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Acinetobacter baumannii

Acinetobacter baumannii é uma espécie de bactéria aeróbia Gram-negativa, com distribuição cosmopolita no solo, onde desempenha um importante papel na decomposição de compostos aromáticos. Apesar de ser a segunda bactéria não-fermentadora mais frequentemente isolada em humanos, apresenta elevada patogenicidade, com estirpes resistentes à maioria dos antibióticos. Provoca infecções oportunistas, afectando mais frequentemente as vias respiratórias e o tracto urinário, podendo causar pneumonias severas e infecções urinárias (ITU) de difícil controlo. Como resultado da sua resistência à desinfecção e aos fármacos e longo tempo de permanência activa em superfícies secas e na pele saudável, estima-se que infecte anualmente dezenas de milhar de pacientes em ambiente hospitalar, sendo uma das infecções hospitalares mais comuns. As estirpes resistentes a múltiplos antibióticos, e por extensão as suas infecções, são em geral referidas pela sigla MDRAB.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Biologia e ecologia

Imagem: Microbe World · BY-NC-SA · Openverse

Durante a fase de crescimento, a bactéria é um bacilo, com bastonetes com até 2,5 μm de comprimento. Durante a fase estacionária do crescimento bacteriano, as células tornam-se mais curtas e arredondadas, assemelhando-se a pequenos cocos ao encolher para cerca de metade do seu tamanho inicial. As bactérias encontram-se em geral em pares ou em grupos densos de células interligadas. Apesar das espécies incluídas no género Acinetobacter não possuem flagelos, o que está na base da etimologia do nome genérico, um neologismo derivado da palavra grega acineto que significa "sem movimento", A. baumannii exibe motilidade limitada, deslocando-se por efeito da deformação cíclica da sua parede celular, contorcendo-se numa variante microscópica do processo utilizado pelas lesmas. A. baumannii é uma bactéria gram-negativa, não fermentadora, sendo que um dos testes bioquímicos utilizados para a distinguir de outros microorganismos patogénicos é o determinar a ausência de oxidase, já que a espécie é oxidase-negativa. Atua produzindo lactonas secretoras de N-acil-homoserina (AHLs) que medeiam o quorum sensing (QS) em bactérias.

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Transmissão e prevalência

Imagem: inserm · BY-NC · Openverse

Muito comum em solos de todo o mundo, podendo sobreviver na pele humana ou superfícies secas durante períodos longos, a linhagem A. baumannii é a segunda bactéria não-fermentadora mais frequentemente isolada em seres humanos saudáveis. Contudo, com frequência exibe patogenicidade, afectando em geral indivíduos imunocomprometidos, sendo frequentemente isolada em infecções nosocomiais. Estirpes resistentes da espécie são especialmente prevalentes em unidades de tratamento intensivo, onde são comuns casos esporádicos de infecção, que nalguns casos mais virulentos podem assumir carácter epidémico. Dada a sua capacidade para infectar o aparelho respiratório humano, A. baumannii é causa frequente de pneumonia nosocomial, especialmente de pneumonia associada à ventilação mecânica. Pode ainda causar diversas outras infecções, incluindo infecções de pele, de feridas e bacteremia. A forma mais comum de entrada de A. baumannii no corpo humano é através de feridas abertas, sendo que em ambiente hospitalar as vias mais comuns são os cateteres, as sondas nasogástricas e os tubos respiratórios utilizados na intubação endotraqueal de pacientes. Sendo um patógeno oportunista, em geral infecta apenas indivíduos com sistema imunitário comprometido, como os feridos com gravidade, os idosos, as crianças e os portadores de doenças que deprimem o sistema imunitário (como a SIDA).

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Patogenicidade e controlo das infecções

Imagem: Borys Kozielski · BY-NC · Openverse

A. baumannii, como típico patógeno oportunista, expressa uma miríade de factores que influenciam a sua patogenicidade em humanos. Entre esses factores está a capacidade da bactéria se fixar e de persistir agarrada a superfícies sólidas, a capacidade de extrair do meio circundante nutrientes essenciais (nomeadamente o ferro), a adesão às células epiteliais, e sua subsequente morte por apoptose, e a produção e secreção de enzimas e produtos tóxicos capazes de danificar os tecidos infectados. Contudo, conhece-se pouco sobre a natureza molecular e a bioquímica da maioria desses processos e factores, em particular sobre o papel de cada um deles na virulência e patogénese das infecções bacterianas graves. Algumas estirpes de A. baumanniiexibem motilidade reduzida quando expostas a luz com comprimentos de onda na região do azul. Esta fotossensibilidade pode ter um papel importante na formação de biofilmes e influenciar outros factores determinantes da virulência.

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Fontes consultadas

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