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X&Y

X&Y é o terceiro álbum de estúdio da banda britânica de rock alternativo Coldplay, lançado em 6 de junho de 2005 no Reino Unido através da gravadora Parlophone, e um dia depois pela Capitol Records nos Estados Unidos.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 13/07/2026
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Antecedentes

Em março de 2004, o Coldplay anunciou em detalhes da produção de X&Y. Os planos iniciais eram para ficar de fora dos olhos do público durante todo o ano. O vocalista Chris Martin disse, "Nós realmente achamos que temos de nos afastar por um tempo, e nós certamente não iremos divulgar nada este ano, porque eu acho que as pessoas estão um pouco cansados de nós." Este plano, entretanto, não foi devido à pressão de seu segundo álbum A Rush of Blood to the Head, mas segundo eles, só estavam tentando "fazer a melhor coisa que ninguém nunca ouviu falar". Antes do anúncio, Martin, o guitarrista Jonny Buckland, e o produtor britânico Ken Nelson haviam começado a gravar demos enquanto estavam em Chicago, Illinois. A banda então entrou em um estúdio de Londres em janeiro de 2004.

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Gravação

Imagem: Janice Y Ahn, Jeannie T Lee · BY · Openverse

A banda passou dezoito meses trabalhando em torno do álbum. O álbum lançado é a terceira versão que a banda produziu durante as sessões finais, e alguns têm mesmo o considerado como o seu quinto álbum. A banda não estava satisfeita com os resultados de suas sessões iniciais com Nelson, que produziu os dois álbuns anteriores. Como resultado, eles mudaram os sons das músicas em gravações por longa distância. E os trabalhos de Nelson foram dispensados, não podendo produzir o restante do álbum do Coldplay. A data de lançamento inicial fixada foi para 2004, e a banda teve de adiar o álbum para início de 2005. Mas como a data marcada estava se aproximando, e a banda novamente descartou canções, pois as julgaram como "chatas" e "frias". Sessenta canções foram escritas para essas seções, dos quais cinqüenta e duas foram descartadas. A banda começou a ensaiar as músicas para uma turnê de planejada, e sentiram que as canções soavam melhor ao vivo, em comparação com suas versões gravadas. "Nós percebemos que realmente algumas canções estavam soando melhor, porque nós estávamos tocando como fizemos na gravação, então pensamos que era melhor voltar e re-graválas." O guitarrista Jonny Buckland afirmou que a banda havia se "empurrado para a frente em todas as direções" durante a produção do álbum, mas sentiram que parecia que eles estavam indo para trás em relação às suas obras anteriores.

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Composição

Musical

A música de X&Y consiste em uma produção com múltiplas camadas e fortes influências eletrônicas, apresentando o uso extensivo de sintetizadores para criar uma atmosfera onírica e cósmica. Características musicais que contribuem para a grandiosidade e as múltiplas camadas ambientais do álbum incluem tempos rápidos (em contraste com os dois álbuns anteriores), padrões de bateria dinâmicos, riffs de guitarra distorcidos e linhas de baixo marcantes. Coldplay citou várias influências no álbum. O grupo alemão de música eletrônica Kraftwerk é evidente na canção "Talk", que emprestou seu gancho sintético a partir da canção de 1981 "Computer Love" – o Coldplay recebeu permissão da banda alemã ao usar o riff principal de "Computer Love" para a faixa. Também está presente influências da música eletrônica e psicodélica da década de 1970, como a Trilogia de Berlim de David Bowie e o ambiente cósmico e espacial de Pink Floyd e Brian Eno. Eno tocou apoio de sintetizadores em algumas faixas, especialmente na faixa "Low". O primeiro single, "Speed of Sound", também foi inspirado no ritmo da cantora-compositora inglesa Kate Bush com a canção "Running Up That Hill". De acordo com Jon Pareles da The New York Times, a banda tentou "levar a beleza hipnótica e viajante de "Clocks" em todo o álbum, emprestando alguns de seus recursos sonoros para canções como "Speed of Sound".

