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A Princesa e a Ervilha

A princesa e a ervilha é um dos primeiros contos do dinamarquês Hans Christian Andersen, e inicialmente publicado em 1835.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Enredo

Imagem: Cláudia Monteiro · BY-NC-ND · Openverse

A história conta sobre um príncipe que deseja casar com uma princesa, no entanto tem dificuldades para encontrar uma esposa adequada. Ele encontrou muitas princesas, mas nunca tinha a certeza se elas eram princesas reais. Até que, numa noite de tempestade, uma jovem misteriosa, encharcada pela chuva, buscou abrigo no castelo do príncipe. Ela afirmou que era uma princesa, mas a mãe do príncipe, a rainha, teve muitas dúvidas. Ela decidiu testar a visitante inesperada colocando uma ervilha crua e dura na cama que lhe ofereceram para passar a noite, coberta por vinte colchões e vinte edredons de penas . Pela manhã, a mulher misteriosa contou aos seus anfitriões que teve uma noite bastante agitada, mantida acordada por algo na cama que a incomodava. A família do príncipe percebeu que elaera, afinal, uma princesa, já que somente uma verdadeira princesa poderia ser tão delicada. O príncipe e a princesa casaram-se e viveram felizes para sempre, e a história termina com a ervilha sendo colocada num museu, onde talvez ainda permaneça.

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Commentaries

Imagem: Jardim Secreto - Danny · BY-NC · Openverse

O investigador Jack Zipes afirmou que Andersen, durante toda a sua vida, "foi obrigado a agir como um sujeito dominado dentro dos círculos sociais dominantes, apesar de sua fama e reconhecimento como escritor". Ele, portanto, tinha uma opinião ambivalente sobre as classes altas, aspirando a elas mas, ao mesmo tempo, desprezando-as. De acordo com Zipes e outros autores, essa tendência encontrou expressão nas histórias de Andersen, onde personagens como a princesa passam por provações para demonstrar sua virtude. Embora um artigo de 1905, no American Journal of Education, recomendasse esta história para crianças de 8 a 10 anos, "A Princesa e a Ervilha" não foi igualmente bem recebida pelos críticos. Toksvig escreveu em 1934: "[a história] parece ao crítico não apenas indelicada, mas indefensável, na medida em que a criança poderia absorver a falsa ideia de que as grandes senhoras devem ser sempre tão terrivelmente sensíveis."

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Fontes consultadas

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