Abílio Barreto
Abílio Velho Barreto foi um escritor, poeta, jornalista, político e historiador brasileiro.
Filho de Francisco José Velho Barreto e de D. Josefina Vieira Barreto, ingressou na escola Nossa Senhoro do Rosário, onde traçava os primeiros versos. Transferiu-se em fins de 1895 para Belo Horizonte, então um canteiro de obras administradas pela Comissão Construtora da Nova Capital. Foi distribuidor dos dois primeiros jornais fundados ali, o "Bello Horizonte" e "A Capital". Em seguida, sucessivamente, trabalhou como caixeiro no comércio e foi aprendiz tipográfico. Em 1898 foi admitido na Imprensa Oficial, onde fez carreira como tipógrafo, revisor e redator interino do jornal "Minas Gerais", enquanto prestava os cursos preparatórios. Adotou o pseudônimo de Francisco Amado Jr ao publicar "Versos de um Autor Anônimo", em 1900. Cinco anos depois fez sua estreia na literatura com "Vernais", seguida de "Coralinas" (1909), em que apareceram os primeiros sonetilhos à moda B. Lopes, estilo que marcaria a sua produção.
Imagem: Isabel Galery · BY-NC-SA · Openverse
Abílio publicou obras sobre a história do município, sendo elas: "Belo Horizonte: Memória Histórica e Descritiva – História Antiga"; "História Média" e "Resumo Histórico de Belo Horizonte". Sua obra "Cromos" garantiu-lhe o renome com a excepcional vendagem nas edições seguintes, tornando-o um dos principais autores mineiros em sua época. Nos seus poemas, Abílio abordava assuntos com minúcia na descrição, sempre enfatizando o amor e seus conflitos, seja no relacionamento, na vida sexual ou no trato com pessoas mantidas a um certo grau de parentesco. A linguagem que trazia para os seus versos provinha de uma estética concretista, onde procurava expressar o mínimo de sentimento por meio dos parâmetros de uma escola realista, nos moldes da linguagem difundida ainda nos primórdios do Parnasianismo: a preocupação de matizar, de esboçar um quadro em seus versos para então atingir a perfeição e associá-la ao foco de uma mensagem propriamente dita. Estaria, em sua época, associado a uma escola pós-realista em meio à realidade do Modernismo.