Letras

Liricamente, X&Y fez uma aparente mudança de seus predecessores. Em suas obras anteriores, Chris Martin cantou principalmente na primeira pessoa "Eu", e moveu-se para a segunda pessoa "Você". Assim, as canções do álbum são reflexos de Martin sobre "dúvidas, medos, esperanças e amores" com letras que são "sérias e extravagantes". Algumas passagens líricas evocam uma temática espacial e de ficção científica em meio as letras introspectivas e incertezas de Martin, com citações de "planetas", "espaço sideral", "velocidade da luz" e "comunicação" sendo recorrentes. Estas citações geralmente entram em contraste com reflexões pessoais e existencialistas, a exemplo do videoclipe de "Talk", que mostra a banda como astronautas em um planeta estranho, visualizando os sentimentos de estar perdido em um ambiente desconhecido, buscando sentido e conexão.

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Capa

A arte da capa do álbum foi concebido pelo duo design gráfico Tappin Gofton (também conhecido como Mark Tappin e Simon Gofton). A imagem, que é visualizado através de uma combinação de cores e blocos, é uma representação gráfica da código Baudot, e uma forma primitiva de comunicação telegráfica através de uma série de zeros para se comunicar. O código foi desenvolvido pelo francês Émile Baudot em 1870, e era um método amplamente usado de comunicação terrestre e telégrafo. O alfabeto do código é apresentado no encarte do álbum, e se for aplicada com o código da imagem da capa, revela "X&Y". A lista de faixas, incluindo no encarte, CD, e atrás do álbum, foi usado "X#" nas faixas 1–6, e "Y#" para as faixas 7–12, ao invés do convencional sistema do alinhamento. A última página do encarte contém o slogan "Make Trade Fair", o nome da organização internacional que Martin apóia. A banda dedica o álbum a "BWP" que é apresentado também no interior do encarte; que representa Bruce W. Paltrow, o falecido pai da então esposa de Martin, Gwyneth Paltrow. Todos os singles lançados do álbum contém características de seus títulos no mesmo código em suas respectivas capas. Martin, muitas vezes, usa fitas coloridas em suas mãos, enquanto está no palco, como uma referência ao álbum.

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Lançamento e promoção

X&Y foi inicialmente prevista para um lançamento em 2004, embora as notícias iniciais relataram que não seria lançado até 2005; no entanto, por causa de preferências pessoais, músicas gravadas em várias sessões foram descartadas e alteraram a data de lançamento, prevista para janeiro 2005. No entanto, a data prevista passou e a banda teve que definir outra data. No início de 2005, o álbum, com rumores de ser chamado Zero Theory, teve uma data de lançamento destinada entre março e maio de 2005. No início de abril, a banda finalizou a lista de faixas do álbum. Eventualmente, o álbum foi lançado em 6 de junho de 2005 no Reino Unido pela gravadora Parlophone. Foi lançada em 7 de junho nos Estados Unidos pela Capitol Records. O álbum foi lançado com o sistema de proteção contra cópia de controle em algumas regiões. Em 2008, a Capitol lançou uma versão remasterizada do álbum com dois discos de vinil de 180-gramas, como parte da série "From the Capitol Vaults".

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Recepção

Resposta da crítica

Comentários do álbum foram em geral favoráveis após o lançamento, em especial da mídia, mas alguns críticos afirmaram que o álbum ficou aquém dos padrões estabelecidos por A Rush of Blood to the Head, predecessor de X&Y. Coldplay também recebeu várias críticas para as semelhanças entre o single, "Speed of Sound", e "Clocks", uma das canções mais populares da banda até à data. Outros notaram as semelhanças evidentes com o som da banda irlandesa U2, que podem ser ouvidas em todo o álbum. Kelefa Sanneh da revista Rolling Stone, foi menos contente com X&Y, escrevendo que "é algo menos excitante" comparado ao A Rush of Blood to the Head que "foi um álbum mínimo comparado aquela grandeza". Sanneh notou que o álbum é "o som de uma banda de se fundir, tentando não se desinflar" e "um número surpreendente de músicas que eles nunca colocaram em um álbum". Apesar de tal, ela cumprimenta o álbum caracterizando como "lindas baladas com sons, bem estilo Coldplay". Stephen Thomas Erlewine da Allmusic contra-argumentou, dizendo que "É um disco bom, puro, profissional, e que garantiu, uma sequela sonoramente satisfatória como A Rush of Blood to the Head", indicando-o como "impecável" e "uma forte realização". No entanto, Erlewine tem opiniões para a composição de Martin, comentando que o álbum revela o seu "solipsismo em um beco sem saída, diminuindo a estatura da banda". Alexis Petridis, em sua revisão em março 2005 para o jornal britânico The Guardian, tinha opiniões mistas. Petridis elogiou algumas das canções do álbum, por escrito, que são "ligados principalmente pela maravilhosidade"; no entanto, ele criticou as letras, alegando "serem tão desprovidas de personalidade que soam menos como letras de músicas". Pitchfork deu-lhe um 4.9 de 10, alegando que era "agradável mas nunca ofensiva, incrível mas não memorável."

