A Governança da China
A Governança da China é uma coleção de quatro volumes que compila os discursos e textos do presidente chinês Xi Jinping, Secretário-Geral do Partido Comunista e atual líder supremo da China. Os livros apresentam a linha oficial do Partido Comunista para o desenvolvimento da China no século 21, e são apontados por alguns como sendo os sucessores do Livro Vermelho, de Mao Zedong. Outros líderes chineses também tiveram seus textos compilados, embora após sua saída do poder.
A governança da China consiste de diversos textos organizados tematicamente em capítulos. Os quatro volumes foram editados por três entidades: o Departamento de Informação do Conselho de Estado, o Departamento Central de Pesquisa do Comitê Central e o Grupo Internacional de Publicação da China. Os volumes também são intercalados com uma série de fotografias de Xi, representando-o "no trabalho e na vida cotidiana". Os textos articulam o chamado Pensamento Xi Jinping, a filosofia política de Xi, no que se refere a questões políticas de grande escala relacionadas à China, incluindo economia, política doméstica, relações internacionais, infraestrutura, tecnologia, ambientalismo, convivência pacífica e forças armadas. O primeiro volume também contém um apêndice que é uma biografia política de Xi Jinping.
Os dois primeiros volumes de A Governança da China foram formalmente apresentados ao público ocidental na London Book Fair após seus lançamentos, e ambos foram traduzidos para outros importantes idiomas além do chinês: inglês, árabe, francês, alemão, japonês, português, russo e espanhol. Versões digitais do primeiro volume em chinês e inglês estão disponíveis em plataformas de comércio digital, incluindo Amazon, OverDrive, CNPeReading e iReader. No Brasil foi lançado no final de 2019 no Palácio dos Bandeirantes com a presença do atual governador João Dória.
Imagem: Senado Federal · BY · Openverse
As críticas em relação a A Governança da China foram variadas, incluindo a recepção positiva de autoridades chinesas, elogios mistos de líderes não chineses e críticas negativas na mídia ocidental, onde o trabalho às vezes é considerado propaganda. É relatado que o CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, leu o livro e encomendou cópias para os funcionários da empresa. O interesse de Zuckerberg no livro foi interpretado como um interesse adquirido; o Facebook está bloqueado na China e, se o bloqueio fosse suspenso, o resultado potencial seria um aumento dramático na base de usuários do Facebook. Embora a mídia chinesa tenha relatado que os números de circulação global para os volumes do livro tenham sido na ordem de milhões de cópias, a mídia ocidental relatou que o número de vendas foram muito baixos nos países ocidentais.


