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Academia das Ciências de Lisboa

A Academia das Ciências de Lisboa (ACL) é uma instituição científica portuguesa de grande relevância, atuando como órgão consultivo do Governo Português em questões linguísticas.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 22/08/2026
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História da Academia

A Academia das Ciências de Lisboa tem suas raízes na Academia Real da História Portuguesa, fundada em 1720, também em Lisboa.

Fundação e Iluminismo

Fundada em 24 de dezembro de 1779, durante o reinado de D. Maria I e D. Pedro III, a Academia nasceu em pleno Iluminismo como Academia Real das Ciências de Lisboa. Com o apoio da rainha, seus fundadores foram o 2.º Duque de Lafões, primeiro presidente e grande mentor, e o Abade Correia da Serra, primeiro secretário. Ambos eram opositores ferrenhos do regime do Marquês de Pombal. A criação da Academia insere-se numa corrente antipombalina, contrária à ênfase nas humanidades promovida pelo Marquês. Inicialmente, foi estabelecida com duas classes: Ciências e Belas Letras.

A República e a ACL

Com a instauração da República em Portugal, a instituição passou a ser designada Academia das Ciências de Lisboa. Na época, coexistia com a Academia das Ciências de Portugal, cujos estatutos haviam sido recentemente aprovados.

Instalações Históricas

Desde outubro de 1834, a Academia ocupa o antigo Convento de Nossa Senhora de Jesus da Ordem Terceira de São Francisco, localizado na Rua da Academia das Ciências, n.º 19, no Bairro Alto, em Lisboa. Ao longo de sua trajetória, a Academia já teve seis sedes oficiais. A primeira foi o Palácio das Necessidades. Em 26 e 27 de outubro de 1834, após a extinção das ordens religiosas e a saída da comunidade franciscana do convento, dois decretos doaram o edifício à Academia para seu estabelecimento perpétuo. A doação incluía a livraria, o Museu de História Natural e de Artefactos, e a galeria de pinturas.

Reconhecimento e Condecorações

Em 28 de maio de 1930, a Academia das Ciências de Lisboa foi honrada com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, um importante reconhecimento de seus méritos.

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Estatutos da Academia

Os Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa foram aprovados inicialmente pelo Decreto-Lei n.º 5/78, de 12 de janeiro. Posteriormente, foram alterados por diversos decretos-leis, incluindo os de 31 de dezembro de 1987, 24 de setembro de 1996, 2 de março de 2002, 3 de junho de 2005 e 10 de agosto de 2015, com republicações subsequentes.

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Estrutura Acadêmica

A Academia das Ciências de Lisboa é composta por duas classes: a Classe de Ciências e a Classe de Letras. Inclui também o Instituto de Altos Estudos e o Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa.

Classes e Secções

Na sua fundação, a Academia possuía três classes: Ciências Naturais, Ciências Exactas e Belas-Letras. Em 1851, as duas primeiras uniram-se na Classe de Ciências, e a terceira deu origem à Classe de Letras. As classes se organizam em secções específicas. Cada classe é liderada por um presidente e um vice-presidente, um secretário e um vice-secretário. Os cargos de presidente e vice-presidente da Academia, bem como os de secretário-geral e vice-secretário-geral, são ocupados, por inerência, pelos presidentes e secretários das classes a que pertencem. Os vice-presidentes e vice-secretários das classes são eleitos anualmente por escrutínio secreto.

Institutos Dedicados

O Instituto de Altos Estudos, aberto a peritos e cientistas externos à Academia, dedica-se à promoção de estudos avançados em Ciências e Humanidades. Já o Instituto de Lexicologia e Lexicografia da Língua Portuguesa visa estimular a preservação e expansão da língua portuguesa, também acolhendo a participação de especialistas não pertencentes à Academia. Uma de suas realizações notáveis é o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea.

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Presidência da Academia

A Presidência da Academia é exercida por um presidente e um vice-presidente, eleitos pelo plenário para um mandato de três anos, devendo pertencer a classes distintas. No biênio 2025-2026, a Academia é liderada por José Francisco Rodrigues (presidente da Academia e da Classe de Ciências) e José Luís Cardoso (vice-presidente da Academia e presidente da Classe de Letras). Entre os antigos presidentes, destacam-se nomes como Adriano Moreira e Eduardo Arantes e Oliveira.

Presidentes ao Longo do Tempo

A lista de presidentes da Academia, desde a sua fundação até à atualidade, está disponível na página oficial da Academia das Ciências de Lisboa.

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Outros Cargos Acadêmicos

Os demais cargos dentro da estrutura da Academia das Ciências de Lisboa são atribuídos conforme as normas estabelecidas.

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Corpo Acadêmico

Cada secção da Academia conta com sete sócios efetivos e catorze sócios correspondentes. Além destes, a Academia acolhe sócios correspondentes brasileiros, sócios correspondentes estrangeiros, sócios honorários e sócios eméritos.

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Descobertas do Terramoto de 1755

Em 2004, durante obras de manutenção no claustro, foram descobertas sepulturas com ossadas amontoadas. Investigações lideradas por Miguel Telles Antunes, diretor do Museu Maynense da ACL, revelaram que, misturadas com ossadas de frades do convento, estavam ossadas de vítimas do Terramoto de 1755. Estes achados foram objeto de estudo por diversos investigadores e tema de dois colóquios inter-acadêmicos realizados no Salão Nobre da ACL.

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Fontes consultadas

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