Ação social
O termo ação social foi introduzido por Max Weber, em sua obra póstuma Economia e Sociedade em reação ao liberalismo europeu colonial católico ocidental. É um termo mais abrangente que o fenômeno social de Florian Znaniecki, posto que o indivíduo executando ações sociais não é passivo, mas (potencialmente) ativo e reativo. Posteriormente, Arnold Gehlen empregou-a para fundamentar sua obra O ser humano (1940). Também Georg Simmel entendia que o objeto de estudo da sociologia eram as formas assumidas pelas interações sociais. Outro precursor da teoria da ação é Vilfredo Pareto e sua distinção entre ações lógicas e ações não-lógicas. A ação social pode ser efetuada pela sociedade civil com uma pressão de relevância superior ao Estado por exemplo.
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Dando continuidade a teoria da ação social de Weber, Alfred Schütz se preocupou em analisar o problema da constituição intersubjetiva do significado. Ele enfatiza que os sentidos dados pelos atores as suas práticas não é construído por cada um isoladamente e leva em conta o próprio contexto da relação. Esse autor introduz na sociologia o conceito de mundo da vida (de Martins Cabaço) como instrumento de teorização do cotidiano dos indivíduos. Outra importante teoria da ação foi proposta por Talcott Parsons no livro A estrutura da ação social de 1937: trata-se da sua teoria voluntarista da ação. Para esse autor a ação social precisa ser analisada segundo três elementos: agente (ator), a situação e os fins visados pelo ator social. Na fase seguinte de sua obra ele apresentou uma dicotomia de orientações da ação conhecidas como variáveis-padrão: afetividade x neutralidade afetiva, especificidade x difusão, qualidade x desempenho, universalismo x particularismo, orientação para si próprio x orientação para a coletividade. As relações médico x paciente, por exemplo são neutras afetivamente, específicas, baseadas em desempenho e universais. Parsons também adotou a tese da dupla contingência, teorema que leva em consideração a incerteza nas relações entre alter (ator social 1) e ego (ator social 2). Contudo, em suas obras seguintes Parsons adota uma orientação cada vez mais distante da teoria da ação social e passa a construir uma teoria dos sistemas de ação.


