A Terra dos Meninos Pelados
A Terra dos Meninos Pelados é um livro de contos infanto-juvenis de Graciliano Ramos publicado, no formato de livro, em 1939.
Conta a história um menino chamado Raimundo, que era careca e tinha um olho azul e outro preto. Por ser considerado estranho, seus vizinhos não falam com ele e o apelidam de Raimundo Pelado. Por não ter amigos, começa a falar sozinho, cria um país imaginário chamado Tatipirun, onde as pessoas têm um olho preto e outro azul, onde não existem cabelos em suas cabeças, e onde as plantas e animais falam. Quando Raimundo "chega" na cidade de Tatipirun se depara com um carro vindo em sua direção, e acha que vai ser atropelado. No entanto, o carro fala com ele, e "explica" (os carros, animais, plantas e outros falam) que em Tatipirun ninguém é machucado nem ofendido por conta de seu comportamento, por mais aparentemente esquisito que possa ser. Andando um pouco mais, Raimundo se depara com a Laranjeira. Ele diz que a laranjeira tem espinhos e ela se sente ofendida, mas, com um pedido de desculpa, tudo se resolve.
Escrito por Graciliano logo após este ser liberto da prisão da Ilha Grande, num quarto de pensão no Rio de Janeiro, onde residia com a esposa e filhas, a obra lhe rendeu um prêmio do então chamado Ministério de Educação e Cultura, ainda em 1937. No ano seguinte iria elaborar o romance Vidas Secas e apenas em 1946 é que cuidaria de iniciar Memórias do Cárcere, publicado apenas em 1953.


