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Londrina Esporte Clube

O Londrina Esporte Clube é um clube de futebol localizado na cidade de Londrina, no norte do estado brasileiro do Paraná, fundado em 5 de abril de 1956. É um dos principais clubes do estado, o quarto clube em atividade com mais conquistas estaduais e o primeiro do interior.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/08/2026
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História

Muita gente deixou seu nome marcado na história do clube. Cada um em sua época. Foram dirigentes como o grande e eterno presidente Carlos Antonio Franchello, jogadores como Gauchinho, Garcia e tantos outros. Mas um nome em especial, esteve presente no grande momento do Tubarão. No final da década de 1970 e início da década de 1980. Jacy Scaff ingressou no futebol, após a união do Londrina com o Paraná Esporte Clube em 1969, atendendo o convite de David dos Santos Filho. De 1970 a 1972 foi diretor de futebol. Voltou a função em 74. No ano seguinte foi vice-presidente de Fernando Agudo Romão, assumindo a presidência no final do ano. Foi presidente no biênio 76/77 e a ele foi dado o maior mérito de ter colocado o Londrina no Campeonato Nacional. Implantou uma nova mentalidade no clube com a contratação de grandes jogadores, com a ampliação da sede campestre e a expansão social. Seu sonho sempre foi transformar o Londrina no maior clube do Paraná. Foi diretor de futebol em 1980/81 e voltou a presidência na gestão de 1982/83. Jacy morreu em 1986, deixando uma grande lacuna no meio esportivo paranaense.

Inicio

José Luciano de Andrade, antes de mudar-se para Londrina, vivia em Rolândia, onde fundou juntamente com seu irmão Luiz, um dos primeiros clubes profissionais do norte do Paraná, o Nacional de Rolândia. Quando soube que o time de Rolândia enfrentaria o Vasco da Gama, ele não vacilou. Tinha que ver este jogo de qualquer maneira. O Nacional venceu por 3x2. Quando retornava a Londrina, ao lado do médico Wallid Kauss, surgiu a discussão: "Se Rolândia pode ter uma equipe capaz de enfrentar o Vasco em condições de igualdade, por que não poderia acontecer o mesmo em Londrina?". A ideia era fascinante e merecia ser melhor debatida. Para isso, nada melhor que ao redor de uma mesa. Foram a um restaurante. Tão logo ficou sabendo do assunto, o proprietário do estabelecimento, Pietro Calloni, italiano fanático por futebol, juntou-se ao médico alemão e aos advogados mulatos (Doan Alvarez Gomes e José Luciano Andrade). Alguns dias depois, a quinta cadeira foi ocupada pelo gerente da agência do Banco do Brasil, Paulo Schmidt, que sugeriu o nome Londrina Futebol Clube, logo adotado.

Caminho para o progresso

E em Londrina, a história parecia apressada. Cerca de 25 times estavam registrados na Liga Regional de Futebol (amador) quando, numa quinta-feira, um número considerado de desportistas compareceu ao salão nobre do Hotel Monções para eleger a primeira diretoria do novo clube. O prefeito Antonio Fernandes Sobrinho e o secretário da Prefeitura, Mário Cunha, também estavam presentes. Depois de algumas horas de debates, o estatuto da agremiação e a composição da primeira diretoria foram aprovados. A Ata de Fundação foi redigida por Paulo Carvalho Braga e seu texto era, antes de tudo, formal, ou não seria uma Loa Ata: "Aos cinco dias do mês de abril de mil novecentos e cinquenta e seis, às vinte horas, compareceram os a baixos assinados, os quais, de comum acordo deliberaram fundar um clube de futebol profissional e demais esportes, o qual recebeu o nome de Londrina Esporte Clube.

O primeiro jogo

O Londrina fez seu primeiro jogo com a Portuguesa Londrinense, um dos melhores times amadores da cidade, e venceu por 4x1. em 24 de junho de 1956. A multidão interrompe com aplausos quando sobre o verde do gramado, surge o azul e branco da camisa nunca usada. É o Londrina entrando em campo pela primeira vez. A massa de torcedores não iria poder, naquele primeiro jogo, festejar a vitória. Mas não saiu inteiramente frustrada, pois também não amargou a derrota. O jogo terminaria empatado em 1x1. Coube ao ponta direita Alaor, marcar o primeiro gol do Londrina. O amistoso foi contra o Corinthians de Presidente Prudente. O primeiro torneio foi um quadrangular promovido pela Folha de Londrina que contou com o Nacional de Rolândia, a Sociedade Esportiva Uraí e a Portuguesa. A equipe paulista foi a campeã, ganhando os três jogos. O Londrina ficou em segundo.

O primeiro título paranaense

Para chegar ao triangular que decidiu o título do Campeonato Paranaense de 1962, o Londrina inicialmente precisou vencer a Série Norte. A decisão desta etapa foi em Apucarana, que possuía uma excelente equipe. A primeira partida da "melhor de quatro pontos" foi em Apucarana mesmo e terminou empatado em 1x1. Depois, no dia 3 de março de 1963, o Apucarana FC veio ao VGD e surpreendeu o time orientado pelo técnico Florial Garro, 2x1. Aureo e Santana marcaram para o time de Apucarana e Gauchinho fez o gol do Londrina. No dia 10 de março, de acordo com o planejamento da Federação, foi realizado a terceira partida em campo neutro: no Belfort Duarte. Apesar do Apucarana jogar apenas pelo empate, o Londrina entrou em campo tranquilo e venceu por 3x2.

