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Samurai

Samurai ou Bushi e Onna-bugeisha , era um servidor civil do império e Shogunato japonês, com as funções de cobrador de impostos (coletoria) e administrador de terras (daimyō). Durante o período do Japão feudal, ganhou funções militares e virou um soldado da aristocracia imperial, no período de 930 a 1877, terminando a era como um ronin duelista ou mestre de artes, como artesanato, pintura, ou de chá.

Fonte: Wikipédia (pt)Atualizado em 27/06/2026
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O código de honra

Havia uma máxima entre eles: a de que a vida é limitada, mas o nome e a honra podem durar para sempre. Assim, esses guerreiros prezavam a honra, a imagem pública e, o nome de seus ancestrais acima de tudo, até da própria vida. A morte, para o samurai, era um meio de perpetuar a sua existência. Tal filosofia aumentava a eficiência e a não-hesitação em campos de batalha, o que veio a tornar o samurai, o mais letal de todos os guerreiros da antiguidade. Tinham frequentemente que escolher a própria morte, ao invés do fracasso. Se derrotados em batalha ou desgraçados por outra falha, a honra exigia o suicídio no ritual denominado harakiri ou seppuku (o guerreiro abria o próprio ventre com uma faca). Todavia, a morte não podia ser rápida ou indolor. O samurai fincava a sua espada pequena no lado esquerdo do abdômen, cortando a região central do corpo, e terminava por puxar a lâmina para cima, o que provocava uma morte lenta e dolorosa que podia levar horas. Apesar disso o samurai devia demonstrar total autocontrole diante das testemunhas que assistiam ao ritual.

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Nomenclatura

O termo "samurai", traduzido do japonês significa "aquele que serve". Portanto, sua maior função era servir, com lealdade e empenho. Em troca disso recebiam privilégios, como terras e/ou pagamentos que geralmente eram efetuados em arroz, numa medida denominada koku (200 litros). No século X, com o ganho de função militar o termo bushi (武士) foi associado ao samurai, traduzido do japonês significa "guerreiro" ou "homem de armas" que era usado durante o período Edo. Mas refere-se à "nobreza guerreira" e não "infantaria alistada". Mais ao longo do tempo, durante a era Tokugawa (Período Edo), eles perderam gradualmente a função militar. Após tornar-se um bushi (guerreiro samurai), o cidadão e sua família ganhavam o privilégio do sobrenome. Além disso, os samurai tinham o direito (e o dever) de carregar consigo um par de espadas à cintura, denominado "daishō" (símbolo samurai). Era composto por uma espada curta (wakizashi), cuja lâmina tinha 40 cm, e uma grande (katana), com lâmina de 60 cm. Todos dominavam o manejo do arco e flechas e, alguns usavam também bastões, lanças e outras armas como a foice e corrente (kusarigama) e jutte.

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História

Inicialmente, os samurais eram apenas coletores de impostos e servidores civis do império. Era preciso homens fortes e qualificados para estabelecer a ordem e muitas vezes ir contra a vontade dos camponeses. No século VIII, iniciou a formação da casta social dos samurai, mas foi apenas no final do século XII, com o estabelecimento do Período Kamakura houve o período de sete séculos de dominação política e social samurai sobre o povo japonês, que terminou com a Restauração Meiji determinando a queda do terceiro xogunato, na segunda metade do século XIX. No século X, foi oficializado o termo "samurai", e este ganhou uma série de novas funções, como a militar. Nessa época, qualquer cidadão podia tornar-se um samurai, bastando para isso treinar o Kobudo (arte marcial tradicional japonesa dos samurais), manter uma reputação e ser habilidoso a ponto de ser ser contratado por um senhor feudal. Assim foi até o xogunato dos Tokugawa, iniciado em 1603, quando a classe dos samurai passou a ser uma casta (transmissão hereditária de um estilo de vida). Assim, o título de "samurai" começou a ser passado de pai para filho. Assim, com a transmissão hereditária, começaram a ser treinados militarmente desde a infância, e formavam uma casta respeitadíssima e hereditária.

