Grifo-de-rüppell
O grifo-de-Rüppell, abutre-de-Rüppell, grifo-pedrês ou abutre-grifo-de-Rüppell é um grande abutre que se encontra em grande parte da África central, incluindo a Etiópia, o Sudão, a Tanzânia e Guiné. Visita ocasionalmente Portugal. O seu nome foi atribuído em honra do explorador e zoólogo alemão do século XIX Eduard Rüppell.
Os adultos têm cerca de um metro de comprimento, uma envergadura de asas de cerca de 2,6 m, e pesam entre 7 e 9 kg. Os dois sexos são semelhantes: cabeça e pescoço quase nus, bico amarelado, olhos amarelo pálido, com um tufo de penas brancas em redor da base do pescoço, corpo preto ou castanho-cinza mosqueado. Normalmente silencioso, torna-se barulhento quando nos ninhos ou em redor de uma carcaça.
Os grifos-de-rüppell são altamente sociáveis, reunindo-se em grandes bandos para repousar, nidificar ou se alimentarem, por vezes com mais de 1000 casais. Podem deslocar-se a velocidades até 35 km/h, afastando-se até 150 km dos seus ninhos em busca de alimento. Podem alcançar grandes altitudes, não sendo invulgar subirem a 6.000 m (20.000 pés), tendo sido registado um caso excepcional, nos céus da Costa do Marfim, de uma colisão de um grifo-de-rüppell com um avião a uma altitude de 11.300 m (37.000 pés), o que constitui o recorde máximo de altitude registado para qualquer ave. Esta ave possui uma subunidade alfaD de hemoglobina com uma superior afinidade para o oxigénio, que torna possível absorver oxigénio mesmo em condições de baixa pressão parcial na troposfera superior. O seu habitat é savana aberta e árida, áreas semi-desérticas e zonas limites do deserto, e também montanha (Camarões). Poisam normalmente em rochedos inacessíveis, ou na ausência destes, em árvores, normalmente Acacia. Quando as correntes térmicas começam a se fazer sentir, cerca de duas horas após o nascer do sol, os grifos-de-rüppell abandonam os seus poisos e iniciam o seu patrulhamento sobre as planícies, utilizando a sua extraordinária capacidade visual para encontrar carcaças de grandes animais ou localizar carnívoros que tenham apanhado uma presa. Podem esperar vários dias até que o carnívoro abandone a carcaça. Em casos raros poderão atacar uma presa viva. Quando ganha acesso à carcaça é normalmente o abutre dominante, a não ser em presença do abutre-real que é maior e mais forte.


