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Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2

Ach Gott, vom Himmel sieh darein, BWV 2,, é uma cantata composta por Johann Sebastian Bach em Leipzig em 1724 para o segundo domingo após a Trindade, que ocorreu neste ano em 18 de junho e que marca a data da primeira apresentação. As leituras prescritas para esse dia são I João 3: 13-18 e Lucas 14: 16-24.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 19/07/2026
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Cantata Coral

Imagem: N Shar · CC0 · Openverse

Essa cantata é uma cantata coral, baseada exclusivamente nas palavras do coral homônimo publicado por Martinho Lutero em 1524, que parafraseou o Salmo 12. As palavras são usadas sem alteração nos movimentos 1 e 6. Um poeta desconhecido transcreveu as idéias dos versículos 2-5 para os recitativos e arias. A cantata é a segunda de uma série de cantatas corais que Bach compôs no seu segundo ciclo anual em Leipzig. O tema do coral homônimo foi escrito por Martinho Lutero, apesar de que Paul Speratus já havia usado a melodia em seu hino "Es ist das Heil uns kommen her"

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Notação e Estrutura

A obra foi escrita para trombones, oboés, violinos, viola e baixo contínuo, três solistas vocais (contralto, tenor e baixo) além de quatro partes para coro.

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Música

No primeiro e no último movimento, com as palavras do hino original, o estilo da música é "arcaico", com os instrumentos dobrando as vozes. No primeiro movimento, a melodia do coral é cantada pelo contralto, em notas longas e cada trecho é preparado para entrada em fuga das outras partes, sobre o mesmo tema. O 2º movimento é um recitativo secco, mudando para arioso em duas linhas semelhantes às palavras do coral, marcada pelo compositor como adagio. A ária de contralto está escrita no estilo "moderno" com um solo de violino, marcada pelo compositor como animada. O recitativo do baixo é acompanhado pelas cordas. A ária de tenor é contrastada por um concerto dos oboés e cordas, que são silenciosos na seção intermediária até a sua transição para o Da Capo.

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Texto

1. Chor Ach Gott, vom Himmel sieh darein Und laß dich's doch erbarmen! Wie wenig sind der Heilgen dein, Verlassen sind wir Armen; Dein Wort man nicht läßt haben wahr, Der Glaub ist auch verloschen gar Bei allen Menschenkindern. 2. Rezitativ Sie lehren eitel falsche List, Was wider Gott und seine Wahrheit ist; Und was der eigen Witz erdenket, - O Jammer! der die Kirche schmerzlich kränket - Das muß anstatt der Bibel stehn. Der eine wählet dies, der andre das, Die törichte Vernunft ist ihr Kompaß; Sie gleichen denen Totengräbern Die, ob sie zwar von außen schön, Nur Stank und Moder in sich fassen Und lauter Unflat sehen lassen. 3. Arie Tilg, o Gott, die Lehren, So dein Wort verkehren! Wehre doch der Ketzerei Und allen Rottengeistern; Denn sie sprechen ohne Scheu: Trotz dem, der uns will meistern! 4. Rezitativ Die Armen sind verstört, Ihr seufzend Ach, ihr ängstlich Klagen Bei soviel Kreuz und Not, Wodurch die Feinde fromme Seelen plagen, Dringt in das Gnadenohr des Allerhöchsten ein. Darum spricht Gott: Ich muß ihr Helfer sein! Ich hab ihr Flehn erhört, Der Hilfe Morgenrot, Der reinen Wahrheit heller Sonnenschein Soll sie mit neuer Kraft, Die Trost und Leben schafft, Erquicken und erfreun. Ich will mich ihrer Not erbarmen, Mein heilsam Wort soll sein die Kraft der Armen. 5. Arie Durchs Feuer wird das Silber rein, Durchs Kreuz das Wort bewährt erfunden. Drum soll ein Christ zu allen Stunden Im Kreuz und Not geduldig sein. 6. Choral Das wollst du, Gott, bewahren rein Für diesem arg'n Geschlechte; Und laß uns dir befohlen sein, Daß sichs in uns nicht flechte. Der gottlos Hauf sich umher findt, Wo solche lose Leute sind In deinem Volk erhaben.

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Fontes consultadas

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