Franklin D. Roosevelt
Franklin Delano Roosevelt, também conhecido como FDR foi um advogado e político norte-americano que serviu como o 32.º presidente dos Estados Unidos de 1933 até sua morte em 1945. Membro do Partido Democrata, foi eleito para quatro mandatos presidenciais, sendo o presidente que ficou mais tempo no cargo, e tornou-se também uma figura central dos eventos históricos mundiais da metade do século XX. Roosevelt comandou o governo federal durante a maior parte da Grande Depressão, implementando sua agenda doméstica do New Deal em resposta à pior crise econômica da história do país. Como o principal líder de seu partido, construiu a Coalizão New Deal, que realinhou a política norte-americana. Seus terceiro e quarto mandatos foram dominados pela Segunda Guerra Mundial, que terminou logo após sua morte. Roosevelt é classificado pelos estudiosos como um dos três presidentes mais grandiosos dos Estados Unidos, juntamente com George Washington e Abraham Lincoln, mas também foi sujeito a diversas críticas.
Infância
Franklin Delano Roosevelt nasceu em 30 de janeiro de 1882, na cidade de Hyde Park, no Vale do Hudson, estado de Nova Iorque, sendo filho de James Roosevelt I e sua segunda esposa, Sara Ann Delano. Os pais de Roosevelt, primos de sexto grau, eram provenientes de famílias ricas de Nova Iorque: os Roosevelts, Aspinwalls e Delanos, respectivamente. O ancestral patrilinear de Roosevelt migrou para Nova Amsterdã no século XVII, e os Roosevelts prosperaram como comerciantes e proprietários de terras. O progenitor da família Delano viajou para o Novo Mundo no Mayflower, e os Delanos prosperaram como comerciantes e construtores de navios em Massachusetts. Franklin tinha um meio-irmão, James "Rosy" Roosevelt, do casamento anterior de seu pai.
Educação e início de carreira
Viagens frequentes à Europa—Roosevelt fez sua primeira excursão aos dois anos de idade e ia com seus pais todos os anos entre os sete e quinze anos—o ajudaram a conhecer as línguas alemã e francesa. Exceto quando estudou em uma escola pública na Alemanha aos nove anos, foi educado em casa por tutores até os catorze anos. Em seguida, estudou na Groton School, um internato episcopal em Groton, Massachusetts. Seu diretor, Endicott Peabody, pregava o dever dos cristãos de ajudar os menos afortunados e instou seus alunos a entrar no serviço público. Peabody permaneceu uma forte influência ao longo da vida de Roosevelt, oficiando o juramento em seu casamento e visitando-o enquanto era presidente.
Casamento, família e casos extraconjugais
Em meados de 1902, Franklin começou a cortejar sua futura esposa Eleanor Roosevelt. Primos de quinto grau, conheceram-se durante a infância; Eleanor era sobrinha de Theodore Roosevelt. Eles começaram a trocar correspondências em 1902 e, em outubro de 1903, a pediu em casamento. Em 17 de março de 1905, Roosevelt se casou com Eleanor em Nova Iorque, apesar da forte resistência de sua mãe. Sara Roosevelt era muito possessiva com seu filho, acreditando que ele era jovem demais para se casar; contudo, Eleanor não a desagradava. Por várias vezes, tentou fazer com que o casal rompesse o noivado. Durante o casamento, o tio de Eleanor, presidente Theodore Roosevelt, conduziu a noiva até o altar, visto que seu pai, Elliott, havia morrido.
