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Acadêmicos do Grande Rio

Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio é uma escola de samba brasileira do município de Duque de Caxias, que participa do carnaval da cidade do Rio de Janeiro. A quadra da escola está localizada na Rua Almirante Barroso, número 5, no centro de Duque de Caxias. A escola foi fundada em 22 de setembro de 1988, no bairro Jardim 25 de Agosto, a partir da fusão de duas outras agremiações caxienses: GRES Grande Rio e Acadêmicos de Duque de Caxias. Tem como cores verde, vermelho e branco, herdadas da antiga Grande Rio. Seu símbolo é a coroa de Duque de Caxias; e sua escola-madrinha, o Salgueiro. A escola estreou na terceira divisão do carnaval de 1989, ocupando a vaga da antiga Grande Rio. Teve uma ascensão meteórica, chegando ao grupo de elite do carnaval dois anos após sua fundação.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 17/07/2026
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Fundação

Nos anos 50, a cidade de Duque de Caxias teve uma participação efetiva no carnaval carioca, com a escola de samba Cartolinhas de Caxias, que desfilou até 1971. Com o intuito de fundar uma agremiação que representasse dignamente o município, as escolas caxienses União do Centenário, Capricho do Centenário, Unidos da Vila São Luís e a própria Cartolinhas, se fundiram, dando origem ao Grêmio Recreativo Escola de Samba Grande Rio, fundado em 10 de maio de 1971. A Grande Rio tinha as cores verde, vermelho e branco, inspirado nas cores do Fluminense Football Club, time do seu mentor, Milton Abreu do Nascimento (Milton Perácio). Nos anos em que esteve em atividade, a antiga Grande Rio não conseguiu passar da segunda divisão. Anos depois, em 1988, um grupo de sambistas caxienses decidiu criar uma nova agremiação para o município. A Acadêmicos de Duque de Caxias foi fundada em 22 de março de 1988. Como forma de evitar que a nova escola precisasse começar na quinta divisão, membros das diretorias da Acadêmicos de Duque de Caxias e da Grande Rio decidiram fundir as escolas, gerando uma nova agremiação, que ocuparia a vaga da Grande Rio na terceira divisão. Finalmente, em 22 de setembro de 1988 foi fundado o Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Grande Rio. Para filiar-se à AESCRJ, à época, era preciso que a agremiação fosse oriunda de um bloco carnavalesco. Por isso, a nova escola utilizou a estrutura jurídica do bloco de enredo Unidos do Lambe Copo, situado na Prainha, em Duque de Caxias.

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Nome, cores, símbolo e escola-madrinha

O nome "Acadêmicos do Grande Rio" é a junção dos nomes "Acadêmicos de Duque de Caxias" com "Grande Rio", as duas escolas que se fundiram originando a agremiação. As cores verde, vermelho e branco foram herdadas da antiga Grande Rio. A escola tem como símbolo uma coroa, no estilo das coroas usadas por duques no Império do Brasil, em referência ao Duque de Caxias, militar que dá nome à cidade-sede da agremiação. A escola madrinha da Grande Rio é o Salgueiro.

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Bandeira e brasão

A bandeira da Grande Rio tem forma retangular, com dezesseis raios de cores intercaladas (quatro verdes, quatro vermelhos e oito brancos), partindo do centro em direção às extremidades do pavilhão, em formação similar à siemens star. O centro da bandeira possui uma circunferência branca, onde dentro encontra-se o brasão da escola. O brasão da Grande Rio possui diversos elementos. Consiste em um escudo encimado pela coroa, símbolo da escola. Acima da coroa, a inscrição "G.R.E.S." (Grêmio Recreativo Escola de Samba). O escudo é dividido ao meio, sendo metade com fundo vermelho, onde estão os desenhos de um tambor e duas baquetas; e a outra metade verde, com o desenho de tubulações em referência à Reduc (Refinaria de Duque de Caxias). Abaixo do escudo, há o desenho de uma fita com a inscrição "Acadêmicos do Grande Rio".

