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UHF (banda)

UHF é uma banda portuguesa de rock formada na Costa de Caparica, em Almada, em 1978. São os principais responsáveis pelo surgimento do boom do rock em Portugal, em 1980, e os fundadores do movimento de renovação musical denominado "rock portuguêsa int". São uma das bandas portuguesas mais prestigiadas e a mais antiga em atividade. A formação inicial foi composta por António Manuel Ribeiro, Renato Gomes (guitarra), Carlos Peres (baixo) e Américo Manuel (bateria). Atualmente são formados por António Manuel Ribeiro, António Côrte-Real (guitarra), Ivan Cristiano (bateria), Nuno Correia (baixo) e Miguel Urbano.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 09/07/2026
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História

A 29 de janeiro de 2015 António M. Ribeiro editou em livro as 35 histórias que escreveu para a Antena 1, aquando das comemorações dos 35 anos da banda. É um documento histórico que reconhece os UHF como fundadores do movimento 'rock português' e a sua influência na criação da indústria rock. É também um testemunho para os jovens conhecerem parte da memória do país através de algumas canções dos UHF. O autor refere que é preciso unir as pontas da história e chamar as coisas pelo nome sem pruridos ou abrangências contranatura: O aparecimento do rock português é como está aqui factualmente apresentado: com datas, locais, acontecimentos, lançamentos discográficos. Está tudo no livro exposto de forma matemática (...) As histórias foram mal contadas e passaram a ser verdade." A 27 de fevereiro de 2015 saiu com a revista Blitz o disco Uma História Secreta dos UHF. Tem quatro maquetas do início da carreira, três temas registados ao vivo, o inédito "Um MMS Teu" e recupera as versões "Amores de Estudante", de Aureliano da Fonseca e Paulo Pombo de Carvalho, e "Os Vampiros" de José Afonso, ambas editadas no formato digital em 2013 e 2014, respetivamente.

Formação e primeiros anos (1977–1979)

Em 1976, enquanto o emergente estilo musical punk rock cativava Inglaterra e os Estados Unidos, Portugal procurava ajustar-se à liberdade recém conquistada com a revolução de Abril. O rock era visto pelos jovens como um movimento de contracultura, uma fuga aos princípios ditatoriais do regime salazarista. O rock era sinónimo de liberdade, uma linguagem musical sem ligação ao passado. Os UHF foram dos primeiros a saciar uma imensa sede de rock nessa nova realidade social e política do pós 25 de abril. António Manuel Ribeiro (voz e guitarra), Carlos Peres (baixo), Alfredo Antunes (bateria) e um guitarrista brasileiro formaram em 1976, em Almada, uma banda de covers chamada Purple Legion que atuava no circuito de bailes, que era o panorama musical da época, pois o rock que se fazia pelo mundo era pouco divulgado tanto pela imprensa como pela rádio. No final de 1977, Alfredo abandonou o grupo e o baterista Américo Manuel juntou-se a Carlos Peres e a António M. Ribeiro para iniciarem as composições de autor. Com a entrada do guitarrista Renato Gomes alteraram o nome da banda para À Flor da Pele e depois para UHF. De certa forma os Purple Legion funcionaram como embrião dos UHF, pois foi aí que o futuro se começou a desenhar. O vocalista explica como encontrou o nome para a banda:.mw-parser-output .flexquote{display:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.flex{display:flex;flex-direction:row}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quote{width:100%}.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separator{border-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em}.mw-parser-output .flexquote>.cite{text-align:right}@media all and (max-width:600px){.mw-parser-output .flexquote>.flex{flex-direction:column}}@media screen{html.skin-theme-clientpref-night .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}@media screen and (prefers-color-scheme:dark){html.skin-theme-clientpref-os .mw-parser-output .flexquote{background-color:transparent}}

Sucesso e o boom do rock português (1980–1982)

