A Senhora de Shalott
The Lady of Shalott é uma pintura a óleo sobre tela do pintor Pré-Rafaelita John William Waterhouse, de 1888. A obra está exposta na galeria Tate Britain, em Londres. Uma representação que ilustra o poema do inglês Alfred Tennyson (1809-1892), "The Lady of Shalott". A dimensão da tela é de 1,53 x 2m. Antes de Waterhouse criar sua “Lady of Shalott”, em 1888, outros pintores já a haviam retratado, principalmente os Pré-Rafaelistas que se inspiraram na poesia de Tennyson, assim podemos citar William Holman Hunt (1827-1910) e Dante Gabriel Rossetti (1828-1882), que ilustraram uma publicação da obra, feita por Edward Moxon, em 1857, do poema de Tennyson, "The Lady of Shalott".
A cena é uma representação visual da Lady de Shalott (Lady of Shalott), personagem que se insere ao mundo lendário do Rei Arthur. O ciclo bretão arturiano começou a se estabelecer na Idade Média, cujas fontes mais remotas pertencem ao século VI, e possui diversas personagens muito conhecidas na cultura popular contemporânea, tendo sido bastante exploradas pelo cinema e pela literatura. Entre elas, além do próprio Arthur, destacam-se Guinevere, Merlin, Morgana, Lancelot, entre outras. Entretanto, nem sempre o universo do Rei Arthur foi assim tão popular. Com o final da Idade Média, o interesse pelo ciclo arturiano decaiu, ressurgindo apenas no século XIX, no período romântico. Impregnada da visão romântica do século XIX, a Senhora de Shalott surgiria em 1833, quando o poeta inglês Alfred Tennyson (1809-1892) publicou a primeira versão do poema The Lady of Shalott, com 20 estrofes. Publicaria ainda uma segunda versão em 1842, com 19 estrofes, que se tornaria a versão definitiva. A Senhora de Shalott teria sido inspirada na personagem Elaine de Astolat, da Lenda do Rei Arthur, cuja história é contada na obra do escritor inglês Thomas Malory (1405-1471), Le Morte d’Arthur, publicada em 1485. Outra possível fonte de inspiração seria a novela italiana Donna di Scalotta, do século XIII.


