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Abrunhosa-a-Velha

Abrunhosa-a-Velha é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Abrunhosa-a-Velha do Município de Mangualde, freguesia com 17,38 km² de área e 440 habitantes, tendo, por isso, uma densidade populacional de 25,3 hab./km².

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 29/07/2026
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Etimologia

De prunum, surgiu o adjetivo pruneu, que, com o sufixo arius (aria) e prótese do «a», deu abrunheira/abrunheiro, sustenta A. Ferraz de Carvalho. Abrunheira ou Abrunheiro, como Abrunhosa e Brunheira ou Brunheiro, são nomes que, à partida e em regra, identificam terra abundante em abrunhos. Na toponímia portuguesa, a forma feminina é muito mais frequente - o Dicionário Postal identifica 27 localidades com o nome Abrunheira ou Brunheira e apenas duas Brunheiro. Abrunheira batiza também uma pequena serra, ramificação da de Sintra, e, designadamente, lugares das freguesias de Aguda (Figueiró dos Vinhos), Assafarge (Coimbra), Malveira (Mafra), Morreira (Braga), Ramalhal (Torres Vedras), Santa Catarina (Caldas da Rainha), São Martinho da Cortiça (Arganil), São Pedro de Penaferrim (Sintra) e Urra (Portalegre). Abrunheira Grande e Abrunheiro Pequeno são localidades da freguesia de Fundada (Vila de Rei). Abrunheiras identifica um lugar da freguesia de Fregim (Amarante) e Brunheira lugares das freguesias de Cabeça Gorda (Beja), Oliveira do Bairro, Odemira e São Barnabé (Almodôvar). Brunheirinha batiza uma povoação de Cabeça Gorda (Beja) e Brunheirinho um lugar de Bemposta (Abrantes). Brunhoso dá nome a uma freguesia do município de Mogadouro, enquanto o seu feminino, Brunhosa, se refere a um lugar de Arazede (Montemor-o-Velho). Abrunhosa, em São Miguel de Vila Boa (Sátão), Abrunhosa-a-Velha (freguesia de Mangualde) e Abrunhosa do Mato (em Cunha Baixa, Mangualde) são outros dos topónimos também com origem e significação idênticas às de Abrunheira.

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História

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

Abrunhosa-a-Velha era, em 1747, um lugar do Concelho de Tavares, Arciprestado de Pena-Verde, Bispado e Comarca da cidade de Viseu, situado na Província da Beira. Constava toda a freguesia de cento e setenta fogos, e se compunha deste lugar, e do de Vila-Mendo. Estava fundado o lugar em um vale, e para a parte do Nascente se descobriam estas povoações: Gouveia, Melo e Folgosinho, que estão junto da serra da Estrela, da qual se avistava também grande parte. A igreja paroquial era da invocação de Santa Cecília, anexa a Santa Maria das Chãs. Estava fundada no meio do lugar. Tinha cinco altares, dois dos quais eram capelas particulares, uma dedicada a São João Baptista, que instituiu João de Amaral com obrigação de missa quotidiana; a outra era do Espírito Santo, instituída por uma D. Maria de Moimenta da Serra, e esta tinha obrigação de dezassete missas. Os altares da igreja eram três; no maior se venerava a imagem da Santa Padroeira, e os dois colaterais era um de Nossa Senhora do Rosário, outro de São Sebastião. Era curato, que apresentava o abade de Santa Maria das Chãs. Não tinha renda alguma certa, mais que o pé-de-altar.

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Fontes consultadas

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