Pesquisa · Mapa mental

Margaret Sanger

Margaret Higgins Sanger ou Margaret Louise Higgins foi uma enfermeira, sexóloga, escritora e ativista do controle de natalidade norte-americana, cujas ações acenderam debates sobre possíveis consequências eugenistas do uso inapropriado desta prática.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 18/07/2026
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Críticas, eugenismo e elitismo

Frequentemente, Sanger foi alvo de críticas por suas visões eugenistas e elitistas, por conta disso, a filial de Nova York da organização que ela fundou (PPGNY) anunciou que sua sede, que levava o nome de Sanger, será rebatizada. A retirada do nome da fundadora é: "uma necessidade e uma medida tardia para acertar as contas com nosso legado e reconhecer as contribuições danosas da Planned Parenthood nas comunidades não-brancas”, disse a presidente da PPGNY em um comunicado. “As preocupações e a defesa de Margaret Sanger da saúde reprodutiva são claramente documentadas, mas também o é seu legado racista”.[carece de fontes?] Mesmo assim, se manteve por anos como uma figura respeitada entre os ativistas de controle de natalidade. Suas visões eugenistas mesclavam perspectivas racializadas ou etnico-raciais com sócio-econômicas e de gênero. Como diria Sandra Harding, "o movimento pelo controle da natalidade, liderado por Margaret Sanger, desempenhou um papel importante e, ao mesmo tempo, infeliz na política eugênica. Mas, na perspectiva das mulheres, significou também a possibilidade de planejar sua vida reprodutiva e, nesse sentido, de controlar de forma sistemática e efetiva as consequências de suas atividades sexuais. Este último significado dificilmente pode ser percebido se a ênfase for colocada apenas nas contribuições femininas para o 'mundo dos homens' " Sanger acreditava que uma família sem condições econômicas para criar um filho não deveria ser permitida de se reproduzir. Dizia que uma família com uma certa condição de vida salarial seria capaz de cuidar melhor de uma ou duas crianças, ao invés de sete ou oito, e que se não reproduzissem, isso geraria uma "raça melhor".

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Trabalho com a comunidade Afro-Americana no Harlem

Imagem: Los Angeles Times, restored by Adam Cuerden · BY · Openverse

Os críticos aos trabalho de Sanger, muitas vezes, acusam seu trabalho de racismo. Isso se deve por em 1929 Sanger ter aberto uma clínica de controle de natalidade no Harlem, voltada à comunidade Afro-Americana, aliado às suas ideias eugenistas. A clínica, no entanto, foi aberta após James H. Hubert, secretário do Urban League de Nova Iorque, ver a necessidade de uma clínica na região, e ter pedido a Sanger para abri-la. Hubert, na época, trabalhava tentando levar direitos básicos de saúde, moradia e emprego à comunidade afro-americana e mestiça do Harlem. A clínica foi aberta em 1930, com médicos e funcionários negros, com auxílio do fundo de investimentos Rosenwald Fund, que investe em empreendimentos de incentivo à educação e saúde para população negra norte-americana.[carece de fontes?] A clínica era gerida por um conselho formado por médicos, enfermeiras, assistentes sociais e jornalistas negros. A clínica foi divulgada em igrejas com fiéis majoritariamente negros, e recebeu a aprovação de responsáveis por jornais de ativismo negro, como de W. E. B. Du Bois. O trabalho de Sanger com comunidades carentes também foi louvado por Martin Luther King, Jr, em seu discurso de aceitação do prêmio Margaret Sanger Award, em 1966.

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