Senador estadual de Nova Iorque; 1910–1913
Roosevelt tinha pouca paixão pela advocacia e confidenciou aos amigos que planejava entrar para a política. Apesar da admiração por seu primo, Theodore, que era republicano, Franklin filiou-se ao mesmo partido de seu pai, o Democrata. Antes das eleições de 1910, o Partido Democrata local o recrutou para concorrer a um assento na Assembleia do Estado de Nova Iorque. Roosevelt era um candidato atraente para o partido pois Theodore Roosevelt ainda era um dos políticos mais importantes do país, e um democrata Roosevelt era uma boa publicidade; o candidato também poderia pagar por sua própria campanha. Sua campanha para a Assembleia terminou depois que o incumbente democrata, Lewis Stuyvesant Chanler, optou por concorrer à reeleição. No entanto, ao invés de pôr fim às suas pretensões políticas, decidiu disputar uma vaga do Senado estadual. O distrito que Roosevelt decidiu disputar, localizado nos condados de Dutchess, Columbia e Putnam, era fortemente republicano. Roosevelt temia que uma oposição aberta de Theodore pudesse efetivamente minar sua candidatura, mas Theodore, em privado, incentivou a candidatura de seu primo, apesar das diferenças partidárias. Atuando como seu próprio gerente de campanha, viajou pelo distrito com um automóvel numa época em que muitos não podiam comprar carros. Graças à sua campanha agressiva e eficaz, a influência do nome Roosevelt no Vale do Hudson e a vitória esmagadora dos democratas nas eleições daquele ano, venceu a eleição, surpreendendo quase todos.
Secretário adjunto da Marinha; 1913–1919
O apoio de Roosevelt a Wilson levou à sua nomeação em março de 1913 como secretário adjunto da Marinha, o segundo cargo na hierarquia do Departamento da Marinha, superado apenas pelo secretário Josephus Daniels. Roosevelt tinha uma afeição duradoura pela Marinha—ele já havia colecionado quase dez mil livros navais e alegou ter lido todos, exceto um—e era mais ardente que Daniels em seu apoio a uma força naval grande e eficiente. Com o apoio de Wilson, Daniels e Roosevelt instituíram um sistema de promoção por mérito e fizeram outras reformas para ampliar o controle civil sobre os departamentos autônomos da Marinha. Roosevelt supervisionou os funcionários civis da Marinha e conquistou o respeito dos líderes sindicais por sua justeza na resolução de disputas. Nenhuma greve ocorreu durante seus mais de sete anos no cargo, durante o qual ganhou experiência em questões trabalhistas, gestão governamental durante a guerra, questões navais e logísticas, todas áreas valiosas para futuros cargos.
Campanha a vice-presidente em 1920
O plano de Roosevelt de convencer Hoover a concorrer à indicação democrata fracassou depois que ele se declarou publicamente um republicano; Roosevelt, no entanto, decidiu se candidatar à nomeação democrata a vice-presidente para a eleição de 1920. Depois que o governador James M. Cox, de Ohio, ganhou a indicação presidencial do partido na Convenção Nacional Democrata, ele escolheu Roosevelt como seu candidato a vice e o partido formalmente o indicou por aclamação. Apesar de sua indicação ter surpreendido a maioria das pessoas, Roosevelt equilibrou a chapa como moderada, Wilsoniana e proibicionista com um nome famoso. Roosevelt tinha acabado de completar 38 anos, quatro anos mais novo que Theodore quando recebeu a mesma indicação de seu partido. Roosevelt renunciou ao cargo de secretário adjunto da Marinha após a convenção democrata e fez campanha em todo o país.
Após a eleição, Roosevelt retornou à cidade de Nova Iorque, onde exerceu advocacia e atuou como vice-presidente da Fidelity and Deposit Company. Também procurou obter apoio para um regresso político nas eleições de 1922, mas sua carreira foi prejudicada por uma doença. Enquanto os Roosevelts estavam de férias na Ilha Campobello em agosto de 1921, Franklin adoeceu. Seus principais sintomas foram febre; paralisia simétrica e ascendente; paralisia facial; disfunção intestinal e da bexiga; dormência e hiperestesia; e um padrão descendente de recuperação. Roosevelt ficou permanentemente paralisado da cintura para baixo. Na época, foi diagnosticado com poliomielite, mas seus sintomas agora são considerados mais consistentes com a Síndrome de Guillain-Barré–uma neuropatia autoimune que os médicos de Roosevelt deixaram de considerar como uma possibilidade diagnóstica. Embora sua mãe preferisse que se aposentasse da vida pública, Roosevelt, sua esposa e o amigo e conselheiro íntimo Louis Howe estavam determinados a que continuasse. Roosevelt convenceu muitas pessoas de que estava melhorando, o que acreditava ser essencial antes de concorrer a um cargo público novamente. Ele arduamente aprendeu a andar distâncias curtas enquanto usava suspensórios de ferro nos quadris e pernas, girando o tronco e apoiando-se com uma bengala. Ele teve o cuidado de nunca ser visto usando sua cadeira de rodas em público, e tomou muitas precauções para evitar qualquer representação na imprensa que destacasse sua deficiência. Porém, tal deficiência era bem conhecida antes e durante sua presidência e se tornou uma parte importante de sua imagem. Em público, geralmente aparecia em pé, apoiado de um lado por um assessor ou por um de seus filhos.