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História

Primeiros anos

A Grande Rio teve uma ascensão meteórica, chegando ao grupo de elite do carnaval dois anos após sua fundação. A escola conseguiu se manter no Grupo Especial a partir de 1993, enfileirando sambas elogiados como "No Mundo da Lua" (1993), "Os Santos que a África não Viu" (1994), "Na Era dos Felipes o Brasil Era Espanhol" (1995) e "Madeira-Mamoré, a Volta dos que não Foram, Lá no Guaporé" (1997). O primeiro desfile da Grande Rio foi no carnaval de 1989. A escola estreou na terceira divisão da folia carioca, ocupando a vaga da extinta Grande Rio. Sexta das onze agremiações que se apresentaram pelo Grupo 3, a nova Grande Rio desfilou com o enredo "O Mito Sagrado de Ifé", desenvolvido pelos carnavalescos Edson Mendes e Ricardo Ayres. A escola teve ainda Dominguinhos do Estácio como intérprete oficial; Serginho e Ivone como mestre-sala e porta-bandeira; e Nail como mestre de bateria. Especialistas elogiaram o desfile, apontando a escola entre as favoritas para as duas primeiras colocações do grupo. A Grande Rio foi vice-campeã, perdendo o título por quatro pontos de diferença para a Viradouro, mas garantindo sua promoção à segunda divisão do carnaval.

Década de 2000

A década de 2000 marcou uma evolução na história da Grande Rio, que passou a disputar as primeiras posições do Grupo Especial, conquistando os vice-campeonatos de 2006 e de 2007, e protagonizando um dos momentos mais marcantes do carnaval contemporâneo: o voo do dublê americano Eric Scott no Sambódromo no carnaval de 2001. Em comemoração ao aniversário de quinhentos anos da descoberta do Brasil pelos portugueses, a LIESA decidiu que os enredos das escolas no carnaval de 2000 abordariam períodos específicos do país. A própria Liga forneceu 21 opções temáticas para as agremiações. Cada escola recebeu uma quantia extra de quinhentos mil reais da Prefeitura do Rio de Janeiro para confeccionar os desfiles. A Grande Rio foi a segunda escola a se apresentar na primeira noite (domingo) do Grupo Especial. O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Max Lopes abordou o espírito festivo dos brasileiros desde antes da chegada dos portugueses. Especialistas elogiaram a Bateria de Mestre Odilon, mas apontaram diversos problemas que prejudicariam a escola na disputa direta pelo título. Antes do início do desfile, o Juizado de Menores tentou impedir a entrada do carro abre-alas porque crianças desfilariam a uma altura de três metros. A escola alterou a alegoria às pressas para conseguir a liberação, mas o imbróglio atrasou o início do desfile. Ainda na armação da escola, o iluminador Wellington sofreu traumatismo craniano ao ser atingido por uma estrutura de ferro que despencou de um dos carros alegóricos. A escola também teve problemas com fantasias. Passistas desfilaram descalços. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Ronaldinho e Verônica, tiveram os costeiros de suas fantasias retirados pois estavam despencando e atrapalhando a dança dos dois. A Rainha de Bateria, Susana Werner, também teve problema com o costeiro de sua fantasia. No final da apresentação, componentes precisaram correr para não ultrapassar o tempo máximo de desfile. Com o desfile, a Grande Rio se classificou em nono lugar. Bateria foi o único quesito em que a escola conseguiu a pontuação máxima dos jurados. O quesito mais despontuado foi mestre-sala e porta-bandeira, com a perda de três pontos.

