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Acólito

Acólito é um termo usado no Cristianismo para designar uma pessoa que auxilia nas celebrações litúrgicas, especialmente na Missa da Igreja Católica. A palavra vem do grego antigo ἀκόλουθος (akólouthos), que significa "seguidor" ou "assistente". Em português, especialmente no Brasil, acólitos não instituídos, quando jovens, são popularmente chamados de coroinhas, embora esse termo não apareça em documentos litúrgicos oficiais. Na Igreja Católica, o acólito pode ser um ministro instituído ou um acólito não instituído, que desempenha funções litúrgicas sem instituição formal. Em outras denominações cristãs, como as igrejas Ortodoxa, Anglicana e Luterana, há papéis semelhantes, muitas vezes chamados de altar servers ou ministrantes.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 12/07/2026
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História

O papel do acólito tem raízes antigas no Cristianismo. Na Igreja primitiva, os acólitos eram responsáveis por tarefas como levar as oferendas ao altar e assistir o clero durante a Eucaristia. Até o Concílio Vaticano II (1962–1965), o acólito era uma das quatro Ordens menores da Igreja Católica, junto com ostiário, leitor e exorcista. Essas ordens eram etapas preparatórias para o sacerdócio. Em 1972, o Papa Paulo VI, por meio da carta apostólica Ministeria quaedam, reformou as ordens menores, transformando os ministérios de leitor e acólito em ministérios instituídos, acessíveis a leigos e não mais exclusivos para candidatos ao sacerdócio. Na Idade Média, os acólitos, muitas vezes chamados de ministrantes ou messdiener (termo alemão para "servidores da missa"), eram frequentemente jovens em formação para o clero. Após o Concílio de Trento (1545–1563), o papel continuou associado à preparação sacerdotal, mas com o tempo, especialmente após o Vaticano II, tornou-se mais comum a participação de leigos, incluindo mulheres, a partir de 1994, e formalmente autorizada pelo Papa Francisco em 2021, com o motu proprio Spiritus Domini.

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Funções na Igreja Católica

Os acólitos têm papéis variados, dependendo se são instituídos ou não, e do tipo de celebração litúrgica. Suas funções incluem:

Acólito Instituído

O acólito instituído é um leigo (homem, conforme a legislação até 2021, mas agora também mulheres em algumas dioceses) que recebe um rito formal de instituição pelo bispo. Suas funções incluem: Os acólitos instituídos são comuns entre seminaristas, mas também podem ser leigos que desejam servir a Igreja de forma mais formal.

Acólito Não Instituído

Os acólitos não instituídos, frequentemente jovens chamados de coroinhas no Brasil, desempenham funções mais simples, como:

Cerimoniário

O cerimoniário é um ministro litúrgico especializado, responsável por organizar e dirigir as celebrações, especialmente as mais complexas, como as missas pontificais. Não é tecnicamente um acólito, mas pode ser desempenhado por um acólito instituído ou não, desde que tenha conhecimento litúrgico suficiente. Suas funções incluem: O cerimoniário veste batina e sobrepeliz ou alva com cíngulo, dependendo da diocese.

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Organização e Formação

Na Igreja Católica, os acólitos, especialmente os não instituídos, são frequentemente crianças ou jovens que receberam a Primeira Comunhão. Passam por uma formação básica para aprender os ritos, as cores litúrgicas e os símbolos da liturgia. Em algumas dioceses, há cursos para cerimoniários, que podem incluir exames. Na Alemanha, em 2021, havia cerca de 360.000 acólitos (53% mulheres), com números variando entre dioceses (de 403 em Görlitz a 44.645 em Münster). Na Áustria, estima-se 50.000 acólitos. Muitas paróquias organizam grupos de acólitos, com atividades como passeios, retiros e participação em eventos como a Wallfahrt (peregrinação de acólitos) a Roma.

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Fontes consultadas

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