Rogue One: A Star Wars Story
Rogue One: A Star Wars Story é um filme épico de ação–aventura e ficção científica de 2016, de Gareth Edwards e escrito por Chris Weitz, sendo um derivado da franquia Star Wars, de George Lucas. O filme, que faz parte de uma nova série de spin-offs produzidos pela Lucasfilm e distribuídos mundialmente pela Walt Disney Studios Motion Pictures com base na série de filmes, teve seus efeitos especiais produzidos pela Industrial Light & Magic.
Rogue Um ou Líder dos Rogues, assim é chamado o piloto mais habilidoso do Esquadrão Rogue ou Esquadrão Desordeiro.
Imagem: AntMan3001 · BY-SA · Openverse
13 anos antes da destruição da Primeira Estrela da Morte, já se passaram seis anos desde a extinção da Ordem Jedi, o desaparecimento do jovem Jedi Anakin Skywalker, e o surgimento do cruel Lorde Sith Darth Vader, como também o fato do Imperador Palpatine ter transformado a República Galáctica no temível Império Galáctico. A galáxia agora se encontra dominada pela ditadura, escravidão e opressão. O Império inicia então uma busca por pessoas que possam contribuir para a construção de uma nova superarma. Quando criança, Jyn Erso se esconde longe de sua casa quando seu pai, o ex-designer de armas Galen Erso, é recrutado a força pelo diretor Imperial Orson Krennic para completar o projeto da Estrela da Morte, uma estação espacial capaz de destruir planetas inteiros. Krennic mata a esposa de Galen e o leva, com Jyn sendo resgatada e recrutada pelo rebelde revolucionário Saw Gerrera. Treze anos depois, Galen ajuda Bodhi Rook, um piloto de carga imperial, a contrabandear uma mensagem para a Aliança Rebelde quando ele é pego. Agora uma adulta, Jyn é liberta do cativeiro Imperial pela Rebelião, que planeja usá-la para rastrear seu pai, e depois matá-lo para impedir a arma que está sendo construída de ser concluída. Ela é enviada para a lua de Jedha com o oficial rebelde Cassian Andor e seu droide imperial reprogramado K-2SO.
Imagem: Red Carpet Report on Mingle Media TV from Culver City, USA · BY-SA · Openverse
Os episódios da web série Star Wars: Força do Destino passam-se em alturas diferentes, o que dificulta a sua inserção no cronograma. Também estão excluídos minisséries, contos, bandas desenhadas e livros do cânone oficial do Star-Wars, bem como o parque temático Star Wars: Galaxy’s Edge (entre VIII e IX). A cronologia usa o calendário ficcional do universo Star-Wars em anos antes e depois da Batalha de Yavin. A Batalha de Yavin IV representa o final do Episódio IV, em que Luke Skywalker e os rebeldes destroem a primeira Estrela da Morte.
Em 30 de outubro de 2012, a Walt Disney Pictures anunciou a aquisição da LucasFilm para o preço de de 4,05 bilhões de euros. Mais tarde, Robert Iger, CEO da Disney, anunciou que pretendia fazer três novos episódios da saga de Star Wars. Em 3 de setembro de 2013 foi anunciado que, em paralelo com o filme, vários spin-offs seriam filmados para a série e seriam centrados em determinados personagens. Em maio de 2014, The Hollywood Reporter informou que Gareth Edwards iria dirigir o primeiro filme spin-off e que escreveria o roteiro com Gary Whitta. Após a seleção, a Lucasfilm divulgou um comunicado confirmando Edwards. Um segundo artigo do website do filme relatou que Chris Weitz foi contratado para escrever um cenário alternativo, que foi rejeitado por Whitta. A Disney decidiu anunciar informações sobre o título do filme no dia 12 de março de 2015, bem como confirmar a participação de Chris Weitz e Felicity Jones nele. Ele também informou que o enredo do filme foi baseado em uma ideia original por John Knoll, diretor de criação da Industrial Light & Magic. Ele foi eleito como produtor executivo, juntamente com Simon e Jason Emanuel McGatlin. Kathleen Kennedy e Tony To são os produtores e John Swartz, co-produtor.
Escolha do elenco
Em janeiro de 2015, o The Hollywood Reporter afirmou que inúmeras atrizes, incluindo Tatiana Maslany, Rooney Mara e Felicity Jones, estavam sendo testados para participar do filme. A irmã de Mara, Kate também fez testes para o papel. Em fevereiro, foi anunciado que Jones estava em negociações finais para estrelar o filme, enquanto Aaron Paul e Édgar Ramírez também estavam sendo olhados para o papel principal masculino. Já em março, Jones foi anunciado como parte do elenco. Em 25 de março, o Deadline informou que Ben Mendelsohn estava sendo observado para o papel. Já no dia 23 de abril, o TheWrap noticiou que Sam Claflin estava sendo olhado para um papel, enquanto Riz Ahmed estava em negociações para se juntar ao filme. Em 13 de maio, Mendelsohn, Ahmed e Diego Luna foram adicionados ao elenco do filme para estrelar os papéis principais. Forest Whitaker foi adicionado ao elenco do filme em 15 de junho. Em julho, havia rumores de que o vilão Darth Vader apareceriria no filme, mas ele não seria o principal antagonista. Em 27 de julho, Jonathan Aris foi escalado para interpretar o senador Jebel no filme.
Filmagens
A fotografia principal do filme começou em North London no início de agosto de 2015. Algumas cenas foram filmadas em Laamu Atoll, nas Maldivas, como também na Islândia e Jordânia. Após o lançamento do primeiro trailer, fãs usaram o Twitter para comentar que o Canary Wharf em Londres foi aparentemente utilizado para uma cena. O filme foi filmando utilizando lentes Ultra Panavision 70 para um número de sequências não reveladas.