Como o candidato indicado pelo Partido Democrata para a eleição presidencial de 1928, Smith pediu a Roosevelt para concorrer a governador. Roosevelt inicialmente resistiu às súplicas de Smith e de outros membros do partido, pois relutava em deixar Warm Springs e temia uma vitória esmagadora dos republicanos naquele ano. Entretanto, concordou em concorrer quando os líderes do partido o convenceram de que apenas ele poderia derrotar o candidato republicano a governador, Albert Ottinger, o procurador-geral do estado. Roosevelt ganhou a nomeação do partido por aclamação e mais uma vez recorreu a Louis Howe para liderar sua campanha. Também se juntaram à sua campanha Samuel Rosenman, Frances Perkins e James Farley, que se tornariam importantes aliados políticos. Enquanto Smith perdeu a presidência por grande diferença e foi derrotado em seu estado natal, Roosevelt foi eleito governador por 48,96–48,34%. Sua eleição como governador do estado mais populoso imediatamente fez dele um candidato para a próxima eleição presidencial.
À medida que a eleição presidencial de 1932 se aproximava, Roosevelt voltou cada vez mais sua atenção para a política nacional. O governador estabeleceu uma equipe de campanha liderada por Howe e Farley e outros assessores experts em suas áreas. Com a economia debilitada, muitos democratas esperavam que as eleições de 1932 resultassem na eleição do primeiro presidente democrata desde Woodrow Wilson. Sua reeleição como governador o firmou como o principal presidenciável do partido para 1932. Roosevelt reuniu partidários progressistas do governo Wilson ao mesmo tempo em que apelava a muitos conservadores, estabelecendo-se como o principal candidato no sul e no oeste. A principal oposição à sua candidatura veio de conservadores do nordeste, como Al Smith, o candidato presidencial democrata na última eleição. Smith esperava negar a Roosevelt o apoio requerido de dois terços para ganhar a indicação do partido na Convenção Nacional Democrata em Chicago e em seguida emergir como a escolha do partido nas demais votações. Roosevelt ingressou na convenção partidária com uma liderança na quantidade de delegados por conta de seu sucesso nas primárias do partido, mas a maioria dos delegados não possuía ligação com nenhum candidato em particular. Na primeira votação da convenção, Roosevelt recebeu mais da metade dos votos, mas menos de dois terços dos delegados, com Smith terminando em um distante segundo lugar. O presidente da Câmara, John Nance Garner, que controlava os votos do Texas e da Califórnia, apoiou Roosevelt após a terceira votação, levando-o a conquistar a indicação na quarta votação. Com pouca contribuição de Roosevelt, Garner ganhou a indicação para vice-presidente. Roosevelt saiu de Nova Iorque e foi até Chicago depois de saber que havia sido vitorioso, tornando-se o primeiro candidato presidencial de um partido principal a aceitar a indicação pessoalmente.
A eleição de Roosevelt como presidente ocorreu em novembro de 1932, mas, assim como seus antecessores, não foi empossado no cargo até março do ano seguinte. Após a eleição, o presidente Hoover procurou convencer Roosevelt a renunciar a grande parte de sua plataforma de campanha e endossar as políticas de seu governo. Roosevelt recusou o pedido de Hoover para desenvolver um programa conjunto para interromper o declínio econômico, alegando que isso ataria suas mãos e que Hoover tinha todo o poder para agir, se necessário. A economia se deteriorou ainda mais até o sistema bancário iniciar um completo desligamento em todo o país quando o mandato de Hoover terminou. Roosevelt usou o período de transição para selecionar os membros de seu gabinete e escolheu Howe como chefe de gabinete, Farley como diretor-geral dos Correios e Frances Perkins como secretário do Trabalho. William H. Woodin, um industriário republicano próximo a Roosevelt, foi sua escolha para secretário do Tesouro, enquanto o senador Cordell Hull, do Tennessee, foi designado secretário de Estado. Harold L. Ickes e Henry A. Wallace, dois republicanos progressistas, foram escolhidos como secretário do Interior e secretário de Agricultura, respectivamente. Em fevereiro de 1933, Roosevelt escapou de uma tentativa de assassinato perpetrada por Giuseppe Zangara, que expressou um "ódio por todos os governantes". Tentando atirar contra o presidente eleito, Zangara feriu mortalmente o prefeito de Chicago Anton Cermak, que estava sentado ao lado de Roosevelt.
