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A Glória e a Graça

A Glória e a Graça é um filme de drama brasileiro de 2017 dirigido por Flávio Ramos Tambellini e escrito por Mikael de Albuquerque. É protagonizado por Carolina Ferraz e Sandra Corveloni como Glória e Graça, respectivamente, duas irmãs que se reencontram após anos afastadas em uma situação delicada que irá uni-las novamente.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 06/07/2026
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Sinopse

Imagem: Portuguese_eyes · BY-SA · Openverse

Graça (Sandra Corveloni), 44, é uma mãe solteira que com Papoula (Sofia Marques) e Moreno (Vicente Demori), seus filhos de 15 e 8 anos. Quando descobre estar com um aneurisma cerebral impossível de ser operado, seu mundo desaba. Sem família ou qualquer pessoa para cuidar dos seus filhos, no eventual caso de sua morte, Graça resolve ir atrás do irmão, Luiz Carlos, que não vê há 15 anos, por conta de uma briga. Quando se encontram, Graça é surpreendida ao se deparar com Glória (Carolina Ferraz) – uma linda travesti, que deixou de ser Luiz Carlos há alguns anos e agora diz viver uma vida completa, como dona de um restaurante em Santa Teresa. Graça explica a sua situação à irmã e tenta persuadi-la a assumir os sobrinhos, caso o pior aconteça. Glória, no entanto, não perdoa Graça pela briga que tiveram e se mostra irredutível em relação ao pedido. A princípio, Glória luta contra si própria para não assumir a culpa que sente ao não ajudar a irmã. Aos poucos, sensibilizada pelas circunstâncias, ela aceita se aproximar da família, conhece os sobrinhos, retoma a amizade com Graça, e percebe que talvez, para se sentir verdadeiramente completa, ela precise ser mãe.

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Produção

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O filme foi idealizado pelo roteirista Mikael de Albuquerque, sendo esse seu primeiro trabalho a se concretizar como um filme, e desde a idealização da trama até a produção foram nove anos. Para ajudar na finalização do texto, Lusa Silvestre foi convidado. Trata-se de uma produção da Tambellini Filmes, produtora do diretor do longa Flávio Ramos Tambellini, em coprodução com a Globo Filmes. Além da direção, Flávio também assume a produção do filme. As gravações ocorreram ao longo de quatro semanas inteiramente no Rio de Janeiro, com locações nos bairros de Santa Teresa, Laranjeiras e no Centro. Sobre a repercussão envolvendo a personagem Glória, Carolina Ferraz e Flávio Ramos Tambellini, em entrevista ao jornal O Globo, descartaram a possibilidade de ter polêmica no fato de uma mulher cis interpretar um personagem transexual. Carolina passou por um processo detalhado de produção e pesquisa para dar vida a protagonista do filme da forma mais realista possível. O elenco do filme também é composto por atores transgêneros, incluindo a modelo Carol Marra.

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Lançamento

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O filme estreou mundialmente na 40ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, onde foi selecionado para a mostra competitiva de filmes. Em 8 de fevereiro de 2017, a H2O Films, distribuidora oficial do filme no Brasil, passou a divulgar o primeiro trailer do longa-metragem. O lançamento do filme ocorreu em 30 de março de 2017 em todo o país.

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Recepção

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Bilheteria

De acordo com dados do Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual (OCA), da Ancine, o filme teve um público estimado em cerca de 5 mil espectadores em sua exibição nos cinemas, gerando uma renda de R$ 81.674,69, o que o faz ter sido um fracasso de bilheteria não superando seu orçamento.

Resposta da crítica

No website agregador de resenhas AdoroCinema, o filme possui uma média de 3,1 de 5 estrelas () com base 7 críticas publicadas pela imprensa. Matheus Bonez, escrevendo para o website Papo de Cinema, avaliou o filme positivamente: "Com talentos explosivos na tela, em especial com a melhor atuação feminina do ano até agora (Ferraz está incrível), a obra pode não ser perfeita, mas é um produto acima da média e mais do que necessário numa época em que o Brasil vive momentos perigosos de violência física e ideológica". Do website CinePOP, Pablo R. Bazarello disse: "A Glória e a Graça [...] não deixa de abordar ângulos um pouco menos seguros, como uma cena entre Ferraz e um potencial cliente num carro. Suas energias, porém, estão depositadas na relação entre as protagonistas e nas atuações vertiginosas das mesmas".

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Fontes consultadas

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