Antecedentes

O período Kofun (古墳時代) foi a continuação do período anterior conhecido como Yayoi (弥生時代, 300 AEC - 250 EC), e adquiriu o seu nome das mamoas funerárias onde os membros da classe aristocrática eram enterrados juntamente com as suas armas, armaduras, espelhos de bronze e jóias - kofun (古坟, lit. "antiga tumba" ou "tumulo antigo"). Nestas sepulturas eram também colocados junto aos corpos, estátuas de barro como representações de servos, animais e soldados; figuras estas conhecidas por haniwa (埴轮), onde com elas foram substituídos os sacrifícios humanos. Estes enfeites tinham significados – os espelhos com moldura de bronze e trabalhados no verso, por exemplo, eram um símbolo de status na sociedade japonesa, pois eram encontrados em todos os túmulos de dignitários e inclusive faziam parte das próprias insígnias reais de muitos clãs. A partir dos estudos realizados sobre os haniwa, deduz-se que estes aristocratas eram os antepassados directos dos que mais tarde passariam a ser conhecidos por samurais - termo cunhado oficialmente para se referir à classe guerreira de elite até ao século XII.

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O Samurai na sociedade

A Sociedade Japonesa, durante o período do xogunato, abaixo dos nobres, dos senhores feudais e dos grandes líderes militares, dividia-se em 4 classes principais: samurais, lavradores, artesãos e mercadores. Os samurai, a classe dos guerreiros, que compreendia cerca de 3 a 8 por cento do total da população, destacava-se como casta por poder portar armas legalmente, as quais eram proibidas às outras pessoas; a eles, samurai, quais cabiam a responsabilidade de manter a ordem. Os samurai tinham privilégios, como o livre direito de ação; diante deles, em certas ocasiões, as pessoas das classes mais baixas deviam lhes reverenciar, como ato de respeito. Por lei, um direito chamado kirisute gomen dava a um samurai o poder de eliminar com sua espada qualquer um das castas mais baixas que não o respeitasse. Os samurais, como casta, terminaram com a extinção do feudalismo. Sem ter a quem servir, entraram na luta contra o império, numa série de revoltas iniciadas em 1870, que foram abafadas pelo exército imperial. Os sobreviventes das revoltas, homens com séculos de orgulho, honra e cultura guerreira, se degradaram e terminaram seus dias como bandoleiros ou mendigos.

Casamento samurai

Geralmente o casamento era arranjado pelos pais, com o consentimento silencioso dos jovens. Mas, também não se descartava a hipótese dos próprios jovens arrumarem seus pretendentes. Na maioria dos casos segundo os velhos costumes, as preliminares eram confiadas a um (uma) intermediário(a). Nas famílias dos samurais, a monogamia tornou-se regra, mas no caso de esterilidade da mulher, o marido tinha o direito de possuir uma "segunda esposa" (como na aristocracia), pertencente à mesma classe ou de casta inferior. Mas depois no século XV, esse costume acabou, no caso do casal não ter filhos e assim sendo não possuir herdeiros, recorria-se ao processo de 'yôshi' (adoção) de um parente ou de um genro.

Onna-bugeisha, a mulher samurai

Existiam mulheres daimyos também, porém não era algo comum, mulheres generais comandante de tropas e guerreiras eram conhecidas como Onna-Bugeisha. Tomoe Gozen é a guerreira mais conhecida do Japão, temida devido a demostração de força e coragem na Guerras Genpei. Na classe samurai, a mulher ocupava uma posição importante na família. Quase sempre dispunha do controle total das finanças familiares, comandando os criados e cuidando da educação dos filhos e filhas (sob orientação do marido). Comandavam também a cozinha e a costura de todos os membros da família. Tinham a importante missão de incutir na mente das crianças (meninos e meninas), os ideais da classe samurai que eram: não ter medo diante da morte; piedade filial; obediência e lealdade absoluta ao senhor; e também os princípios fundamentais do budismo e confucionismo.

