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Antoine François Prévost

Antoine François Prévost, também conhecido como Prévost d'Exiles ou Abade Prévost foi um padre e escritor francês, famoso sobretudo pela Histoire du Chevalier des Grieux et de Manon Lescaut, publicada em Amsterdã em 1731 como sétimo e último volume das Mémoires et aventures d'un homme de qualité qui s'est retiré du monde.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 25/07/2026
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Biografia

Imagem: Blau-Barcelona · BY-SA · Openverse

Batizado como Antoine François Prévost, ele mesmo acrescentou o sobrenome d'Exiles, que descreve bem sua personalidade cheia de contradições. Espírito inquieto, ele parecia ter dificuldade em encontrar-se a si mesmo e descobrir sua verdadeira vocação. Entrou como noviço para a ordem dos jesuítas em 1713, mas parece que sua vocação religiosa não era muito forte, pois dois anos mais tarde ele decidiu abandonar o noviciado e seguir a carreira militar. A brutalidade da vida militar, contudo, não afinava muito bem com a sua personalidade, e além disso ele tinha aversão à disciplina. Voltou rápido para a Sociedade de Jesus, mas não ficou lá muito tempo. Em 1720 ele entrou para a ordem dos beneditinos e tornou-se abade; em 1726 ele foi ordenado padre. Seus contínuos romances causaram escândalo dentro da ordem, da qual ele foi expulso em 1728, não sem antes despir-se diante dos padres e atirar sua batina pela janela. Enfurecidos, os beneditinos obtiveram contra ele uma lettre de cachet (uma ordem real de prisão na França pré-revolucionária), o que o obrigou a fugir para a Inglaterra, onde ele conseguiu se estabelecer como preceptor da filha de um nobre.

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Avaliação de sua obra

Imagem: Rijksmuseum · CC0 · Openverse

O Abade Prévost geralmente não é visto como um dos gigantes da literatura francesa; ninguém o coloca no mesmo pedestal que um Victor Hugo ou um Honoré de Balzac. No entanto, uma única obra sua, a Manon Lescaut, se imortalizou graças às óperas de Auber, Massenet e Puccini, e rendeu vários filmes e até mesmo telenovelas. Para alguns, como o escritor francês Guy de Maupassant, ela encarna o eterno feminino. Eis como Maupassant se exprime: Eis Manon Lescaut, mais verdadeiramente mulher que todas as outras, ingenuamente descarada, pérfida, amante, perturbadora, espiritual, temível e charmosa. Nessa figura tão plena de sedução e de instintiva perfídia, o escritor parece ter encarnado tudo que há de mais gentil, de mais envolvente, e de mais infame no ser feminino. Manon é a mulher por inteiro, como ela é, sempre foi, e sempre será. No entanto, este pequeno hino em louvor à canalhice não convence todo mundo; da mesma forma, poderíamos argumentar que a Virgem Maria representa o "eterno feminino".

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Fontes consultadas

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