Primeiro e segundo mandatos; 1933–1941
Quando Roosevelt foi empossado em 4 de março de 1933, os Estados Unidos estavam no auge da pior depressão de sua história. Um quarto da força de trabalho estava desempregada. Os agricultores estavam em apuros, já que os preços haviam caído 60%. A produção industrial caiu mais da metade desde 1929. Dois milhões de pessoas estavam desabrigadas. Na noite de 4 de março, 32 dos 48 estados–assim como o Distrito de Columbia–haviam fechado seus bancos. Neste contexto, Roosevelt implementou um programa que os historiadores classificaram como "alívio, recuperação e reforma". O alívio era urgentemente necessário para dezenas de milhões de desempregados. A recuperação significava impulsionar a economia de volta ao normal. Já a reforma significou correções de longo prazo do que estava errado, especialmente nos sistemas financeiro e bancário. Através da série de conversas de Roosevelt transmitidas pela rádio, o presidente apresentou suas propostas diretamente ao povo norte-americano. Energizado por sua vitória pessoal sobre sua doença paralítica, confiou em seu persistente otimismo e militância para renovar o espírito nacional.
Eleição de 1940: quebrando a tradição
Nos meses anteriores à Convenção Nacional Democrata de julho de 1940, havia muita especulação sobre se Roosevelt concorreria a um sem precedentes terceiro mandato. A tradição de dois mandatos, embora ainda não consagrada na Constituição,[nota 8] havia sido estabelecida por George Washington quando ele se recusou a concorrer a um terceiro mandato na eleição presidencial de 1796. Roosevelt se recusou a dar uma declaração definitiva sobre sua vontade de ser candidato novamente, e até indicou a alguns democratas ambiciosos, como James Farley, que não concorreria a um terceiro mandato e que eles poderiam buscar a indicação presidencial do partido. No entanto, como a Alemanha varreu a Europa Ocidental e ameaçou a Grã-Bretanha em meados de 1940, Roosevelt decidiu que só ele tinha a experiência e as habilidades necessárias para manter a nação segura da ameaça nazista. O presidente foi auxiliado pelas lideranças políticas do partido, que temiam que nenhum democrata, exceto Roosevelt, pudesse derrotar Wendell Willkie, o popular candidato republicano.
Terceiro e quarto mandatos; 1941–1945
No final de 1940, o rearmamento estava em alta velocidade, em parte para expandir e reequipar o Exército e a Marinha e em parte para se tornar o "Arsenal da Democracia" para a Grã-Bretanha e outros países. Com seu famoso discurso das Quatro Liberdades em janeiro de 1941, expôs a ideia de uma batalha aliada por direitos básicos em todo o mundo. Auxiliado por Willkie, Roosevelt obteve a aprovação do Congresso para o programa Lend-Lease, que dirigia ajuda militar e econômica maciça à Grã-Bretanha e à China. Em um nítido contraste com os empréstimos da Primeira Guerra Mundial, não haveria reembolso após a guerra. Quando Roosevelt adotou uma postura mais firme contra o Japão, a Alemanha e a Itália, isolacionistas norte-americanos como Charles Lindbergh e o Comitê América Primeiro atacaram veementemente o presidente, acusando-o de ser um belicista irresponsável. Quando a Alemanha invadiu a União Soviética em junho de 1941, concordou em estender o Lend-Lease aos soviéticos. Assim, o presidente havia comprometido os EUA com a causa dos Países Aliados, adotando a política de fornecer "toda ajuda que não fosse guerra". Em julho de 1941, autorizou a criação do Escritório para Assuntos Interamericanos (OCIAA) para combater os esforços de propaganda percebidos na América Latina que eram patrocinados pela Alemanha e Itália.