Performance comercial

X&Y teve um enorme sucesso comercial na Europa. O álbum estreou na posição de número um na UK Albums Chart (se tornando terceiro álbum consecutivo do Coldplay a estrear na primeira posição) com o acumulado de vendas de 464.471 cópias (o álbum se tornou a segundo maior estreia na história das paradas britânicas). Até à data, a British Phonographic Industry (BPI) certificou o álbum como oito vezes disco de Platina. O álbum ficou posicionado em número nove na lista dos 20 álbuns mais vendidos do Reino Unido no século XXI, publicada pelo jornal britânico comercial Music Week. A imprensa americana considerou X&Y um marco na carreira do Coldplay. O álbum estreou na posição de número um na Billboard 200, dos Estados Unidos, vendando 737.000 cópias, apesar da semana retalhista ter sido altamente concorrencial. O álbum deu à banda seu primeiro álbum número nos EUA, e suas vendas iniciais superaram álbum anterior lançado pela banda; Parachutes acumulou mais de 6.500 cópias em sua estreia e A Rush of Blood to the Head com vendas de 141.000. X&Y foi o segundo álbum mais vendido nos Estados Unidos em 2005, atrás somente do rapper americano 50 Cent, com o seu segundo álbum The Massacre, que vendeu mais de um milhão de unidades em sua primeira semana de lançamento. X&Y também foi a maior estreia e também o mais vendido do gênero rock. A Recording Industry Association of America (RIAA) desde então, certificou o álbum como três vezes disco de Platina pela venda acumulada de mais de três milhões de cópias. No total, o álbum foi no ano de 2005 o mais vendido em todo o mundo, com a melhor venda, acumulando mais de de 8,3 milhões de cópias, apesar da queda agregada de três por cento das vendas devido à pirataria digital e física.

Prêmios

O álbum recebeu vários prêmios para a banda. Em 2006, ganhou o prêmio de Melhor Álbum Britânico no BRIT Awards, e Álbum Internacional do Ano no Juno Awards na qual Coldplay compartilhou o prêmio com o grupo americano de hip hop Black Eyed Peas. X&Y marcou a terceira indicação consecutiva do Coldplay para o Mercury Prize. Ele também foi indicado para Melhor Álbum de Rock no 48º Grammy Awards, mas perdeu para a banda irlandesa U2, com o álbum How to Dismantle an Atomic Bomb.

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Lista de faixas

Imagem: dullhunk · BY · Openverse

Todas as canções foram escritas por Guy Berryman, Jonny Buckland, Will Champion e Chris Martin, exceto onde indicado.

Tour edition DVD

Para coincidir com a turnê do Coldplay na Austrália, Sudeste Asiático e América Latina, o álbum foi relançado nesses territórios como "Tour Edition", que também inclui todas as faixas B-side e videoclipes dos singles do disco em um DVD bônus:

Tour edition CD

Além disso, um raro "Japan Tour Special Edition" (Cat. No. TOCP-66523) foi lançado em 2006. Este é o único "Tour Edition", que tem o disco como um CD bônus (CD Extra) (Cat. No. NCD-3013), sendo uma cópia controlada. Todos os outros comandos de proteção "Tour Edition" têm cópia. A lista de faixas é exatamente a mesma que em outros "Tour Editions".

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Fontes consultadas

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