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A. J. P. Taylor

Alan John Percival Taylor FBA foi um renomado historiador britânico, especializado na diplomacia europeia dos séculos XIX e XX. Sua habilidade em combinar rigor acadêmico com um estilo jornalístico e envolvente o tornou uma figura pública, alcançando milhões através de suas palestras na televisão. Reconhecido por sua influência, foi descrito como o "Macaulay de nossa época" por Richard Overy e eleito o quarto historiador mais importante dos 60 anos anteriores em uma pesquisa da revista History Today em 2011.

Fonte: Wikipédia (pt)Texto didático por IAAtualizado em 21/06/2026

Pontos-chave

  • A. J. P. Taylor foi um historiador britânico focado na diplomacia europeia dos séculos XIX e XX.
  • Ele era conhecido por sua capacidade de combinar rigor acadêmico com um apelo popular, incluindo palestras na televisão.
  • Sua carreira acadêmica incluiu passagens por Manchester e Oxford, onde foi um palestrante muito procurado.
  • Durante a Segunda Guerra Mundial, atuou como especialista em Europa Central e fez lobby por figuras políticas.
  • Taylor teve uma vida pessoal complexa, casando-se três vezes e mantendo amizades com importantes estadistas.
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Trajetória de Vida de A. J. P. Taylor

A vida de A. J. P. Taylor foi marcada por uma formação influenciada por ideais pacifistas e de esquerda, uma ascensão acadêmica notável e um envolvimento significativo durante a Segunda Guerra Mundial, além de uma vida pessoal complexa.

Infância e Formação

Nascido em março de 1906 em Birkdale, Lancashire, A. J. P. Taylor cresceu em uma família rica com fortes convicções esquerdistas e pacifistas. Seus pais, opondo-se veementemente à Primeira Guerra Mundial, o enviaram para escolas Quaker, como a School Bootham em Iorque, como forma de protesto. Geoffrey Barraclough, contemporâneo de Bootham, descreveu Taylor como uma figura estimulante, vital e agressiva, com fortes posicionamentos anti-burgueses e anti-cristãos. Inicialmente interessado em arqueologia, tornando-se um especialista amador em história e arqueologia de igrejas no norte da Inglaterra, seu fascínio por essa área o conduziu ao estudo da história moderna, ingressando na Oriel College, Oxford, em 1924.

Carreira Acadêmica Brilhante

Após graduar-se em Oxford em 1927 e uma breve passagem como escrivão judicial, Taylor iniciou seus estudos de pós-graduação em Viena. Embora seu plano inicial de pesquisar o impacto do cartismo na Revolução de 1848 não fosse viável, ele dedicou dois anos ao estudo da unificação italiana, resultando em seu primeiro livro, 'The Italian Problem in European Diplomacy, 1847–49', publicado em 1934. Lecionou história na Universidade de Manchester de 1930 a 1938. Em 1938, tornou-se membro da Magdalen College, Oxford, cargo que manteve até 1976, e também foi palestrante de história moderna em Oxford entre 1938 e 1963. Sua popularidade era tanta que suas aulas precisavam ser agendadas para as 8h30 da manhã para evitar superlotação. Em 1964, após a controvérsia gerada por 'The Origins of the Second World War' levar Oxford a não renovar seu mandato, ele lecionou no Instituto de Pesquisa Histórica em Londres, University College London e no Instituto Politécnico do Norte de Londres.

Atuação na Segunda Guerra Mundial

Durante a Segunda Guerra Mundial, Taylor serviu na Guarda Municipal e cultivou amizades com estadistas exilados da Europa Oriental, como Mihály Károlyi (ex-presidente húngaro) e Dr. Edvard Benes (Presidente da Checoslováquia). Essas relações aprofundaram seu conhecimento da região e influenciaram suas interpretações, especialmente a de Károlyi, que Taylor retratou de forma muito favorável. Ele chegou a afirmar orgulhosamente que aconselhou Benes sobre a expulsão da população alemã da Checoslováquia após a guerra. No mesmo período, foi contratado pelo Executivo Político de Guerra como especialista em Europa Central, participando frequentemente de transmissões de rádio e reuniões públicas. Durante o conflito, ele também defendeu o reconhecimento britânico de Josip Broz Tito como o legítimo governante da Iugoslávia. Taylor argumentava que o governo nazista tinha ambições globalistas e um foco no antissemitismo, buscando conciliação com os norte-americanos.

Vida Pessoal e Relações

A. J. P. Taylor casou-se três vezes. Seu primeiro casamento foi com Margaret Adams em 1931, com quem teve quatro filhos antes de se divorciar em 1951. Curiosamente, por um período na década de 1930, ele e Margaret compartilharam uma casa com o escritor Malcolm Muggeridge e sua esposa Kitty, e há sugestões de que Taylor teve um caso com Kitty. Em 1951, casou-se com Eve Crosland, irmã do parlamentar Anthony Crosland, tendo dois filhos antes do divórcio em 1974. Mesmo após o divórcio de Margaret Adams, Taylor continuou a morar com ela enquanto mantinha uma casa com Eve. Seu terceiro casamento foi em 1976 com a historiadora húngara Éva Haraszti.

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Fontes consultadas

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