Década de 2010

A Grande Rio começou a década de 2010 conquistando mais um vice-campeonato, mas foi perdendo competitividade nos anos seguintes. Em 2011, a escola não foi julgada após um incêndio destruir seu barracão. Em 2016, ficou fora do Desfile das Campeãs após mais de dez anos na festa. Em 2018 foi salva do rebaixamento graças a uma "virada de mesa". Quarta escola a se apresentar na segunda noite (segunda-feira) do Grupo Especial do carnaval de 2010, a Grande Rio realizou um desfile em homenagem aos 25 anos do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, relembrando desfiles e personalidades marcantes do carnaval contemporâneo. A escola recebeu patrocínio da Cervejaria Brahma, gestora do "Camarote N.º 1" da Sapucaí. O carnavalesco Joãosinho Trinta desfilou numa alegoria com reproduções de lixo em referência ao antológico desfile "Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia", que ele fez na Beija-Flor em 1989. Cahê Rodrigues também recriou a "alegoria da geleira" que pegou fogo no desfile da Viradouro em 1992 e o "carro do DNA" da Unidos da Tijuca de 2004. Especialistas elogiaram o desfile, apontando que a escola ficaria nas primeiras colocações. A bateria da escola, que passou a ser comandada por Mestre Ciça, foi a mais premiada do ano. Sidclei e Squel receberam os prêmios Gato de Prata e Tamborim de Ouro. Com o desfile, a Grande Rio conquistou o terceiro vice-campeonato em cinco anos, perdendo o título por cinco décimos de diferença para a campeã, Unidos da Tijuca, que desfilou com o histórico "É Segredo!". A Grande Rio conseguiu a pontuação máxima nos quesitos Comissão de Frente, Conjunto, Enredo, Fantasias, e Mestre-sala e Porta-bandeira, perdendo décimos nos demais quesitos.

Década de 2020

Após dois anos cortando a verba pela metade, o prefeito Marcelo Crivella decidiu cortar toda a subvenção das escolas que desfilam no Sambódromo. A atriz Juliana Paes pediu dispensa do posto de rainha de bateria para gravar uma nova novela. Paolla Oliveira foi escolhida como a nova rainha de bateria da escola, retomando o posto que ocupou entre 2009 e 2010. A Grande Rio dispensou Renato e Márcia Lage, e contratou Leonardo Bora e Gabriel Haddad, vice-campeões da Série A de 2019 com os Acadêmicos do Cubango. Junto com o pesquisador Vinícius Natal, a dupla de carnavalescos desenvolveu um enredo sobre o pai de santo baiano Joãozinho da Gomeia, morto em 1971. Joãozinho tinha um terreiro em Duque de Caxias, cidade-sede da Grande Rio. A Grande Rio foi a quinta escola a se apresentar na primeira noite (domingo) do Grupo Especial do carnaval de 2020. A escola realizou um desfile elogiado pela imprensa, mas teve problemas de evolução. O caro abre-alas demorou para ser acoplado e a quarta alegoria se movimentou com dificuldade.

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Premiações

A Grande Rio é vencedora de diversas premiações, como o Estandarte de Ouro (O Globo), considerado o "óscar do carnaval carioca"; Tamborim de Ouro (O Dia); Troféu Tupi (Super Rádio Tupi); S@mba-Net; Estrela do Carnaval; Prêmio SRzd; Gato de Prata; entre outras. Em 2022, a escola foi declarada patrimônio cultural de natureza imaterial do Estado do Rio de Janeiro..mw-parser-output .hatnote{font-style:italic}.mw-parser-output div.hatnote{padding-left:1.6em;margin-bottom:0.5em}.mw-parser-output .hatnote i{font-style:normal}.mw-parser-output .hatnote+span.mw-empty-elt+.hatnote,.mw-parser-output .hatnote+link+.hatnote{margin-top:-0.5em}

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Segmentos

Bateria

A bateria da Grande Rio possui cinco prêmios Estandarte de Ouro, conquistados nos anos de 1996, 1999, 2005, 2019 e 2022, além de diversas outras premiações.

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Escola mirim

No dia 10 de agosto de 2002 foi fundado o Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba Mirim Pimpolhos da Grande Rio, a escola de samba mirim da Grande Rio. Em 2004, a escola passou a ser também uma organização não governamental, com o objetivo de desenvolver trabalhos voltados para a comunidade caxiense. Além do carnaval, a Pimpolhos também investe em eventos esportivos. A escola mirim herdou as cores (verde, vermelho e branco) e o símbolo (coroa) da escola-mãe. O primeiro desfile da Pimpolhos foi no carnaval de 2003, sendo que o desfile das escolas mirins não é competitivo. A escola revelou talentos que, mais tarde, passaram a integrar a escola-mãe, como a porta-bandeira Taciana Couto e o mestre de bateria Fafá.

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Futebol society

A agremiação também atua como um time de futebol society, que disputa a Liga FUT7 da Zona Norte, torneio da capital do estado.

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Fontes consultadas

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