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Aborto farmacológico

Aborto farmacológico, aborto medicinal, aborto medicamentoso ou aborto químico é uma técnica de aborto induzido que consiste na administração de fármacos com o objetivo de provocar a interrupção da gravidez sem recorrer a práticas cirúrgicas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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Usos Médicos

Segundo a publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2006 Frequently asked clinical questions about medical abortion, quando se aconselha uma mulher sobre que tipo de aborto deve fazer, há poucas diferenças em termos de segurança e eficácia entre o aborto farmacológico e o aborto cirúrgico: Há pouca, se houver mesmo alguma, diferença entre o aborto farmacológico e o cirúrgico em termos de segurança e eficácia. Portanto, ambos os métodos são semelhantes do ponto de vista médico e existem apenas algumas situações onde uma recomendação médica por um em detrimento do outro poderá ser dada. Pode haver uma preferência pelo aborto farmacológico se: Pode haver uma preferência pelo aborto cirúrgico se:

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Efeitos secundários

De acordo com a Women on Web, um serviço de telemedicina que apoia mulheres à procura de abortos por todo o mundo: Um aborto medico realizado nas primeiras 9 semanas de gravidez possui um risco muito baixo de ocorrência de complicações. Este risco é o mesmo associado a um aborto espontâneo. Estes problemas podem ser facilmente tratados por um medico. Em cada 100 mulheres que fazem um aborto farmacológico, 2 ou 3 têm de recorrer a um médico, centro de primeiros-socorros ou hospital. Segundo uma tabela incluída no Handbook of Obstetric and Gynecologic Emergencies, 4th edition de 2010, as possíveis complicações de um aborto médico e de um aborto cirúrgico são as seguintes: Apesar do aborto médico estar associado com um maior sangramento que o aborto cirúrgico, a totalidade do sangramento para os dois métodos é mínima e não é clinicamente diferente. Num ensaio clínico prospetivo de larga escala realizado em 1992 com 160.000 mulheres que realizaram um aborto farmacológico com diferentes doses de gemeprost ou sulprostona, apenas 0,1% tiveram uma hemorragia que necessitou uma transfusão de sangue. É geralmente aconselhada a procura de serviços de saúde se a hemorragia for tão intensa que encha completamente mais de 2 absorventes por hora, por duas horas consecutivas.

Contraindicações

Segundo a publicação da OMS Frequently asked clinical questions about medical abortion: As contraindicações ao aborto farmacológico são poucas e incluem: É requerida prudência em algumas circunstâncias, incluindo:

Gestão de hemorragia prolongada

Segundo a publicação da OMS Frequently asked clinical questions about medical abortion, normalmente, a hemorragia vaginal diminui gradualmente durante as duas semanas após um aborto farmacológico, mas algumas mulheres referem ter manchas até 45 dias depois. Se a mulher estiver bem de saúde, nem o sangramento prolongado nem a presença de tecido no útero (detectado através de um ultrassom obstétrico) são indicadores de intervenção cirúrgica (ou seja, aspiração a vácuo ou dilatação e curetagem). Os produtos da concepção restantes no útero, serão expulsos em subsequentes sangramentos vaginais. Ainda assim, uma intervenção cirúrgica pode ser realizada a pedido da mulher, se a hemorragia for forte ou prolongada, ou cause anemia, ou se houver evidência de endometriose.

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Métodos

A Organização Mundial da Saúde (OMS), recomenda um regime para aborto farmacológico seguindo a medicina baseada em evidências, que consiste numa combinação de mifepristona e misoprostol; para situações em que a mifepristona não esteja disponível, recomenda um regime com misoprostol apenas. Um regime com uma combinação de metotrexato-misoprostol pode também ser usado no entanto, porque o metotrexato pode ser teratogénico para o feto em caso de aborto incompleto, a OMS não recomenda os regimes que combinam metotrexato-misoprostol para aborto farmacológico. Os regimes que combinam mifepristona-misoprostol são mais rápidos e são mais eficazes em gestações mais avançadas que os regimes que combinam metotrexato-misoprostol. Os regimes que combinam mifepristona-misoprostol e metotrexato-misoprostol são mais eficazes que o misoprostol apenas. Os regimes de aborto farmacológico que usam mifepristona com o análogo da prostaglandina são os métodos mais comumente utilizados para induzir abortos durante o segundo trimestre no Canadá, na maior parte da Europa, na China e Índia, em contraste com os Estados Unidos onde 96% dos abortos realizados durante o segundo trimestre são realizados cirurgicamente através de dilatação e evacuação.

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Custo

Em 2009 nos Estados Unidos, o preço médio cobrado por um aborto farmacológico até às 9 semanas de gestação era $490, 4% mais elevado que os $470 cobrados em média para um aborto cirúrgico até às 10 semanas de gestação. Nos Estados Unidos, em 2008, 57% das mulheres que fizeram um aborto, pagaram-no elas próprias. Em Abril de 2013, o governo australiano começou um processo de avaliação para decidir se devia listar a mifepristona (RU486) e o misoprostol no Pharmaceutical Benefits Scheme (PBS) do país. Se este listamento fosse aprovado pela Ministra da Saúde, Tanya Plibersek e pelo governo federal, os fármacos tornariam-se mais acessíveis devido a uma redução dramática no preço de mercado – o preço seria reduzido de entre AU$300 e AU$800, para AU$12 (taxa subsidiada por titular de cartão de concessão) ou AU$35. A 30 Junho de 2013, a Ministra da Saúde, Hon Tanya Plibersek MP, anunciou que o Governo Australiano tinha aprovado o listamento da mifepristona e do misoprostol no PBS para abortos medicinais em início de gestação, o que foi ao encontro da recomendação da Pharmaceutical Benefits Advisory Committee (PBAC). O listamento na PBS aconteceu a 1 de Agosto de 2013.

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Prevalência

Um inquérito realizado a prestadores de serviço de aborto pelo Guttmacher Institute estimou que o aborto farmacológico em início de gestação representa 23% de todos os abortos não-hospitalares e 36% dos abortos realizados antes das 9 semanas de gestação nos Estados Unidos em 2001; o aborto farmacológico representa 32% dos abortos no primeiro trimestre nas clínicas da Planned Parenthood nos Estados Unidos.

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Fontes consultadas

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