Abelardo de la Espriella
Abelardo Gabriel de la Espriella Otero é um proeminente advogado, empresário e político colombiano, atualmente presidente eleito da Colômbia. Ele ganhou notoriedade por sua atuação como advogado criminalista em casos de grande repercussão e por sua candidatura na eleição presidencial colombiana de 2026. Em sua campanha, posicionou-se como conservador e admirador de figuras como Donald Trump e Javier Milei, sendo classificado como de extrema-direita.
Pontos-chave
- Abelardo de la Espriella é um advogado criminalista e empresário colombiano, eleito presidente em 2026.
- Sua campanha presidencial foi marcada por posições de extrema-direita, alinhadas ao trumpismo e conservadorismo social.
- Ele possui nacionalidades colombiana, americana e italiana, e gosta de exibir sua fortuna nas redes sociais.
- De la Espriella defende políticas de segurança rígidas, redução do Estado e oposição a temas como aborto e feminismo.
- Enfrentou controvérsias por defender figuras acusadas de corrupção e por denúncias de desvio de fundos.
Imagem: RTA News Channel · BY · Openverse
Nascido em Bogotá em 1978, Abelardo de la Espriella vem de uma família abastada de origem italiana. Cresceu em Montería e teve uma infância que descreve como "muito feliz". Formou-se em Direito pela Universidade Sergio Arboleda, com especializações em Ciências Penais e Criminológicas e Direito Administrativo. Seu escritório atua na Colômbia e nos Estados Unidos, representando figuras políticas, empresários e artistas.
Vida Pessoal e Interesses
Abelardo de la Espriella possui as nacionalidades colombiana, americana (naturalizado em 2024) e italiana (reconhecida em 2023). Ele é conhecido por exibir sua fortuna nas redes sociais, com vídeos em jatos particulares e carros de luxo. Além de sua carreira jurídica, gravou dois álbuns como cantor de ópera amador, publicou cinco livros e participou de séries de televisão. É um entusiasta da caça e reside entre Miami e Florença desde o início dos anos 2010. É casado com a empresária Ana Lucía Pineda, com quem tem quatro filhos, todos nascidos nos Estados Unidos.
Imagem: La Prensa Gráfica Noticias de El Salvador · BY · Openverse
Em 2026, Abelardo de la Espriella anunciou sua pré-candidatura à presidência da Colômbia, mesmo sem nunca ter ocupado cargos públicos eletivos. A partir de agosto de 2025, ele iniciou a coleta de assinaturas através do movimento Defensores da Pátria, com o apoio do Movimento de Salvação Nacional. Apesar de parte das assinaturas ter sido invalidada, ele conseguiu o número suficiente para registrar sua candidatura. Sua campanha é caracterizada por posições de extrema-direita, alinhadas ao trumpismo, conservadorismo social e "patriotismo constitucional", defendendo políticas de segurança rígidas, redução do Estado, defesa da propriedade privada e oposição ao aborto, eutanásia, feminismo e adoção homoparental.
Imagem: delaespriellastyle · BY · Openverse
De la Espriella atuou como advogado em diversos casos de grande repercussão, defendendo políticos e empresários acusados de corrupção, além de participar do acordo de paz com grupos paramilitares em 2006. Entre seus clientes notórios, estão Alex Saab, suposto testa de ferro de Nicolás Maduro (defendido sem a licença obrigatória do Departamento do Tesouro dos EUA), David Murcia Guzmán, responsável pelo esquema de pirâmide financeira DMG Grupo Holding S.A., e o ex-presidente Álvaro Uribe Vélez. Em fevereiro de 2026, Murcia Guzmán o acusou publicamente de desviar 5 bilhões de pesos colombianos e de "comprar" congressistas por 760 milhões de pesos.
Posicionamento Político e Propostas
O combate à criminalidade é central em sua campanha, com a promessa de construir "dez megaprisões" subterrâneas, onde os detentos seriam alimentados "com pão e água". Ele pretende encerrar as negociações de paz com grupos armados iniciadas por Gustavo Petro e adota uma linha repressiva contra movimentos de contestação, defendendo a autorização para forças de segurança atirarem para matar em caso de ataque. Também propôs a liberalização da venda de armas de fogo aos cidadãos. A denúncia da corrupção é um tema recorrente. Em política externa, saudou a intervenção militar dos EUA na Venezuela em janeiro de 2026, afirmou que futuras relações diplomáticas com a Venezuela seriam conduzidas pelo Departamento de Estado dos EUA, e declarou que deseja restabelecer relações diplomáticas com Israel (rompidas pelo governo colombiano), abrindo uma embaixada em Jerusalém. No final de 2025, encontrou-se com o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Sa'ar, prometendo "fortalecer os laços de amizade e cooperação".


