se por misturar elementos espanhóis e africanos, típico de um povo predominantemente mestiço. O gênero mais representativo do país é a música llanera, que utiliza instrumentos como o quatro, a harpa, as maracas, a bandola e os capachos. Este ritmo consagrou-se como a música de identidade nacional, a ponto de os venezuelanos serem denominados llaneros no exterior. Este gênero teve sua origem na região hoje compreendida pelos estados de Apure, Barinas, Guárico, Cojedes e Portuguesa, onde é cultivado com assiduidade. O valsa venezuelana também goza de reconhecimento, tendo sido desenvolvido principalmente por grandes mestres da guitarra como Antonio Lauro e Alirio Díaz. Embora seja um derivado da valsa europeia, está impregnado de características musicais típicas do país, sendo executado com os instrumentos clássicos da música llanera, incluindo a guitarra, o tiple, o piano e o clarinete. Tem suas raízes na região centro-ocidental do país e na região andina, onde se usam o violino e a mandolina.

Artes plásticas

A pintura e a escultura venezuelanas foram tradicionalmente influenciadas pelo tema histórico e pelo processo político vivido pelo país em sua Independência. Muitas pinturas e esculturas do século XIX frequentemente se apresentam como representações de momentos chave da história, feitos heroicos e alegorias da nação. Destacaram-se nesta fase Juan Lovera, Arturo Michelena, Martín Tovar y Tovar, Tito Salas, entre outros. No entanto, a pintura romântica teve seu maior expoente em Cristóbal Rojas, que se afastou principalmente desses temas generalizados. Entre aqueles que contribuíram imensamente para a arte cinética estão Carlos Cruz-Díez, Jesús Soto e Juvenal Ravelo. Esta tendência em particular tornou-se muito popular no país, e existem obras desse tipo em várias instituições culturais, e até mesmo em rodovias, no metrô e em aeroportos como o de Maiquetía. O abstracionismo e o simbolismo tiveram um de seus maiores desenvolvedores em Armando Reverón, cuja obra começa a ser redescoberta e reconhecida internacionalmente.

Artesanato

A história do artesanato e dos artesãos não pode ser separada dos antecedentes que remontam a mais de 14 000 anos, quando os primeiros habitantes ameríndios habitavam o atual território da Venezuela. Estes desenvolveram técnicas próprias de sociedades caçadoras-coletoras para a talha de pedras e madeiras, a fim de criar objetos que favorecessem sua interação com o meio ambiente e o aproveitamento de seus recursos.

Arquitetura

Os trabalhos arquitetônicos no país podem remontar ao ano 1000 a.C., quando os primeiros habitantes realizaram movimentos de terra com vistas ao desenvolvimento agrícola, dominando também o uso da pedra para edificações destinadas ao armazenamento. A arquitetura indígena posterior desenvolveu-se em espaços aquáticos e florestais, tendo seus exemplos mais representativos nos palafitos, nos shabonos e nas churuatas (choças) de interesse coletivo, caracterizadas por um telhado cônico e estrutura circular. Estas últimas são as de maior proliferação no país, têm especificidade de acordo com cada etnia indígena e tornaram-se um ícone da cultura venezuelana. Com o estabelecimento da Colônia, surgiu uma arquitetura caracterizada pela sobriedade e simplicidade. Dada a pouca percepção de geologia econômica que foi atribuída inicialmente à então província, optou-se pela economia de recursos destinados à construção, o que determinou uma marcada modéstia nas edificações desse período. O Erro de expressão: Palavra "xx" não reconhecida caracterizou-se mais pelo seu desenvolvimento urbanístico tendente à modernização. O neobarroco e a influência mourisca evidenciaram-se na construção do Teatro Nacional e do Novo Circo, pelas mãos de arquitetos notáveis como Alejandro Chataing. Construções como o Teatro Teresa Carreño e as Torres do Centro Simón Bolívar, bem como a Reurbanização El Silencio e a Cidade Universitária de Caracas (realizadas por Carlos Raúl Villanueva), revelam o impulso dado à arquitetura modernista no país, já a meados do século. Também se destacam os imponentes arranha-céus na capital, construídos durante a bonança petrolífera, destacando-se as Torres Gêmeas do Parque Central.

Gastronomia

A gastronomia da Venezuela é uma variada forma de preparar comidas e bebidas elaboradas no país, constituindo o resultado da mistura cultural e gastronômica proveniente da Europa —especialmente de Espanha, Itália, Alemanha, França, Países Baixos e Portugal— e da África —através das populações de escravos trazidas pelos espanhóis— com a gastronomia dos povos indígenas do país. Embora possua esses traços de maneira universal, a gastronomia venezuelana é tão variável e diversa quanto o próprio território. Na região da capital, nota-se maior diversidade por se tratar de um ponto de confluência, sendo o centro das zonas produtivas, e onde há maior influência espanhola, italiana e outras europeias. Na região oriental, por ser área caribenha, predomina uma cozinha à base de peixes, lagostas e frutos do mar com massa ou arroz, revelando também a influência de comidas marítimas europeias. Nos Llanos, é bem conhecido o consumo de carne de boi e de animais caçados, além da grande produção de queijo e produtos lácteos. O Zulia, o oeste do país e Guayana não diferem muito desses mesmos traços, diferenciando-se na carne de bode, cabra e coelho, queijos como o palmita nos dois primeiros, e na presença de milho na última região, onde se produzem queijos como o guayanês, de mão, entre outros. Nos Andes, há uma orientação mais europeia, com maior consumo de verduras e tubérculos, trigo, carne de ovelha, truta cultivada e produtos lácteos.

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Fontes consultadas

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