No início de 1980, Xutos & Pontapés, GNR, Heróis do Mar, IODO, Street Kids, António Variações, entre outros, foram lançados nos concertos dos UHF. Com o desaparecimento dos Aqui d’el-Rock, Minas & Armadilhas e dos Faíscas (depois Corpo Diplomático), foram os UHF que passaram a dirigir o motor do rock nacional. Cognominados de 'Locomotiva de Almada', impulsionaram o nascimento de novas bandas..mw-parser-output .side-box{margin:4px 0;box-sizing:border-box;border:1px solid #aaa;font-size:88%;line-height:1.25em;background-color:var(--background-color-interactive-subtle,#f8f9fa);color:inherit;display:flow-root}.mw-parser-output .infobox .side-box{font-size:100%}.mw-parser-output .side-box-abovebelow,.mw-parser-output .side-box-text{padding:0.25em 0.9em}.mw-parser-output .side-box-image{padding:2px 0 2px 0.9em;text-align:center}.mw-parser-output .side-box-imageright{padding:2px 0.9em 2px 0;text-align:center}@media(min-width:500px){.mw-parser-output .side-box-flex{display:flex;align-items:center}.mw-parser-output .side-box-text{flex:1;min-width:0}}@media(min-width:640px){.mw-parser-output .side-box{width:238px}.mw-parser-output .side-box-right{clear:right;float:right;margin-left:1em}.mw-parser-output .side-box-left{margin-right:1em}}.mw-parser-output .listen .side-box-text{line-height:1.1em}.mw-parser-output .listen-plain{border:none;background:transparent}.mw-parser-output .listen-embedded{width:100%;margin:0;border-width:1px 0 0 0;background:transparent}.mw-parser-output .listen-header{padding:2px}.mw-parser-output .listen-embedded .listen-header{padding:2px 0}.mw-parser-output .listen-file-header{padding:4px 0}.mw-parser-output .listen .description{padding-top:2px}.mw-parser-output .listen .mw-tmh-player{max-width:100%}@media(max-width:719px){.mw-parser-output .listen{clear:both}}@media(min-width:720px){.mw-parser-output .listen:not(.listen-noimage){width:320px}.mw-parser-output .listen-left{overflow:visible;float:left}.mw-parser-output .listen-center{float:none;margin-left:auto;margin-right:auto}}

Desconforto na editora e o primeiríssimo álbum ao vivo (1982–1985)

No início de 1982, os UHF tinham um sistema empresarial envolvente que englobava escritório, relações públicas, logística e gestão de sistemas de luz e som, que permitia à banda uma autonomia ímpar no panorama do espetáculo em Portugal. Quem fazia a primeira parte dos concertos do grupo tinha pela primeira vez direito a um som profissional, como lembrou o vocalista: "Por exemplo, no encarte do álbum 78/82 dos Xutos & Pontapés estão lá agradecimentos aos UHF", referindo-se aos aspetos técnicos que na altura só a banda tinha no país e que emprestava. Descontentes com a pouca atenção que a Valentim de Carvalho dava ao mediatismo da banda, decidiram quebrar o contrato de cinco anos e mudaram-se para a Rádio Triunfo, numa transferência que cobriu as manchetes dos jornais na época, a primeira em Portugal a envolver uma grande editora. A precipitada decisão, que apesar de submetida a votação não fora tomada por unanimidade, causou desconforto na banda. Em outubro lançaram Persona Non Grata (1982), o terceiro álbum de estúdio e o mais ferozmente rock, escrito ao longo desse verão quente e agitado. O tema "Um Mau rapaz" reflete, a partir do título, o clima psicológico que envolvia o grupo, não só pela troca da editora mas também pela fotografia da capa do disco em que António M. Ribeiro aparece isolado alimentando a especulação de uma foto promocional para uma futura carreira a solo; Suspeita que nunca se confirmou. Partiram em digressão passando por França e Alemanha, no ano em que totalizaram 86 concertos. No final de 1982, a maioria das bandas resultantes do boom perderam-se pelo caminho, fosse por ingenuidade, falta de solidez nos projetos, escolha voluntária ou desencanto. Apesar das claras dificuldades musicais e sociais da época, António Manuel Ribeiro, compositor e mentor da banda, conseguiu dar continuidade ao projeto sólido dos UHF.

Novo ciclo e retorno ao sucesso (1986–1996)

Os meandros do rock português começaram a melhorar em 1986, mas os UHF vivam uma crise profunda que originou uma digressão com alguma instabilidade. O guitarrista Renato Gomes foi o último elemento da formação inicial a deixar o grupo, "saturado das tantas voltas a dar neste país tão pequeno." Em 1987 os UHF estavam sem editora e António M. Ribeiro aventurou-se a solo, de forma discreta, aproveitando assim para renovar a banda e iniciar um novo ciclo. A Fernando Delaere (baixo) juntaram-se o baterista Rui Beat Velez e o guitarrista Rui Rodrigues que substituíram, respetivamente, Manuel Hippo e Renato Gomes. Na última quinzena desse ano regressaram à Alemanha para alguns concertos junto da comunidade portuguesa.

