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Saíde ibne Alás

Saíde ibne Alás ibne Abi Uaia foi uma figura proeminente no início do Islã, servindo como governador califal de Cufa sob o califa Otomão e, posteriormente, como governador de Medina sob o califa Moáuia I. Pertencente ao influente clã omíada dos coraixitas, Saíde destacou-se não apenas por sua linhagem, mas também por sua eloquência, erudição e liberalidade, alcançando grande prestígio.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 11/10/2026

Pontos-chave

  • Saíde ibne Alás foi governador de Cufa e Medina em períodos cruciais da história islâmica.
  • Ele pertencia ao prestigioso clã omíada dos coraixitas, com fortes laços familiares.
  • Saíde participou da canonização do Alcorão e casou-se com filhas do califa Otomão.
  • Sua gestão em Cufa enfrentou desafios com a elite local devido a políticas de distribuição de terras.
  • Apesar de sua afiliação omíada, sua postura em relação a Ali contribuiu para uma imagem positiva posterior.
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Origens e Família Aristocrática

Saíde era filho de Alás ibne Saíde, um guerreiro coraixita que morreu na Batalha de Badr em 624. Sua família pertencia ao agrupamento Aias, dentro dos Banu Omaia (omíadas), um subclã dos coraixitas. Seu avô paterno, Abu Uaia ibne Alás, era uma figura de grande respeito em Meca, conhecido como 'dono da coroa' (du altaje). Sua mãe, Ume Cultume binte Anre, e sua avó materna, Ume Habibe binte Alás, também eram coraixitas. Saíde, reconhecido por sua liberalidade, eloquência e erudição, ganhou destaque no Islã, especialmente sob o califa Otomão, seu parente. Ele colaborou na canonização do Alcorão e casou-se com duas filhas de Otomão, Mariã Açugra e Ume Anre, com quem teve vários filhos. Também se casou com Ume Albanine Binte Aláqueme, irmã de Maruane ibne Aláqueme, com quem teve seu filho mais velho, Otomão Alaquebar, e outros filhos.

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Governador de Cufa: Desafios e Campanhas

Em 649/650, Saíde foi nomeado governador de Cufa, sucedendo Alualide ibne Uqueba. Durante seu governo, expandiu sua reputação militar com campanhas no Azerbaijão e na região do mar Cáspio. No entanto, enfrentou oposição da elite cufana, composta por colonos árabes, veteranos da Batalha de Cadésia e recitadores do Alcorão. A indignação surgiu da política de Otomão de distribuir terras conquistadas do Império Sassânida no Iraque aos coraixitas e a nobres de Medina, em troca de suas propriedades na Arábia. Essa política contrastava com a de Omar, que mantinha as terras do Sauade coletivamente para a comunidade muçulmana, e prejudicava os primeiros colonos de Cufa. Saíde reportou a crise a Otomão em 651, pois o influxo de novos colonos da Arábia diminuía os lucros coletivos dos estabelecidos.

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Vida Posterior e Legado

Saíde ibne Alás desempenhou um papel na defesa da casa do califa Otomão durante o cerco em 656, onde foi ferido. Embora inicialmente considerado para vingar a morte de Otomão, ele se recusou a lutar contra o sucessor Ali na Batalha do Camelo, preferindo se estabelecer em Meca. Apesar de não ter se envolvido no conflito contra Ali, o califa Moáuia I o nomeou governador de Medina em 669, cargo que ocupou até 674. Posteriormente, Saíde retirou-se para suas propriedades em Uádi Alaquique, perto de Medina, onde faleceu em 678/9. Sua boa relação com os haxemitas e sua recusa em combater Ali, mesmo sendo omíada, contribuíram para uma imagem positiva em registros históricos islâmicos posteriores.

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Fontes consultadas

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