A Taça de Prata é nossa

Franchello havia perdido a eleição e o presidente era Durval Dias Ribeiro, que tomou posse no dia 6 de outubro de 1979, e tinha a seu lado outros novos dirigentes: João Nogueira de Castro, Arley Marroni, Rui Barbosa de Castro, Humberto Augusto da Silva, José Basso, José Begiato, José Granado Garcia, João Círio Biazzi, José Angelo Garcia, Huber da Guia Rosa, Ludnei Piceli, José Carlos Rocha, Rui Carneiro, Roberto Ventura, José Branco Delgado, Ivan Prado, Nasib Jabur, Moacir Mendes Leite, Walter Senhorinho, Luiz Carlos Miguita, Sebastião Simões, Carlos Roberto Scalassara, José Roberto Vezozzo, Marcio Antonio Ramondini, Osmar Mansano, José Antonio Adum Neto, Abilio Wolff Junior, José Eli Ferraz e Aldo Fossati. O técnico era o ex-jogador do Santos, Jair Bala, capixaba de Cachoeira de Itapemirim.

Campeão Paranaense de 1981

No futebol, o espaço entre o aplauso e a vaia é muito curto. E o campeão da Taça de Prata, Jair Bala caiu. O Londrina acabaria contratando outro ex-jogador do Santos, da "era Pelé": Urubatão Calvo Nunes, um temperamental, muitas vezes comparado a Floreal Garro, o treinador que levou o time ao título estadual de 1962. O preparador físico agora era Bebeto. Continuavam na comissão técnica Jair Furlan, Zeferino Pasquini, Venturini e Adair. Na diretoria, poucas alterações. Ézio Ivan Secco, cadidato da situação, foi eleito presidente e o departamento de futebol ganhou o reforço de Jacy Scaff. O duro e sofrido jejum de títulos (do Campeonato Paranaense) durou exatos 18 anos, sete meses e oito dias. E, afinal, acabou no domingo, dia 29 de novembro de 1981, quando o Londrina, no estádio do Café tomado por 43.412 pagantes (e, calcula-se, dois mil penetras), derrotou o Grêmio Maringá por 2x1, e com todos os méritos, sagrou-se campeão.

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Rivalidades

O "Clássico do Café" é o termo usado para se referir ao maior confronto do interior do Paraná realizado entre Londrina Esporte Clube (LEC) e o Grêmio Maringá. O clássico tem base na rivalidade histórica entre ambas as cidades localizadas no norte do Paraná, que são conhecidas por sua produção de café. Embora o clássico esteja "dormente" com a crise do Grêmio Maringá, o Londrina continua a considerá-lo como o maior rival. O Londrina Esporte Clube tem como um de seus principais rivais o Maringá com quem faz o clássico denominado de "Clássico do Londringá". Apesar de ser um clássico novo, com o 1º clássico tendo sido disputado somente em 2014, os times e suas torcidas já se tornaram rivais, devido à proximidade entre as cidades e o histórico de rivalidade entre elas. Dentro de campo, as equipes já decidiram o Estadual de 2014. Além dos clássicos históricos regionais, existe também rivalidade crescente com o Paraná Clube, da capital Curitiba, por conta de disputas no Século XXI em competições estaduais e nacionais, nas quais os dois clubes disputam posições acirradamente. Essa rivalidade tem raízes profundas no futebol paranaense e tem produzido momentos memoráveis ao longo dos anos protagonizando uma disputa entre capital e interior.

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Estádios

Estádio do Café

Estádio Jaci Scaff, popularmente chamado de Estádio do Café, foi construído às pressas para o Londrina entrar no grupo de elite do futebol brasileiro, pois estava confirmada a participação do LEC no Nacional de 1976. No dia 22 de Agosto de 1976 aconteceu a inauguração do Café, jogaram Flamengo e Londrina, a partida terminou empatada em 1x1. Localizado a 04 km do centro da cidade, no setor norte, próximo ao Parque Ouro Verde, ao lado do Autódromo Internacional Ayrton Senna, tem capacidade para aproximadamente 40.000 torcedores, e seu sistema de iluminação é um dos mais modernos. Possui também um amplo parque de estacionamento, entre outras benfeitorias. No ano de 2000, o Café foi palco principal do Torneio Pré-Olímpico de Futebol.

Estádio VGD

Estádio Vitorino Gonçalves Dias, conhecido como VGD. Localizado no Centro de Londrina, o VGD, estádio com capacidade para 8.000 torcedores foi o local onde o Londrina Esporte Clube realizou suas partidas no Campeonato Paranaense de 2005. Construído em 1947, o VGD passou por constantes reformas e ampliações, a maior delas no ano de 1956, quando 9000 metros foram incorporados ao antigo estádio. No dia 6 de setembro de 1990, o estádio passou a ser patrimônio do Londrina Esporte Clube.

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Mascote

O jornalista Victor Grein Neto, inspirado no filme Tubarão, de Steven Spielberg, publicou nos jornais O Estado do Paraná e Tribuna do Paraná, manchetes que chamavam o Londrina de Tubarão. A repercussão começou após um amistoso contra a Catanduvense, realizado antes do Campeonato Paranaense de 1976. Para o jornalista, o Londrina "engoliria" todos os adversários naquele ano. Já o radialista Rubens Fernando Cabral alega ser o dono da ideia. Segundo ele, o apelido surgiu depois das vitórias contra o 9 de Julho (5x1), Operário (4x1) e Grêmio Maringá (3x0) pelo Campeonato Paranaense. Cabral, na época na Rádio Clube, chegou a mandar confeccionar camisetas com um simpático tubarão. Pelos documentos mostrados por Grein e a convicção nas palavras de Cabral, o jornalista J.Mateus, em seu livro “Londrina Esporte Clube - 40 Anos - Do Caçula Gigante ao Tubarão” preferiu fazer um julgamento nos padrões de Salomão: Victor Grein Neto é, de fato, o "pai" do mascote. Já Rubens Fernando Cabral o verdadeiro "padrinho" do tubarão.

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