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Cultura da Indonésia

As formas de cultura da Indonésia vêm sido moldadas pela interação de diversos grupos étnicos nativos da região e de culturas estrangeiras. A Indonésia se localiza em uma região atravessada por rotas comerciais entre o Médio Oriente, a Ásia Meridional e o Extremo Oriente, o que contribuiu para a difusão de diversas religiões na região, incluindo o Hinduísmo, Budismo, Confucionismo, Islamismo e Cristianismo, todas elas amplamente praticadas nas cidades mercantis indonésias até os dias atuais. O resultado dessa interação multicultural definiu o caráter complexo da cultura do país, assim como deu origem a inúmeros conflitos de sua história.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Língua

Bahasa Indonésia é a língua nacional do país. As crianças aprendem a língua de sua região em casa antes de entrarem na escola. Na escola, aprendem a Bahasa Indonésia.

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Literatura

Pramoedya Ananta Toer é o autor indonésio de maior celebridade fora do país, tendo sido contemplado com o Prêmio Ramon Magsaysay, além de ter concorrido ao Prêmio Nobel de Literatura diversas vezes. Outra figura central da literatura indonésia do início do século é Chairil Anwar, um poeta e membro da chamada "geração de 45", grupo de intelectuais ativo no movimento de Independência Indonésia. A forte censura do longo período de presidência de Suharto (1967 a 1998) impediu a veiculação e desenvolvimento de novas tendências literárias no país, sobretudo aquelas voltadas a questões sociais. Pramoedya Ananta Toer, por exemplo, passou boa parte de sua vida preso, e ditava seus livros para outros prisioneiros através das paredes da cela, que por sua os repassava para fontes externas e os publicavam no exterior. Nos anos 60 e 70, os escritores Günter Grass e Jean-Paul Sartre organizaram na Europa campanhas a favor da libertação de Toer; Sartre chegou a enviar uma máquina de escrever para a Indonésia como presente para Toer. De qualquer forma, a obra dele e dos maiores poetas locais tiveram de ser adquiridas no mercado negro até meados de 2000.

Poesia

A Indonésia tem um rica tradição de poesia oral chamada pantun, característica por seu caráter interativo e improvisado, e que geralmente estudada como indissociada da tradição poética malaia. A chamada poesia dos antigos poetas (Pujangga Lama) foi dividida em cinco modalidades principais: além dos mencionados pantun, enquadram-se nela os poemas narrativos tradicionais (syair, análogos às epopeias ocidentais), aforismos (gurindam), contos e fábulas (hikayat) e crônicas históricas (babad). A geração do pujangga lama é geralmente enquadrada no período prévio a 1900; poetas posteriores misturaram a prática tradição com influências estrangeiras diversas. Alguns dos poetas contemporâneos mais notáveis são Sutardji Calzoum Bachri, Rendra, Taufiq Ismail, Afrizal Malna, Binhad Nurrohmat, Joko Pinurbo e Sapardi Djoko Damono.

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Religião

Imagem: Roberto Maxwell · BY-NC-SA · Openverse

Quase 88 por cento dos indonésios se declarou muçulmano no censo de 2000, fazendo da Indonésia a nação com a maior porcentagem de muçulmanos no mundo. Outros grupos religiosos do país são cristãos (9% do país, 2/3 deles protestantes e o restante católicos), hindus (2%) e budistas (1%). Muitos indonésios acreditam em espíritos, e combinam o ritual dos antepassados e da natureza comum a outras nações asiáticas com elementos do islamismo e cristianismo. A Constituição Indonésia garante a liberdade de profissão religiosa, embora apenas seis religiões oficiais sejam reconhecidas: Islã, Protestantismo, Catolicismo, Hinduísmo, Budismo e Confucionismo. A lei local obriga os cidadãos a portarem documentos de identidades em que uma dessas seis religiões deve constar, embora é possível que os cidadãos requeiram que esse campo seja deixado em branco. Ademais, o governo indonésia não reconhece agnosticismo ou ateísmo, e tanto a profissão de descrença em uma divindade quanto blasfêmia constituem práticas ilegais.

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Culinária da Indonésia

Imagem: J.P. Esperança · BY-ND · Openverse

O arroz é a base da alimentação dos indonésios, com exceção dos “malukus” e dos residentes em Papua Ocidental (a parte indonésia da Nova Guiné), onde a base é a farinha da palmeira-sago, a batata-doce e a mandioca, estes últimos trazidos das “índias ocidentais”. As preparações de carne, peixe e vegetais são consumidos em pequenas quantidades, e sempre bastante condimentadas, ao contrário dos ocidentais que, por essa razão, sofrem com o picante da culinária indonésia.

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