Roosevelt foi visto como um herói por muitos afro-americanos, católicos e judeus, e teve muito sucesso em atrair a grande maioria desses eleitores para sua coalizão do New Deal. Ele ganhou forte apoio de chineses-americanos e filipo-americanos, mas não de nipo-americanos, pois presidiu o encarceramento de pessoas com ascendência japonesa em campos de concentração durante a guerra. Os afro-americanos e os nativos foram beneficiados em dois programas de assistência do New Deal, o Corpo de Conservação Civil e a Lei de Reorganização Indígena, respectivamente. Sitkoff relata que a WPA "forneceu um piso econômico para toda a comunidade negra na década de 1930, rivalizando com a agricultura e o serviço doméstico como a principal fonte" de renda. Roosevelt não se juntou aos líderes da NAACP para pressionar pela aprovação de uma lei federal antilinchamento, pois acreditava que era improvável que essa iniciativa fosse aprovada e que seu apoio a ela alienaria os congressistas do sul. Entretanto, designou um "Gabinete Negro", composto por conselheiros afro-americanos que lhe assessoravam sobre relações raciais e questões afro-americanas, e denunciou publicamente o linchamento como "assassinato". A primeira-dama Eleanor apoiou vocalmente os esforços destinados a ajudar a comunidade afro-americana, incluindo a Lei de Normas de Trabalho Justas, que ajudou a aumentar os salários dos trabalhadores não-brancos no sul. Em 1941, estabeleceu um comitê para implementar a Ordem Executiva 8802, que proibiu a discriminação racial e religiosa no emprego entre prestadores da indústria de defesa. O comitê foi o primeiro programa nacional direcionado contra a discriminação no emprego e teve um papel importante na abertura de novas oportunidades de emprego para trabalhadores não-brancos. Durante a Segunda Guerra Mundial, a proporção de homens afro-americanos empregados em cargos de produção aumentou significativamente. Em resposta às políticas de Roosevelt, os afro-americanos desertaram cada vez mais do Partido Republicano nas décadas de 1930 e 1940, tornando-se um importante grupo eleitoral democrata em vários estados do norte.
Reputação histórica
Roosevelt é amplamente considerado uma das figuras mais importantes da história dos Estados Unidos, bem como uma das mais influentes do século XX. Historiadores e cientistas políticos constantemente classificam Roosevelt, George Washington e Abraham Lincoln como os três presidentes mais grandiosos do país. Refletindo sobre a presidência de Roosevelt, "que conduziu os Estados Unidos através da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial a um futuro próspero", seu biógrafo Jean Edward Smith declarou em 2007: "Ele se levantou de uma cadeira de rodas para levantar a nação ajoelhada". A rápida expansão dos programas governamentais que ocorreram durante o mandato de Roosevelt redefiniu o papel do governo nos Estados Unidos, e sua defesa de tais iniciativas foi fundamental para redefinir o liberalismo para as próximas gerações. Roosevelt estabeleceu firmemente o papel de liderança dos Estados Unidos no cenário mundial, com seu papel na formação e financiamento da Segunda Guerra Mundial. Seus críticos isolacionistas desapareceram, e até os republicanos aderiram às suas políticas no geral. Também criou um novo entendimento da presidência, aumentando permanentemente o poder do presidente às custas do Congresso.
Memoriais
A casa de Roosevelt em Hyde Park é atualmente um Sítio Histórico Nacional e o lar de sua biblioteca presidencial. A capital federal hospeda dois memoriais ao ex-presidente. O maior, o Roosevelt Memorial, possui 7,50 acres e está localizado próximo ao Jefferson Memorial, na Tidal Basin. Um memorial mais modesto, um bloco de mármore em frente ao prédio do Arquivo Nacional sugerido pelo próprio Roosevelt, foi erguido em 1965. Em 1946, foi homenageado com uma moeda de dez centavos.