Independência e consolidação da formação (1997–2009)

Atento às más experiências vividas no passado, e saturado das obrigações contratuais, António M. Ribeiro criou a editora AM.RA Discos, no final de 1997, de forma a ter controlo sobre a sua obra, tornando os UHF editorialmente independentes. Antevendo o encolhimento da indústria discográfica nacional, arrastado pelo que acontecia no resto do mundo, a banda decidiu negociar apenas a distribuição com outras editoras. Com essa decisão, acrescida da intrépida atitude independente desde o início da carreira, os UHF foram perdendo alguma exposição mediática. O líder da banda aponta o dedo a uma imprensa "que não gosta de falar de nós e para quem as pessoas que têm sucesso e vivem de cabeça erguida são um alvo a abater. É uma imprensa que faz apostas que saem furadas e que depois tem falta de honestidade para assumir o erro", desabafa, e recordou o fragoso percurso da emancipação da banda:

Reforço no rock de intervenção (2010–2014)

Em 2010 os UHF regressaram aos originais com o lançamento do 14º álbum de estúdio Porquê? É o trabalho mais politizado com proeminência da canção de combate social, como sumarizou o autor: "Trata-se de um disco em que, entre o amor e a canção política, o rock intervém", reforçando a linha ideológica da intervenção há muito reconhecida nos UHF. Destaque para "Cai o Carmo e a Trindade" e "Porquê (Português)", canções que responsabilizam a justiça e a medíocre classe política pelo critico estado da nação. Assertivo, o vocalista comentou: O porquê fica mesmo como a grande pergunta. Depois de todas as discussões possíveis - económicas, financeiras, sociais, partidárias e não partidárias - há sempre uma pergunta que fica: Porquê? (...) O melhor da nação são os portugueses: os portugueses não são números, não são pedras, não são estradas. São pessoas!

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Características musicais

Estilo e instrumentação

A música dos UHF é categorizada como rock direto e espontâneo de características urbanas, produzindo também uma sonoridade acústica e hard rock. No início da carreira corporizavam a vivência do 'estar à margem', o grito de revolta dos jovens, dos operários e as desigualdades socais, para depois se focarem na intervenção social e na denúncia da classe política e justiça, bem como na defesa dos cidadãos. Os UHF refletem a nação portuguesa, a nossa sociedade, ora vogando pelo romantismo ora tomando posição em causas comuns. "A verdade é que nós somos mais do que uma banda de rock. Nunca fizemos canções para mastigar e deitar fora." – Os UHF distanciam-se das canções comerciais.

Letras e temas

O conteúdo lírico da banda é muitas vezes trabalhado com textos autobiográficos e de intervenção social. As canções "Notícias de El Salvador", "Comédia Humana" e "Sarajevo" foram motivadas por acontecimentos atuais do tempo. O primeiro fala da devastadora guerra civil em El Salvador, enquanto o segundo faz uma abordagem ao primeiro conflito no Golfo, relatando a barbaridade entre os homens na guerra. "Sarajevo" dá continuidade ao capitalismo bélico, dessa vez, na luta pela independência das repúblicas que formavam a Federação Jugoslava. É apresentado ao vivo como uma canção contra todas as guerras. Outros temas sociais são abordados, como a violência policial ("Caçada"), as drogas duras ("Jorge Morreu") ou o retrato do sucesso artístico no ardil fascínio da droga ("Rumo ao Céu"). A interrogação e o existencialismo encontraram nas letras de "Ébrios (pela vida)" e "Suave Dança do Vento" a serenidade de Jim Morrison, tornando-se mais filosófico no tema "Estou de Passagem". As dificuldades superadas no início da carreira conhecem no tema "Hey! Hey! Bora Lá" a palavra estímulo, perante qualquer contrariedade.

Influências

A sonoridade inicial dos UHF assentou no punk com alguma influência dos Ramones. O vocalista fala dos primeiros gostos musicais: "A minha primeira ligação à música britânica foi através dos Rolling Stones. Com o rádio de pilhas debaixo da almofada ia ouvindo aquelas vozes mágicas e descobrindo música." No que se fazia no seu país referiu: "Seguia a carreira do Filipe Mendes, do Quarteto 1111 e do Pop Five Music Incorporated. Os Chinchilas eram uma banda fantástica". A influência do Quarteto 1111, no início dos anos 70, e o percurso poético de José Afonso, foram determinantes para a atribuição do português na escrita das canções, reforçado com a necessidade do vocalista em comunicar com o público. O seu crescimento musical foi também acompanhado pelo folk rock dos Fairport Convention, Bob Dylan e Neil Young, permitindo-lhe contar histórias do folk em união com a violenta explosão do punk. O líder dos UHF revela admiração pela poesia punk de Patti Smith e pela simplicidade musical de Lou Reed, uma das influências, como salientou: "É uma referência da minha geração, é um mito como o John Lennon, que me ajudou a ser músico". Por outro lado, a paixão confessa pelos Doors, associada à vida desenfreada no início da carreira, eram atributos que davam a António M. Ribeiro o direito de ser conhecido como Jim Morrison português. Foi na adolescência que os Doors bateram à porta de Ribeiro com "Light My Fire". Descobriu depois "Hello, I Love You" e caiu definitivamente vidrado pelo som psicadélico do grupo com "Touch Me". Os UHF rapidamente criaram uma sonoridade própria e os Doors ficaram como uma referência entre muitas que os músicos sempre têm. No entanto, o talento de José Afonso continua presente no repertório da banda, como afirmou Ribeiro: "Quando anuncio em palco uma canção do José Afonso afirmo que um homem não morre, parte, e a obra que nos deixou prolonga a sua existência entre nós. É isso que queremos levar aos mais novos, canções de outro tempo que não têm data certa. Pertencem-nos." Sucintamente os UHF referem as suas principais influências:

