Abstinência sexual
A abstinência sexual é a prática voluntária ou involuntária de abster-se de alguns ou todos os aspectos da atividade sexual. Supostas razões comuns para a abstenção deliberada ou forçada da expressão física do desejo sexual incluem doutrinas, preceitos ou opiniões religiosas e filosóficas, e razões matrimoniais e de saúde, como prevenir a concepção ou contaminação por IST - infecções sexualmente transmissíveis, certas vezes ocasionada por germofobia.
A abstinência sexual antes do casamento faz parte da doutrina religiosa do Catolicismo, do Islamismo, do Judaísmo, e das igrejas protestantes (incluindo as igrejas evangélicas), justificada pela busca de construir uma família tradicional fundamentada no amor-doação e indissolubilidade do matrimônio, tornando-se um ato espontâneo do fiel ou uma imposição vigiada pelos seus familiares, neste caso com possíveis consequências graves para a saúde mental e física da pessoa, dependendo de cada caso. A abstinência sexual é questionada pela psicologia, no sentido de alertar os pacientes sobre os seus riscos. Uma análise puramente racional revela que a abstinência sexual permanente traz poucas vantagens e benefícios, em face da necessidade de empenho mental dos seus adeptos, no sentido de se manterem invictos ou castos. Apesar disto um universo de milhares de freiras e frades insistem há séculos em se manter castos, em instituições milenares como os monges de São Bento (beneditinos), os franciscanos, carmelitas e os dominicanos (Tomás de Aquino, dominicano, uma dos mais notáveis filósofos da humanidade não só defendeu as vantagens da castidade entre os religiosos como a praticou) e de várias outras instituições centenárias como os jesuítas, ou mais recentes como as Missionárias da Caridade fundadas por Madre Teresa de Calcutá, isto sem contar os orientais dentre eles tibetanos por exemplo.


