Academia Paranaense de Letras
A Academia Paranaense de Letras (APL) é uma instituição literária do Paraná que representa as 24 academias de letras e instituições literárias do Estado frente à Academia Brasileira de Letras.
Academia de Letras do Paraná
A primeira instituição paranaense seguindo os moldes das academias de letras foi a Academia de Letras do Paraná (ALP), fundada em 1922 após uma cisão de membros do Centro de Letras do Paraná (CLP). Uma discussão entre dois membros do CLP, Raul Gomes e Raul Azevedo, devido principalmente a discordâncias sobre como deveriam ser as atividades culturais da instituição, acabou fazendo com que outros membros tomassem partido de um ou de outro. Após a eleição de uma nova diretoria do CLP em 1922, o grupo "derrotado" se desligou da instituição e fundou a ALP. A ALP definiu uma estrutura de 30 cadeiras, cada uma com um patrono (primeiro nome na lista abaixo) e um acadêmico (segundo nome):
Academia Paranaense de Letras
Em 1936, foi fundada no Rio de Janeiro a Federação das Academias Brasileiras de Letras, com o propósito de reunir todas as academias estaduais. A Federação solicitou ao então presidente do Centro de Letras do Paraná, Ulysses Falcão Vieira, que fosse criada uma academia representante do Estado do Paraná. Os intelectuais reunidos para este propósito, optaram por não dar continuidade à antiga ALP, fundando, então, em 26 de setembro de 1936, a Academia Paranaense de Letras. Na reunião de 26 de setembro foram definidas algumas características da nova instituição, como o total de 40 cadeiras e a aclamação de alguns membros a extinta ALP para fazer parte da nova Academia: Dom Alberto José Gonçalves, João Cândido, Sebastião Paraná, Dario Vellozo, Santa Ritta, Dídio Iratim, Leónidas Loyola, Pamphilo d’Assumpção, Silveira Neto, Tasso da Silveira, Andrade Muricy, Leôncio Correia, Lacerda Pinto, Azevedo Macedo e Romário Martins. Os demais membros foram escolhidos por uma comissão formada por três membros da antiga ALP e três membros do CLP.
A APL segue o modelo da Academia Brasileira de Letras, com 40 cadeiras ocupadas por intelectuais do Estado. A estrutura de cada cadeira é composta por patrono, fundador e demais ocupantes. Para concorrer a uma vaga, o candidato deve ter nascido no Paraná ou morar no Estado há mais de dez anos. Além disso, deve enviar um ofício ao presidente da entidade oficializando sua intenção e enviar seu currículo e exemplares de sua produção literária ou acadêmica. Os candidatos aprovados nessa fase, passam por uma votação entre os demais membros da APL. Até 1990, era proibido às mulheres se candidatarem a uma cadeira da APL. A primeira mulher a ser eleita foi a escritora Pompília Lopes do Santos, que assumiu em 12 de setembro de 1991 a cadeira 37, que ficara vaga após a morte de seu marido, o poeta Dario Nogueira dos Santos. Antes de ser eleita para a APL, Pompília fora fundadora da Academia Feminina de Letras do Paraná, em 1970, e presidente da instituição por dez anos.
Quando de sua fundação, em 1936, a APL funcionava em algumas salas da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil. Quando a Ordem mudou de sede, a APL foi "acolhida" pelo Círculo de Estudos Bandeirantes e, posteriormente, pelo Instituto Histórico e Geográfico do Paraná, onde ocupava todo o segundo andar. Em 2019, a APL passou a ter sua primeira sede própria e aberta ao público, localizada no Palácio Belvedere, no bairro São Francisco, em Curitiba. O prédio, construído em 1915 e tombado pelo Patrimônio Histórico do Paraná, esteve fechado por vários anos até que um incêndio o atingiu em 2017. Dois anos depois, já restaurado, passou a abrigar a sede da APL e um café-escola do SENAC.
Em negrito o nome do atual ocupante de cada cadeira. (*) Nomes designados como fundadores a título de homenagem, pois faleceram antes da inauguração da Academia. Nestes casos, o acadêmico que realmente "inaugurou" a cadeira é o que está relacionado como primeiro sucessor.


