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Ação Católica Brasileira

A Ação Católica Brasileira (ACB) foi um movimento controlado pela hierarquia da Igreja Católica e fundado pelo cardeal Sebastião Leme da Silveira Cintra em 1935, com o objetivo de formar leigos para colaborar com a missão da Igreja: "salvar as almas pela cristianização dos indivíduos, da família e da sociedade".

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Primórdios

Imagem: Secretaria Especial do Esporte · BY-NC-SA · Openverse

O núcleo inicial da ACB era o Centro Dom Vital (CDV), fundado em 1922, que reunia parte da intelectualidade católica conservadora e defendia um nacionalismo de direita. Durante a década de 1920, o CDV era dirigido or Jackson de Figueiredo. Na década de 1930, o CDV apoiou os integralistas, o movimento fascista brasileiro. Jackson de Figueiredo foi sucedido por Alceu Amoroso Lima, que, no início era um conservador, mas depois seria um intelectual católico de esquerda. Outro importante integrante da ACB foi Dom Hélder Câmara, que, em 1947, foi nomeado como assistente daquela entidade. Dom Hélder que quando jovem foi um admirador do fascismo, logo renegaria essa ideologia, e, cada vez mais sensibilizado pela problemática social, se tornou um verdadeiro símbolo do clero progressista. Outra vertente inicial foi a Juventude Feminina Católica, reconhecida em 1932. A Ação Católica tem os significados de apostolado católico geral e apostolado social. Pio XI vai procurar concretizá-la oficialmente, em 1935, de modo especial na Itália e no Brasil, como uma organização distinta de todas as outras organizações católicas, contando com outras auxiliares, e comportando uma estrutura própria e metodologia correspondente, a qual visava à colaboração ou participação do leigo no apostolado da hierarquia da Igreja.

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Influência do Padre Cardjin

Imagem: Secretaria Especial do Esporte · BY-NC-SA · Openverse

Em 1943, começou a se delinear dentro da ACB uma nova maneira de encarar a organização do laicato. Essa nova orientação baseava-se nos princípios já difundidos na Europa do padre Cardjin, para quem era impossível promover uma reforma espiritual profunda dos indivíduos sem uma reforma concomitante do meio em que viviam e trabalhavam. A Ação Católica Brasileira era então dirigida por Alceu Amoroso Lima, com a participação de outros intelectuais católicos, muitos dos quais ligados ao integralismo e à Ação Integralista Brasileira, que fora extinta em 1937 - assim como todos os partidos políticos -, após a instauração do Estado Novo. Opondo-se à nova orientação da ACB, o grupo liderado por Plínio Correia de Oliveira desligou-se em 1943 da organização. No pós-guerra, com a derrota do fascismo, a liberação da Europa e a crescente influência de pensadores católicos humanistas - como Emmanuel Mounier, Teilhard de Chardin e Jacques Maritain - além das visitas ao Brasil, na década de 1950, do Padre Louis Joseph Lebret (1897-1966), dominicano francês ligado ao movimento Economia e Humanismo, o pensamento social católico brasileiro sofreu grandes transformações.

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