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Europa: a última batalha

Europa: A Última Batalha é um documentário antissemita sueco, escrito e produzido por Tobias Bratt, membro do Movimento de Resistência Nórdica, grupo neonazista europeu banido em alguns países, e lançado em 2017. Dividido em 10 partes, contém cerca de 13 horas de duração e uma parte bônus de DVD.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 16/07/2026
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Narrativa

O documentário promove várias teorias da conspiração antissemitas. Entre os diversos pontos apresentados no filme, estão a negação do Holocausto, o controle econômico mundial, a promoção de "ataques" a pessoas de cor branca e a justificativa de extermínio judeu. O filme ficou conhecido devido a compartilhamentos de cenas em plataformas de mídia sociais, normalmente com finalidade de promoção neonazista. O filme comenta que Karl Marx fazia parte de uma seita para espalhar o comunismo e dominar o mundo, utilizando trechos fora de contexto do livro Roma e Jerusalém, de Moses Hess, para promover a ideia de que o povo judeu estaria por trás dos males do mundo, e afirma que Stalin, supostamente tendo esposas judias, "provaria" que os judeus o estavam controlando e, com ele, o mundo. O longa utiliza muito do revisionismo histórico, ao afirmar que os judeus foram os responsáveis por iniciarem as grandes guerras mundiais (tanto a primeira, quanto a segunda) e ainda teriam causado a derrota da Alemanha da primeira guerra, supostamente com finalidade de estabelecer o estado de Israel, fazendo com que os nazistas agissem em legítima defesa e que Adolf Hitler estava lutando contra uma dominação mundial judaica.

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Propagação

O filme foi amplamente promovido por diversos grupos radicais, incluindo grupos de supremacia branca, teóricos da conspiração antissemitas, o jornal de noticias falsas The Light e adeptos ao QAnon no Telegram. Além desses grupos, o filme foi compartilhado em redes sociais como Instagram, BitChute, TikTok, X e chats de desinformação do Telegram. Algumas redes sociais como o YouTube e o Facebook bloquearam o upload do filme, mas possuindo links disponíveis em outros sites. Em junho de 2023, X exibia anúncios de grandes marcas como Disney, Microsoft e ESPN ao lado de tweets de usuários verificados compartilhando longos clipes do filme, acusando tais empresas de "contribuírem com o plano de dominação judeu".

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Fontes consultadas

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