A Vida É Sonho
A Vida é Sonho é uma peça teatral do dramaturgo e poeta espanhol Pedro Calderón de la Barca. A peça estreou em 1635. No ano seguinte foi publicada na Primera parte de las comedias de don Pedro Calderón de la Barca.
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As concepções de La Vida es sueño são bastante antigas, existem referências no pensamento hindu, na mística persa, e na moral budista, assim como na filosofia judaico-cristã e grega. Segundo Platão (no famoso Mito da caverna, encontrado no Livro VII de sua República), o homem vive em um mundo de sonhos, de escuridão, em cativeiro em uma caverna da qual só poderá se libertar tendendo para o bem. Unicamente deste modo, o homem deixará a matéria e chegará até a luz. A influência da concepção platônica é evidente no trabalho, o personagem Segismundo vive no princípio dentro de um cárcere, numa caverna, na qual permanece na mais completa escuridão pelo desconhecimento de si mesmo, e somente quando é capaz de ter conhecimento de quem realmente é, alcança o triunfo da luz.
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Coincide nesta obra uma divisão enquanto estrutura interna e externa, posto que a passagem dos atos se dá ao mesmo tempo que a passagem das ações, criando uma sincronia. A primeira jornada, que possui oito cenas, se desenvolve como um contextualizador, isto é: apresentando os personagens e a localização espaço-temporal da narrativa. Na segunda jornada que tem dezenove cenas, surge o conflito, nó do problema e enredo; por conseguinte, na terceira ornada em quatorze cenas tem lugar o desenlace e a resolução.
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A peça tem um tom dramático, mas que não chega a constituir uma tragédia. Pertence ao género teatral barroco, concretamente, e ao teatro popular. Após a morte de Lope de Vega Calderón continuou com a evolução do teatro que o outro deixara em suspenso. Deste modo, em La Vida es Sueño podem ser vistas algumas características aperfeiçoadas desta forma de comédia que foi instituída por Lope de Vega.