Pós-produção
Em 11 de fevereiro de 2016, executivos da Disney declararam que o filme estava "praticamente concluído". Várias semanas de reanálises começaram em meados de junho de 2016. Em agosto de 2016, The Hollywood Reporter confirmou que Tony Gilroy tinha liderado as revisões, em vez de Edwards, e que Gilroy estaria responsável pela versão final do filme tanto quanto Edwards. Gilroy ficou responsável por refazer o final do filme, que não estava indo como esperado, sob a direção de Edwards. Durante o desenvolvimento do reboot de Godzilla do Edwards, Gilroy foi comissionado para fazer extensa reescritas no roteiro. Ele também esteve presente no set durante a filmagem de cenas cruciais. A pós-produção terminou em 28 de novembro de 2016.
Música
Em março de 2015, foi relatado que Alexandre Desplat, que trabalhou com Edwards em Godzilla, iria compor a música para Rogue One. Apesar dos rumores de que um contrato não tinha sido inicialmente estabelecido pela Lucasfilm, Desplat tinha confirmado em uma entrevista de abril de 2016 que ele iria servir como compositor para o filme. Sobre o filme, Desplat comentou que "[Edwards e eu] tivemos uma grande parceria em Godzilla, e eu não posso esperar para começar. Será dentro de algumas semanas, e é muito emocionante e assustador ao mesmo tempo, porque é um projeto tão lendário... Ser chamado para substituir John Williams... é um grande desafio para mim ".
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O primeiro teaser trailer foi divulgado no dia 7 de abril no Good Morning America, que colocou o filme num dos assuntos mais comentados do Twitter ao longo do dia. O trailer foi visto quase 30 milhões de vezes em suas primeiras 29 horas, com uma taxa de 800.000 visualizações por hora no Facebook e YouTube. Os críticos fizeram comentários positivos sobre o teaser trailer. O The Daily Telegraph descreveu a personagem de Jyn Erso como "uma malandra, Han Solo estilo de heroína", chamando o filme de "progressista", enquanto observando sua fidelidade meticulosa ao design de produção da trilogia original de Star Wars. The Hollywood Reporter também notou os acenos visuais da trilogia original e questionou qual será a possível orientação narrativa do filme, considerando que o resultado é, em certa medida já revelado na abertura de Uma Nova Esperança. David Sims do The Atlantic afirmou que o trailer trouxe "de volta alguns peças memoráveis da arquitetura, AT-AT e a Estrela da Morte em si, para não mencionar os gloriosos figurino dos anos 70 de Star Wars". Ele acrescentou que o trailer tem um visual que mistura o antigo com o novo.
Romances derivados
Um romance tie-in para o filme, Catalyst: A Rogue One Novel, foi lançado em 15 de novembro de 2016. Foi escrito pelo romancista veterano de Star Wars, James Luceno, a história é definida alguns anos antes dos eventos de Rogue One e fornece uma história de fundo para o filme de 2016. A novelização do filme foi escrita por Alexander Freed e está prevista para ser lançada em 16 de dezembro de 2016.
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Bilheterias
Em 22 de janeiro de 2017, Rogue One arrecadou US$ 532,1 milhões nos Estados Unidos e no Canadá e US$ 523,8 milhões em outros territórios, chegando a um total mundial de US$ 1,056 bilhões, contra um orçamento de produção de US $ 200 milhões. No final de novembro de 2016, as projeções de bilheteria para os Estados Unidos e o Canadá teve o filme arrecadando US $ 100-150 milhões em seu fim de semana de abertura. O presidente da Disney, Bob Iger, observou que a Disney e a Lucasfilm não esperavam que Rogue One chegasse ao total bruto do O Despertar da Força de US $ 2,068 bilhões, nem a abertura de US $ 248 milhões. A pré-venda de ingressos para o filme começou as meio-dia de 28 de novembro de 2016 e dentro de 10 minutos o site de vendas de ingressos, Fandango saiu do ar, igual O Despertar da Força fez no ano anterior. Em suas primeiras vinte e quatro horas, o filme teve a segunda maior quantidade de bilhetes vendidos na pré-venda, atrás apenas de O Despertar da Força no ano anterior. Foi previsto que em todo o mundo o filme atingiria US $ 280-350 milhões em seu fim de semana de abertura.
Resposta da crítica
Rogue One recebeu críticas positivas dos críticos. No Rotten Tomatoes, o filme tem uma aprovação de 85% com base em 325 avaliações, e uma classificação média de 7,5/10. O consenso crítico do site diz: "Rogue One vai no fundo da mitologia de Star Wars, ao mesmo tempo em que traz novos argumentos narrativos e estéticos - e sugere um brilhante futuro para a franquia". No Metacritic, que atribui uma classificação normalizada de uma nota 65 de 100, com base em 50 críticas, indicando "geralmente opiniões favoráveis". O crítico brasileiro Pablo Villaça deu quatro estrelas em cinco, apontado tropeços no roteiro e na direção mas concluiu que: "(...) maior virtude de Rogue One: sua capacidade de levar o espectador a se importar profundamente com seus personagens – e arrisco-me a dizer que será impossível rever Uma Nova Esperança (cujo título agora tem motivação precisa na última fala de seu “predecessor”) sem que nos lembremos de todo o sofrimento exigido para que Leia pudesse enviar sua mensagem desesperada para Obi-Wan Kenobi. Aliás, mais do que isso: a frustração da princesa diante da passividade individualista de Han Solo no Episódio IV passa a ser também a nossa, que dividimos com ela o conhecimento do que foi exigido em nome de uma causa que também o beneficiaria – e, portanto, se torna ainda mais reconfortante ver Han se dando conta disso e se juntando à Aliança."