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Samurais estrangeiros

Várias pessoas nascidas em países estrangeiros receberam o título de samurai. Depois de Bunroku e Keichō no eki, muitas pessoas nascidas na dinastia Joseon foram trazidas para o Japão como prisioneiros ou cooperadores. Alguns deles serviram daimyōs como retentores. Uma das figuras mais proeminentes entre eles foi Kim Yeocheol, que recebeu o nome japonês de Wakita Naokata e foi promovido a comissário da cidade de Kanazawa. O marinheiro e aventureiro inglês William Adams (1564–1620) foi um dos primeiros ocidentais a receber a dignidade de samurai. O shōgun Tokugawa Ieyasu presenteou-o com duas espadas representando a autoridade de um samurai e decretou que William Adams, o marinheiro, estava morto e que Anjin Miura (三浦按針), um samurai, nascera. Adams também recebeu o título de hatamoto (vassalo), uma posição de alto prestígio como retentor direto na corte do shōgun. Recebeu generosas receitas: “Pelos serviços que tenho prestado e faço diariamente, estando a serviço do Imperador, o Imperador tem-me dado a vida”. (Cartas) [quem?] Ele recebeu um feudo em Hemi (逸見) dentro dos limites da atual cidade Yokosuka, "com oitenta ou noventa lavradores, que são meus escravos ou servos". (Cartas) Sua propriedade foi avaliada em 250 koku. Ele finalmente escreveu "Deus providenciou para mim depois de minha grande miséria" (Cartas), Com o que ele se referia à viagem cheia de desastres que inicialmente o trouxe ao Japão.

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Arte Samurai

Os samurai prezavam particularmente o treinamento militar. Através das artes marciais, era fortalecida tanto a sua técnica quanto o seu espírito. Mais do que acertar um alvo com sua flecha ou cortar algo com sua espada, um samurai sempre visava refinar seu espírito, com a autodisciplina e o autocontrole, para assim estar sempre preparado para as situações mais adversas possíveis. Tal preocupação com o espírito que ajudou as artes samurai a se salvar de sua extinção na Restauração Meiji (época em que os samurais viraram burocratas a serviço do governo). O Koryū (ou Kobudo), como são conhecidos os estilos de combate criados pelos samurai ainda é praticado atualmente. Envolve uma grande gama de armas diferente e técnicas, como o Kenjutsu (combater com espadas), Iaijutsu (desembainhar a espada em combate), Naginatajutsu (luta com alabarda), Sōjutsu ou Yarijutsu (arte da lança), Jojutsu e Bōjutsu (arte do bastão).

Armadura

Uma armadura típica dos samurai era composta por diversos detalhes importantes, sofrendo mudanças de acordo com o período histórico, o clã e a classe do samurai. As usadas para batalhas a cavalos, chegavam a pesar até quarenta quilos.

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O Dia do Samurai

Em julho de 2005, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou um projeto de lei, que estabelece o dia 24 de abril de cada ano como data comemorativa do Dia do Samurai A data foi escolhida pelo autor do projeto, o então vereador William Woo, em homenagem ao aniversário do Sensei Jorge Kishikawa, a título de reconhecimento por seu trabalho na difusão das artes samurais tradicionais (Kobudo ou Koryu Budo) no Brasil. A comemoração do Dia do Samurai foi posteriormente proposta e oficializada em várias outras cidades e também estados do território brasileiro. Atualmente a data é parte do calendário oficial das cidades de São Paulo (a metrópole onde se concentra o maior número de descendentes japoneses fora do Japão), Ribeirão Preto (cidade considerada como o berço da imigração japonesa no Brasil), Brasília, Piracicaba, Campinas e Guarulhos e nos estados do Amazonas, Paraná e Santa Catarina.

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