Acesso direto ao mercado
Acesso Direto ao Mercado (DMA) é o termo usado no mercado financeiro (especialmente no mercado de capitais) para descrever o modelo de composição da infraestrutura das plataformas de negociação eletrônica, permitindo aos clientes interagir com o livro de ofertas da bolsa de valores e negociar qualquer ativo financeiro do mercado.
Se quando alguém fala de Bolsa de Valores você lembra daquele das pessoas gritando para conseguir fechar um negócio (o chamado pregão viva-voz), entretanto hoje 100% dos negócios fechados na bolsa de valores brasileira é feito por meio de plataformas eletrônicas. Em estudo feito pela Febraban em 2006, a partir de 1999 as negociações eletrônicas já fechavam mais negócios do que os pregões físicos. E foi justamente no ano de 1999 que a Bolsa lançou o projeto do Home Broker (nome em alusão as ferramentas de Home Banking , que faziam sucesso na época) — até então as negociações eletrônicas eram feitas quase que exclusivamente por sistemas proprietários de grandes empresas e corretoras (por meio de suas mesas de operações), e o objetivo agora era permitir que qualquer investidor pessoa física (que estavam aumentando sua participação no mercado) pudesse negociar com mais facilidade na bolsa. Além dos tradicionais Home Broker, começaram a surgir novas plataformas de negociação com funcionalidades e arquitetura diferentes. Com características diferentes, elas foram classificadas como ferramentas de acesso direto ao mercado (DMA = Direct Market Access) e ganharam uma classificação específica de acordo com algumas características.
Segunda definição da B3, DMA é o modelo de negociação em bolsa segundo o qual o corretor, por meio de solução tecnológica específica, oferece a um ou mais de seus clientes a possibilidade de: De uma forma geral e simplificada, os modelos de DMA funcionam contendo cinco elementos fundamentais: (i) o ambiente de negociação da bolsa de valores; (ii) link dedicado entre o ambiente da bolsa e a infraestrutura da corretora e/ou do fornecedor; (iii) o processamento da ordem (OMS); (iv) a Internet (óbvio, mas fundamentalmente importante); e (v) o “terminal” do cliente. (i) o ambiente de negociação da bolsa de valores (B3): antigamente os operadores quando queria ofertar algum ativo, repassava para um funcionário da B3 que apregoava o resultado num painel (ou para uns mais antigos, numa lousa de pedra gigante, a conhecida “idade da pedra”). Hoje, o painel passou a ser o book de ofertas, e a bolsa possui o sistema PUMA Trading System (baseado no sistema da CME — Bolsa de Chicago) que realiza internamente o apregoamento das ofertas. Então todas as ofertas advindas de ferramentas DMA e da mesa de operações da corretora irá ter que passar necessariamente pelo PUMA.
Nos Estados Unidos, o HFT (High Frequency Trading) – nome que define a execução de vários trades super velozes por dia -, corresponde a aproximadamente 65% de todo o volume negociado em bolsa, tomando ainda mais importância desde sua introdução, sendo apontada como causa do Flash Crash de 2010. A automatização de ordens, porém, não é novidade por lá e já foi considerada culpada pelo maior queda diária do Dow Jones, o Black Monday de 19 de outubro de 1987. No Brasil, o HFT ainda está engatinhando, mas vem cada vez mais ganhando força ganhando força e relevância. Operando através de um computador, a ideia desse tipo de negociação é buscar várias operações de curtíssimo prazo em um mesmo pregão, com retornos baixíssimos – cerca de dois ou três centavos por trade. Para tal, utiliza-se um algo trading que será replicado sobre os ativos. Este padrão de negócio pode ser baseado nas mais diversas estratégias, como análise fundamentalista, técnica ou até mesmo quantitativa, embora as últimas duas sejam as favoritas da maioria dos operadores que usam tal tipo de sistema.
O acesso direto ao mercado de câmbio (FX DMA) refere-se a instalações eletrônicas que correspondem a ordens de câmbio de investidores individuais e empresas compradoras com preços de formador de mercado bancário. As infraestruturas de FX DMA, fornecidas por agências de agências independentes, consistem em interfaces de negociação front-end, API ou FIX, que disseminam dados de preço e quantidade disponível de vários contribuidores bancários e permitem que os comerciantes do lado da compra, instituições no mercado interbancário e pessoas físicas forex de varejo em um ambiente de baixa latência. Outros critérios de definição de FX DMA:
Existem várias motivações para o motivo pelo qual um investidor pode optar por usar o DMA, em vez de formas alternativas de colocação de pedidos (como pregão viva-voz ou repasse de ordem a mesa de operações): O modelo de DMA também apresenta importantes vantagens e oportunidades para as corretoras e intermediários, dentre as quais:


