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A Mosca

A Mosca é um filme estadunidense de 1986, dos gêneros terror e ficção científica, dirigido por David Cronenberg. Produzido pela Brooksfilms e distribuído pela 20th Century Fox, o filme é estrelado por Jeff Goldblum, Geena Davis e John Getz. Vagamente baseado no conto "The Fly" de George Langelaan, publicado em 1957, o filme conta a história de um cientista excêntrico que, depois que um de seus experimentos dá errado, lentamente se transforma em uma criatura híbrida. Sua trilha sonora foi composta por Howard Shore e os efeitos de maquiagem foram criados por Chris Walas, junto com o maquiador Stephan Dupuis.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 10/07/2026
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Enredo

Seth Brundle, um cientista brilhante, mas excêntrico, conhece Veronica "Ronnie" Quaife, jornalista de ciências, em um evento de imprensa. Ele a leva ao seu armazém onde mantém o seu laboratório e mostra a ela sua invenção: um conjunto de "cápsulas-telepods" que permite o teletransporte instantâneo entre as mesmas. Seth convence Ronnie a manter a invenção em segredo em troca de direitos exclusivos à história para sua reportagem e ela documenta o trabalho dele. Embora as cápsulas possam funcionar com objetos inanimados, o equipamento é falho ao fazer testes com seres vivos, a qual Brundle demonstra para Ronnie ao tentar teletransportar um babuíno, fazendo-o virar pelo avesso durante um experimento.[carece de fontes?] Seth e Ronnie começam um relacionamento. A primeira relação sexual do casal inspira Seth a reprogramar o telepod para entender a composição dos tecidos vivos e ele teleporta com sucesso um segundo babuíno. Ronnie sai do laboratório antes que eles possam comemorar o feito e Seth se preocupa que ela esteja reacendendo seu relacionamento com seu editor-chefe Stathis Borans quando, na realidade, Ronnie havia se encontrado com Borans para confrontá-lo sobre uma ameaça velada, estimulada por seu ciúme de sua relação com Seth, para publicar a história do telepod sem o consentimento dela. Seth, desiludido e convicto de que sua invenção agora funciona perfeitamente, decide se teletransportar sozinho, mas não percebe que uma mosca doméstica voou para dentro do compartimento do transmissor com ele; o cientista sai da cápsula receptora aparentemente normal e sadio.[carece de fontes?]

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Produção

No início dos anos 80, o co-produtor Kip Ohman abordou o roteirista Charles Edward Pogue com a ideia de refazer o clássico filme de terror de ficção científica The Fly, de 1958. Pogue começou lendo o conto de George Langelaan e depois assistiu ao filme original, que ele nunca havia visto. Decidindo que este era um projeto em que ele estava interessado, ele conversou com o produtor Stuart Cornfeld sobre a criação da produção e Cornfeld concordou de imediato. A dupla então apresentou a ideia aos executivos da 20th Century Fox e recebeu uma resposta entusiasmada, com Pogue recebendo um financiamento inicial para escrever um primeiro rascunho. Inicialmente, ele escreveu um esboço semelhante ao da história de Langelaan, mas ele e Cornfeld pensaram que seria melhor refazer o material para focalizar uma metamorfose gradual em vez de um monstro instantâneo. No entanto, quando os executivos leram o roteiro, ficaram tão impressionados que se retiraram imediatamente do projeto. Depois de alguma negociação, Cornfeld orquestrou um acordo pelo qual a Fox concordaria em distribuir o filme se ele pudesse estabelecer financiamento através de outra fonte.

Cenas excluídas

Depois que as filmagens terminaram no início de 1986, vários trechos das gravações foram exibidas aos executivos da Fox, que ficaram muito impressionados. Temendo uma reação negativa do público, uma sequência contendo um animal híbrido "gato-macaco" foi cortada do filme para tornar mais fácil a simpatia da audiência pelo personagem de Brundle. Uma outra exibição de teste prévia foi realizada posteriormente no lote da Fox em Los Angeles e esta mostrava uma "borboleta-bebê"; assim como antes, os resultados dessa triagem determinaram que a cena fosse cortada.

Efeitos de maquiagem e concepção da criatura

A maquiagem do filme foi projetada e executada por Chris Walas por um período de três meses. A criatura final "Brundlefly" foi projetada primeiro e, depois, os vários passos necessários para levar o protagonista Seth Brundle até a encarnação final. A transformação pretendia ser uma metáfora para o processo de envelhecimento. Para esse fim, Brundle perde cabelos, dentes e unhas, com a pele ficando cada vez mais descolorida e irregular. A intenção dos cineastas era dar a Brundle uma aparência machucada e cancerosa que piora progressivamente à medida que o genoma alterado do personagem se afirma lentamente, com a criatura híbrida Brundlefly finalmente saindo literalmente da pele humana horrivelmente deteriorada de Brundle. A própria criatura foi projetada para parecer horrivelmente assimétrica e deformada, e não um organismo viável ou robusto.

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Música

Imagem: Oiluj Samall Zeid · BY-NC-ND · Openverse

A partitura para A Mosca foi composta e conduzida por Howard Shore e executada pela Orquestra Filarmônica de Londres. Foi lançada em disco de vinil, cassete e CD (com três faixas adicionais incluídas exclusivamente neste último formato) pela Varèse Sarabande, sendo remasterizada e relançada em 2005 em um conjunto de dois discos com o álbum de Christopher Young da trilha sonora de A Mosca 2. Os títulos em negrito são exclusivos do lançamento em CD.

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Recepção e legado

A Mosca foi aclamado pela crítica, com muitos elogios ao desempenho de Goldblum e aos efeitos especiais. Apesar de ser um remake mais sangrento de um clássico feito por um diretor controverso e não convencional, o filme foi um sucesso comercial, o maior da carreira de Cronenberg, e foi o filme de maior bilheteria nos Estados Unidos por duas semanas, ganhando um total de US$ 40.456.565 só de receita interna; mundialmente, o filme arrecadou US$ 60.629.159. O público reagiu fortemente aos efeitos gráficos das criaturas e à trágica história de amor de Seth e Ronnie, fazendo com que o filme recebesse muita atenção no momento de seu lançamento. David Cronenberg ficou surpreso quando A Mosca foi visto por alguns críticos como uma metáfora cultural para a AIDS, uma vez que ele originalmente pretendia que o filme fosse uma analogia mais geral para a própria doença, condições terminais como câncer e, mais especificamente, o processo de envelhecimento.

Prêmios e indicações

O sucesso de A Mosca fez com que o filme fosse indicado para diversos prêmios da indústria do cinema. Muitos fãs do gênero terror e críticos de cinema na época pensavam que a performance de Jeff Goldblum iria lhe render uma indicação ao Oscar de Melhor Ator, o que acabou não acontecendo. Gene Siskel afirmou tempos depois que Goldblum provavelmente "foi ignorado" porque os jurados mais velhos da Academia não contemplam filmes de terror. Em compensação, Goldblum foi premiado na categoria homônima do Prêmio Saturno.

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Sequências

Imagem: David D. Bernárdez · BY-NC-SA · Openverse

Enquanto a primeira adaptação de 1958 ganhou duas sequências, David Cronenberg disse que as histórias em seus filmes têm princípios e finais definitivos e ele nunca pensou em fazer uma sequência de um de seus próprios filmes, embora outros tenham feito sequências de filmes de Cronenberg como ocorreu com Scanners (1981).

A Mosca 2

A Mosca 2, lançado em 1989, foi dirigido por Chris Walas, que por sua vez havia feito os efeitos de maquiagem no primeiro filme, sendo uma sequência direta de A Mosca. Apresenta Ronnie dando à luz a um filho mutante de Brundle antes de morrer no parto e se concentra nas tentativas da empresa Bartok de fazer com que os Telepods funcionem novamente. David Cronenberg não estava envolvido no projeto. O único ator a retornar para a sequência foi John Getz como Stathis Borans amargurado. Ronnie aparece brevemente no filme e é interpretada por Saffron Henderson, uma vez que Geena Davis se recusou a repetir o papel. Jeff Goldblum aparece em imagens de arquivo de Seth Brundle em duas cenas, incluindo uma que havia sido deletada do primeiro filme mostrando o cientista dando uma entrevista pós-teletransporte, mas usado para a sequência.

The Fly: Outbreak

Em março de 2015, a IDW Publishing lançou uma minissérie de cinco edições de histórias em quadrinhos intitulada The Fly: Outbreak, escrita por Brandon Seifert. A história é uma continuação direta dos eventos de A Mosca 2 e mostra o filho de Seth Brundle, Martin, causando inadvertidamente um surto transgênico ao tentar curar Anton Bartok, para quem ele havia transferido seus genes mutantes no final do filme.

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Fontes consultadas

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