Santini’s Netzwerk
Santini's Netzwerk, um documentário musical de 2014 do diretor alemão Georg Brintrup, mergulha na vida e obra do abade romano Fortunato Santini (1777-1861). Em cinquenta anos, Santini construiu a mais completa biblioteca musical privada do mundo, um feito extraordinário que o filme explora em detalhes.
Pontos-chave
- Fortunato Santini, um abade romano, dedicou 50 anos à criação de uma vasta biblioteca musical privada.
- A coleção de Santini é considerada a mais completa do mundo em seu gênero.
- O abade utilizou uma extensa rede de contatos para adquirir partituras originais e cópias.
- O documentário narra a história da coleção, seus percalços e sua importância para a preservação da música.
- A obra de Santini garantiu a preservação de inúmeras composições musicais europeias.
O documentário apresenta a história da coleção através da narração do próprio abade Santini a um jovem capelão alemão. Este capelão, impressionado com a magnitude da coleção, convence Santini a vendê-la ao bispo de Münster, na Vestfália. A narrativa de Santini é entrelaçada com as reflexões do renomado musicólogo inglês Edward Dent, que compartilha suas descobertas sobre a coleção e os desafios enfrentados por ela, incluindo os períodos do nazifascismo, a guerra e um dilúvio que causou perdas significativas. Historiadores e musicólogos contemporâneos, como Markus Engelhardt e Peter Schmitz, também contribuem com suas análises, enriquecendo o filme com comentários musicais de obras antigas italianas e alemãs, interpretadas por músicos dos dois países.
Fortunato Santini, um sacerdote romano, dedicou sua existência à meticulosa coleta de partituras musicais, tanto originais quanto cópias. Seu foco principal eram as partituras de música mais antiga, que ele localizava em bibliotecas privadas e eclesiásticas em Roma, bem como em outras partes da Itália e no exterior. Sua habilidade em tecer uma apurada rede de contatos permitiu trocas e aquisições valiosas. Graças a esse esforço, muitas composições da música europeia foram preservadas para as gerações futuras. A coleção, composta por 20.000 títulos em 4.500 manuscritos e 1.200 impressões, solidificou-se como a biblioteca musical privada mais completa do mundo. O filme detalha como Santini, sozinho e sem grandes recursos financeiros, conseguiu reunir esse acervo impressionante, raramente saindo de Roma. Seu segredo residia em sua extensa rede de colaboradores, que se estendia por importantes cidades europeias como Bolonha, Veneza, Paris, Bruxelas, Oxford, Londres, Copenhague, Berlim, Munique, Aachen, Viena, Moscou e São Petersburgo.