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Reconhecimento

Falar dos UHF implica recuar ao final da década de setenta para assistir ao nascimento do movimento de renovação musical 'rock português', por vezes com um tom de intervenção social e político. Desde então, a banda alcançou marcas consideráveis, vários prémios e condecorações. "Os UHF complementavam o ramalhete de forma perfeita. O Rui Veloso era o singer-songwriter puro, os GNR a banda mais arty e os UHF o grupo de rua, de garagem, com uma energia muito forte." – Comentário de Francisco Vasconcelos, A&R da Valentim de Carvalho. Nos primeiros 28 anos percorreram 700 mil quilómetros, venderam mais de 1,5 milhão de discos e receberam onze discos de prata, sete de ouro e três de platina. Em junho de 2017 totalizaram 1 700 concertos. O primeiro sucesso ocorreu com "Cavalos de Corrida" (1980), considerada a canção génese do rock português, e foi o primeiro single a conquistar um galardão por uma banda nacional nesse estilo musical; "Passámos do oito aos 800 sem parar no 80", recorda António M. Ribeiro. À Flor da Pele (1981) foi aclamado pela crítica como um pilar do rock português e assinalou o início da idade dourada desse movimento. O álbum é considerado a 'Bíblia do rock português' e uma referência para novas bandas. Receberam o "Prémio da Imprensa" na categoria "Melhor agrupamento rock", pela proeza alcançada com a venda de mais de 100 mil discos e a realização de 134 concertos num só ano, registo que foi imbatível em Portugal em 1981. A revista Blitz considerou À Flor da Pele como um dos "40 melhores álbuns dos anos 80 em Portugal". Na digressão do álbum Estou de Passagem (1982) atuaram no Cine Jardim no Funchal, tornando-se o primeiro grupo de rock a visitar a ilha da Madeira. São também pioneiros na edição de Ao Vivo em Almada–No Jogo da Noite (1985), o primeiro disco português do universo rock gravado ao vivo, e são a primeira banda portuguesa de rock a celebrar 40 anos de carreira no activo.

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Filantropia

Até ao ano de 2015 os UHF totalizaram 240 participações em diversas ações sociais e concertos de beneficência. Com o álbum Este Filme - Amélia Recruta (1990) propuseram oferecer os direitos de venda à Associação dos Deficientes das Forças Armadas mas que gentilmente foi declinado; "Heranças que o Império tece" comentou o vocalista, não surpreendido com a recusa. Em 1995 o single "Por ti e Por Nós Dois", em parceria com a Associação Abraço, foi associado à campanha da luta contra a SIDA. Em 2004 lançaram o disco Podia Ser Natal, com edição limitada a 500 exemplares, e entregaram à Assistência Médica Internacional um euro por cada disco vendido – sendo os 500 euros entregues na totalidade em antecipação ao resultado das vendas – felicitando as nobres causas dessa instituição. Em julho de 2009 a compilação de rock norte americana da Quickstar Productions convidou os UHF a participarem na edição Rock4Life International - Vol.11 (2009) com o tema "Alguém (que há de chegar)", tornando-se a primeira banda portuguesa a colaborar nessa compilação internacional que se concentra no apoio a causas filantrópicas. Meses depois foram novamente convidados a participarem na nova compilação com o tema "Matas-me Com o Teu Olhar". Em 2017 os UHF fizeram a primeira parte do concerto dos Deep Purple, em Lisboa, e doaram 10% do seu cachet aos Bombeiros Voluntários de Pedrógão Grande, associando-se à causa a favor das vítimas dos incêndios daquela localidade. A 12 de outubro de 2019, participaram num concerto solidário para recolha de donativos a favor dos bombeiros mistos de Amora e Seixal.

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Fontes consultadas

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