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A História Oficial

La historia oficial é um filme argentino de 1985, dirigido e escrito por Luis Puenzo.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 05/07/2026
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Sinopse

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

Alícia é uma professora de História pertencente à classe média argentina. Ela convive com pessoas tanto de esquerda quanto de direita, mas desconhece as tragédias pessoais geradas em seu país pela ditadura militar (1976-1983). Ela é uma mãe atenciosa para a filha Gaby, uma criança adotada e trazida para casa por seu marido Roberto. Após o retorno do exílio da amiga Ana, uma ex-presa política, Alícia começa a descobrir os horrores praticados contra os opositores do regime. Ela começa então a crer na possibilidade de que seu marido teria mantido relações escusas com a máquina repressora do regime e adotado Gaby depois que seus pais, possíveis presos políticos, foram assassinados. A investigação de Alícia para descobrir a origem de sua filha a leva a hospitais insalubres, à igreja frequentada pela família (onde se depara com o silêncio do padre, numa cena que causou problemas com a Igreja Católica por retratar a omissão desta para com o regime) e, finalmente, a uma manifestação das Mães da Praça de Maio, onde encontra aquela que seria a avó biológica de sua filha.

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Contexto histórico

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

O filme retrata os eventos acontecidos na Argentina após a reacionária junta militar liderada pelo general Jorge Rafael Videla depor a presidente Isabel Perón em 24 de março de 1976. Durante o governo da junta, o parlamento foi dissolvido; sindicatos, partidos políticos e os governos das províncias foram banidos; e, naquilo que ficou conhecido como Guerra Suja, entre 9 e 30 mil "subversivos" desapareceram. Como muitos artistas progressistas de seu país, a atriz principal do filme, Norma Aleandro, foi obrigada a se exilar durante o regime militar. Primeiro foi para o Uruguai e mais tarde para a Espanha. Ela retornou logo após a queda do regime militar em 1983. Sobre sua personagem no filme, Aleandro certa vez comentou que "a busca pessoal de Alícia é também a busca da minha nação pela verdade sobre nossa História. O filme é positivo no sentido de que demonstra que ela pode mudar de vida apesar de tudo que vai perder".

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Produção

Imagem: Marcio Cabral de Moura · BY-NC-ND · Openverse

Inicialmente, Puenzo, temendo por sua segurança, pretendia filmar o filme em segredo, usando câmeras escondidas de 16 mm. Entretanto, o regime militar caiu um pouco antes dele terminar de escrever o roteiro. O filme foi inteiramente filmado na cidade de Buenos Aires. A manifestação de mães de desaparecidos políticos na Praça de Maio, realmente aconteceu.

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Fontes consultadas

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