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Abel Viana de Oliveira

Abel Viana de Oliveira, mais conhecido como Abel, foi um futebolista brasileiro que atuou como zagueiro. Embora tivesse aparência frágil, é considerado um dos maiores de sua posição no Pará, atuando sobretudo ao longo da década de 1960. Foi o primeiro dos seis jogadores campeões nos três grandes clubes do Estado, primeiramente pelo Remo (1960), depois no Paysandu e por fim na Tuna Luso (1970), sendo considerado ídolos pelas três torcidas.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Carreira

Remo

Nascido no Acre, Abel mudou-se ainda garoto para Belém. Ele e sua família eram afeiçoados ao Remo, o que não impediu que Abel tentasse primeiramente ingressar nos juvenis do rival Paysandu, em 1954; terminou desistindo na ocasião ao ver uma concorrência muito alta. Mesmo assim, foi reprovado pela família, em especial pelo irmão Samico Oliveira, já estabelecido como juiz de direito. O próprio Samico o levou ao Remo, apresentando-o ao treinador dos juvenis azulinos, Evandro Almeida, precisamente quem dali a alguns anos seria homenageado postumamente nomeando o estádio remista. A estreia de Abel no time adulto deu-se em 1959. Seu primeiro clássico Re-Pa como adulto ocorreu em 15 de novembro daquele ano, na vaga do lesionado volante Socó, grande ídolo azulino na posição. O Remo ganhou por 4–1 e Abel seguiu no time, na posição de zagueiro; no mês seguinte, participou de nova vitória amistosa, por 2–1.

Paysandu

Apesar da torcida pelo Remo, Abel tornou-se um dedicado jogador do Paysandu, onde conseguiria ser mais vitorioso. Em 2009, lembrou que, realizada a transferência, "uma semana depois estreei num Re-Pa. Era uma quarta-feira à tarde e o Paysandu venceu por 3–0, e eu fui eleito o craque do jogo". Inicialmente, porém, foi derrotado pelos antigos colegas no estadual de 1964. Compôs dupla de zaga com Oliveira e chegou a vencer como alviazul o Re-Pa do primeiro turno (2–1), fase que, porém, foi ganha pela Tuna Luso. O Remo conquistou o segundo e fez as finais com os cruzmaltinos. Em 1965, porém, Abel, em dupla defensiva principalmente com Jota Alves, participou ativamente de um dos anos mais celebrados do "Papão". Além de um título estadual fácil, com dez vitórias em doze jogos garantido em uma data festiva em 22 de novembro no qual o Paysandu conseguiu também títulos estaduais nas categorias juvenil e aspirante, outros momentos destacados ocorreram. O clube contratou um treinador que seria exitoso, o uruguaio Juan Álvarez, e o renomado goleiro Castilho, participante de quatro Copas do Mundo e vencedor de duas. E, com Abel presente, ganhou o título invicto em torneio internacional que reuniu Fast, Fortaleza e Transvaal.

Tuna Luso

Convidado em 1970 pela Tuna Luso para retomar a carreira, Abel aceitou fornecer experiência a um time formado basicamente por jovens provenientes das categorias de base cruzmaltinas. A "Águia do Souza" não era campeã desde o torneio de 1958, ainda antes de Abel iniciar a carreira adulta. Assim como Abel, o treinador tunante também era acriano, Aloísio Brasil. O veterano foi titular sobretudo no primeiro turno, vencido pela Tuna com direito a vitória de 4–1 no clássico com o Remo em pleno estádio rival e por 2–0 no clássico com o Paysandu, também na casa adversária. Abel não jogou a maior parte do segundo turno, ganho pelo Paysandu nos tribunais, mas voltou a tempo de disputar com o ex-clube as duas finalíssimas, travadas já em março de 1971 em função da paralisação judicial. Seria em uma série melhor-de-três, mas a Tuna ganhou os dois primeiros jogos, por 3–2 no estádio cruzmaltino e por 1–0 no do adversário, tornando desnecessário um terceiro. Os campeões não perderam nenhum clássico.

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Após parar

Imagem: PSD - Partido Social Democrata · BY-NC-SA · Openverse

Abel desligou-se do futebol. Enquanto jogava, era remunerado apenas pelas gratificações por vitórias, não recebendo salários; possuía o privilégio de um bom emprego paralelo no Banco do Brasil, e não raramente repassava as gratificações a colegas. Em 2009, explicou: Em 2012, por ocasião da centésima edição do Campeonato Paraense de Futebol, Abel foi um dos contemplados com uma plaqueta da Federação Paraense de Futebol, na qualificação de um dos campeões pelos três grandes. No mesmo ano, recebeu diploma "Labor et Honor", oferecido pela seccional paraense da Ordem dos Advogados do Brasil àqueles advogados com ao menos trinta anos de exercício da profissão e setenta de idade. Abel faleceu no ano seguinte, em 10 de setembro, sendo homenageado no mesmo dia com um minuto de silêncio antes de partida entre Paysandu e Ceará.

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