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A Loucura sob Novo Prisma

A Loucura sob novo prisma, é o título do livro que se encontra na 13ª edição pela FEB - Federação Espírita Brasileira, por quem é editado desde 1920 (1939). Livro póstumo mas possivelmente escrito pelo próprio Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900) enquanto "encarnado", ou seja no período do Brasil Império e início da República.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 11/07/2026
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Sumário e principais referências

O livro divide-se em três capítulos: o primeiro discorre sobre a existência do espírito ou alma, em ampla discussão, passando em revista a história da filosofia, tradições populares e relatos de casos. No segundo capítulo aborda a questão das relações entre o espírito e o cérebro, mas, ao contrário do primeiro cita poucos textos, especialmente de médicos, frenologistas e/ou fisiologistas de sua época. Fundamenta-se na dualidade proposta por René Descartes (1596 - 1650) e em "experimentos espíritas" realizados na época. Entre os experimentos cita a participação do físico - químico inglês, Sir. William Crookes, (1832 - 1919), um dos primeiros cientistas a investigar o estado físico da matéria que hoje é chamado de plasmas, além do conhecido Cesare Lombroso (1835 - 1909) graças às suas contribuições à criminologia. Lombroso publicou em sua época primeiramente livros contra[primaria 4] e depois a favor das crenças espíritas.[primaria 5] As primeiras experiências espíritas realizadas por ele, segundo consta, a convite do conde Ercole Chiaia, foram sessões com a médium italiana Eusápia Palladino descritas no seu livro Hipnotismo e Mediunidade, e podem ser consideradas uma influência intelectual à obra aqui analisada.

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Aproximações com a homeopatia do séc XIX

Pouco se conhece da atuação do Dr. Bezerra de Menezes enquanto médico homeopata clínico e menos ainda enquanto clínico do que hoje denominamos distúrbios psiquiátricos. Contudo no Brasil o Espiritismo e a Homeopatia tiveram uma origem comum, ambos com lugar de destaque na côrte e na medicina do período imperial. [secundaria 2]. Consta que Dom Pedro I (1798 - 1834) correspondia-se com Hahnemann e que José Bonifácio (1763 - 1838) foi um dos primeiros experimentadores tanto da homeopatia como do espiritismo. Segundo publicado na revista de divulgação da doutrina espírita, Reformador de 1º de maio de 1883 o conhecido homeopata Melo Moraes (1816 - 1882) integrava um group espírita juntamente com o Marquês de Olinda (1793 -1870) e o Visconde de Uberaba (1792 -1856) entre outros vultos notáveis da época[primaria 6] Considera-se que a homeopatia, foi introduzida no Brasil no dia 21 de novembro de 1840 (atual Dia Nacional da Homeopatia) pelo médico francês Jules Benoit Mure (1809 - 1858).[secundaria 3]

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Contribuições à saúde mental

O Dr Bezerra de Menezes obteve o doutoramento (graduação) em 1856, com a defesa da tese: "Diagnóstico do cancro", onde já analisa a influência dos temperamentos, hábitos, profissões, emoções (paixões morais tristes e deprimentes), irritabilidade local e hereditariedade no conjunto de fatores multicausais da patologia.[primaria 7] Nesse mesmo ano, como consta em sua biografia, o Dr. Manuel Feliciano Pereira Carvalho, seu antigo professor, o convidou para trabalhar como seu assistente. Em 1858 foi nomeado como assistente do Corpo de Saúde do Exército, no posto de Cirurgião-tenente. Entre 1859 a 1861 exerceu a função de redactor dos Anais Brasilienses de Medicina, periódico da Academia Imperial de Medicina. Como se vê, além do livro "A loucura sob novo prisma" (publicado postumamente) e das referências à utilização da homeopatia, pouco se conhece da sua atuação e interesse na área de saúde mental. Nessa época já existiam cerca de 20 hospitais para internamento de doentes mentais em todo território nacional e o tratamento mais utilizado era a internação.[secundaria 5] [Nota 1]

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Fontes consultadas

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